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O Céu e o Inferno sob a visão EspíritaBenedito da Gama Monteiro A definição sintética de "Céu e Inferno" sob os parâmetros da Doutrina Espírita explica: "Céu e Inferno são estados de consciência". Esta tese foi desenvolvida pelos Espíritos Reveladores do Espiritismo, respondendo a Allan Kardec - O Codificador da Doutrina -, na questão 1.012 de "O Livro dos Espíritos"(1).
"Já respondemos a esta pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça. E como eles estão pôr toda a parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam."
"São simples alegorias: pôr toda parte há Espíritos ditosos e inditosos. Entretanto, conforme também já dissemos, os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem pôr simpatia; mas podem reunir-se onde queiram, quando são perfeitos.". Allan Kardec, a seguir, complementa este assunto dizendo que a localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender. Contrapomos, agora, a tese das penas eternas, com trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento)Salmo (22:27) : "Toda a terra se converterá ao senhor e todas as nações adorarão a sua face.";
Continuando, deixamos à meditação dos leitores interessados na busca da
verdade, que segundo Jesus, liberta, algumas indagações que servirão para fixar
os aspectos que o confrade Jayme Andrade, em o livro "O Espiritismo e as
Igrejas reformadas"(2) apresenta, argumentando e refutando a teoria
das penas eterna . 2-Se ele é infinito em todas as suas perfeições, é também onipresente. Logo, tanto está no céu, contemplando a felicidade dos eleitos, como no inferno, contemplando o sofrimento dos condenados. E como pode ficar insensível a esse sofrimento pôr toda a eternidade? Onde fica a infinita misericórdia? 3-Se um pecador pode se arrepender dos seus erros durante a vida terrena, pôr que não poderá faze-lo após a morte? Não vemos nenhuma razão lógica para que não o possa. Então, pôr que Deus, que mandou que perdoemos indefinidamente aos que nos ofendem, e que é tão compassivo para com os que ainda se encontram no plano físico, é tão inflexível com os que já deixaram a Terra? Será a justiça humana mais equânime do que a justiça divina? 4-Como explicar a condenação da humanidade inteira pelo erro de um só homem, se Deus disse pôr Ezequiel, (18:20) : "O filho não pagará pela maldade do pai, nem o pai pela maldade do filho; a alma que pecar, essa morrerá"? E como pode o sangue de um justo apagar os pecados de todo o gênero humano? 5-Que adianta ter fé, se a fé independe da vontade do homem, e não resulta das obras, pôr ser "um dom de Deus", e se nem sequer é necessária, uma vez que a salvação é privilégio exclusivo da alguns "eleitos"? 6-Se as almas salvas na beatitude do céu conservam a lembrança dos que foram
seus parentes e amigos na existência terrena, como poderão ter felicidade plena
sabendo que entes queridos estão sofrendo tormentos sem fim no inferno? Como
pode uma mãe carinhosa, que se sacrificou pôr um filho rebelde, desfrutar a
bem-aventurança eterna, sabendo que um filho estremecido se consome em
sofrimentos pôr toda a eternidade??? O Espírito André Luiz, no livro "Libertação"(3) contribui com esta colocação: "A rigor, não temos círculos infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizados no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar.". Com Emmanuel (Espírito) do livro "Renúncia"(4) concluímos, definindo as regiões de sofrimento no mundo espiritual: "Inferno ou purgatório são estados de espírito em tribulação pôr faltas graves, ou em vias de penitência regeneradora." Bibliografia:
Obs. Artigo publicado em Manaus, no jornal A Crítica de 26.06.1989; em O Mensageiro(FEA) de Dezembro de 1989; no jornal Folha Popular de 03.03.1995. No Rio de Janeiro, em O Reformador de Setembro de 1995. |
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