A função dos centros de força

Bernardino da Silva Moreira

Começaremos com o centro genésico, conhecido dos teosofistas, como chakra fundamental. (Nas funções concernentes a cada centro, só serão dadas as mais importantes, principalmente as que não sejam objeto de polêmicas, entre os estudiosos do assunto).

Segundo o instrutor Clarêncio, o centro genésico seria o local onde estaria situado “o santuário do sexo”, que teria como função basilar, dentre outras, a de servir “como templo modelar de formas e estímulos.”1

Joana de Ângelis através de Divaldo P. Franco, (o canário da terra chamada Brasil, que com sua oratória brilhante, faz renascer do Cristianismo as verdades consoladoras do Espiritismo), acredita, também, que o centro em destaque, seja o responsável pela reprodução, e gerador de “recursos para o perfeito entrosamento dos seres na construção dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a Humanidade.”2

O centro gástrico “se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização.”3

Joana de Ângelis, observa que além de conduzir os processos digestivos, na assimilação de energias vitalizantes, tem o respectivo centro a função de eliminar os detritos “dos alimentos encarregados da manutenção do corpo.”4

Jorge Andréia em seus estudos sobre a “Energia do Psiquismo”, concluiu que o centro gástrico teria “sob sua custódia a absorção dos alimentos como resultado do trabalho químico do aparelho digestivo, onde as funções hepáticas representariam sua grande manifestação.”5

O centro esplênico “está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos.”6

É também o mencionado centro “que se responsabiliza pelo labor da aparelhagem hemática, controlando o surgimento e morte das hemáceas, volume e atividade, na manutenção da vida.”7

O centro cardíaco é o ostentador das atividades “da emoção e do equilíbrio em geral”8, principalmente “pela aparelhagem circulatória”9, também, “dando orientação aos fenômenos desencadeados nesta área do sistema autônomo (nó de Keit-Flack e His).”10

O centro laríngeo tem como função basilar, a de presidir “aos fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireóides.”11 É também o referido centro o controlador dos fenômenos da respiração.”12

O centro cerebral “ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos.”13 É este centro responsável “pela transformação dos neuroblastos em neurônios”, também, “comandando desde os neurônios às células efetoras.”14

O centro coronário é o veículo de expressão máxima “por ser o mais significativo em razão do seu auto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Este centro recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência. Considerando em nossa exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma.”15

Não citaremos outros autores, devido a concordância existente entre eles e o autor das linhas acima, que acreditamos sintetizar de forma clara e objetiva todas as teorias existentes sobre a questão.

Bibliografia:

1) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
2) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
3) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
4) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
5) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
6) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
7) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
8) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
9) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
10) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
11) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
12) Estudos Espíritas, Joanna de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
13) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127
14) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
15) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127