O que É uma Exposição Espírita
Centro Espírita Celeiro de Luz
Importância
A Exposição Espírita pertence ao campo da comunicação, assim como o discurso,
a conferência, a aula, o canto, a conversação. É um instrumento importante para
expor um pensamento, uma idéia. No caso, um instrumento destinado ao público. É
falar em público e falar ao público. Por isso, é urna arte. E toda arte deve
merecer ser cultivada. A prática conduz á perfeição.
O Espiritismo leva ao progresso intelecto-moral do ser humano. Melhorando o
indivíduo, pode fazer que haja na Tema mais solidariedade e paz. Religião da fé
raciocinada, seus princípios básicos precisam ser compreendidos para, então, se
traduzirem em vivência.
Eis porque, todo espírita esclarecido, além de estudar a Doutrina e se
beneficiar com suas luzes, também procura divulgá-la.
Finalidade
Com a Exposição Espírita podemos:
- Informar
- Esclarecer
- Conscientizar
O uso constante de boas palestras espíritos têm favorecido de forma
apreciável, a divulgação da Doutrina.
A importância da Palavra Falada na Divulgação
O espírita faz divulgação doutrinária quando, nas conversas informais em
família ou na sociedade o ensejo surge oportuno e apropriado.
Para divulgar o Espiritismo no movimento espírita, o falar em público é
fundamental. Tanto na orientação aos que chegam ao Centro, como em aulas,
preleções, seminários ou, ainda, nas apresentações artísticas e outras
atividades em que as idéias espíritas são transmitidas aos assistentes.
Pela tribuna espírita, a mensagem doutrinária chega, diariamente, ao grande
público, nos milhares de Centros e grupos existentes neste nosso Brasil.
Vantagens da Divulgação Doutrinária Oral
- É mais fácil de fazer. Requer apenas a boa vontade do elemento humano, seu
conhecimento e sua voz, dispensando outros recursos;
- Atinge maior número de pessoas do que o livro. No país, muitos não sabem
ler; dos que o sabem, muitos não cultivam o hábito das boas leituras; e nem
todos podem adquirir livros, por ser o seu custo geralmente elevado para o
padrão aquisitivo do povo;
- Alcança melhor a sensibilidade do ouvinte, já que a palavra vai impregnada
da vibração fraterna do expositor;
- Permite atender ouvintes em diferentes níveis de conhecimento e
compreensão, na necessidade ou expectativa em que se apresentem no momento
Desvantagens
- a apassivação do ouvinte,
- a impossibilidade de discordar ou sanar dúvidas, a superficialidade do
aprendizado,
- a interpretação unilateral do conteúdo,
- a personalização do assunto pela centralização do expositor e
- a dificuldade de se dominarem técnicas de falar, a fim de realizarem
palestras interessantes.
O Expositor Espírita
1 - Quem é o Expositor Espírita:
Pode afirmar-se, sem erro, que o expositor é o comunicador da Doutrina.
É o divulgador dos seus postulados. É o instrumento humano utilizado de forma
consciente para a multiplicação da mensagem cristã.
Três pontos básicos são reclamados:
a) Interesse pela tarefa.
Não apenas interesse, mas também dedicação e respeito. Sobretudo, amor.
Ninguém poderá desempenhar bem essa tarefa se não amá-la.
b) Estudo.
O expositor necessita constantemente ler, analisar, estudar e aprofundar-se
nos assuntos doutrinários, participando do Movimento Espírita, a fim de
atualizar-se e adquirir novos conhecimentos. Livros, jornais, revistas,
mensagens e, principalmente, as obras básicas de ALLAN KARDEC, devem ser
companheiras inseparáveis do Expositor Espírita.
c) Comunicação.
O expositor deve apoiar-se no exercício constante da comunicação isto é,
conversar bastante para exercitar o vocabulário. Não pode ser introvertido e
fechado.
2 - Requisitos
- Elevação de sentimento.(não basta conhecer, é importante
- Espírito de aprendizagem
- Senso de auto-crítica
- Simplicidade e sobriedade
- Dedicação á atividade espírita (possuir espírito de serviço á causa e aos
companheiros)
3 - A meta a ser alcançada
Compreensão da vida e dos problemas humanos. (sentir profundamente)
Tipos de Expositores
Todo aquele que expõe um assunto qualquer para um determinado público, seja
este numeroso ou não, é um expositor.
De acordo com a forma em que faz a sua exposição, o expositor pode ser
classificado como:
Professor - Faz a exposição tipo aula. Dele se exige: máximo de
objetividade, explicação didática e o mínimo de floreios literários.
Orador - É o poeta da exposição. Dele se espera: eloqüência,
arrebatamento e magnetização de massas.
Palestrador - Espécie de fusão entre professor e orador. Alterna
características de um e de outro. Quando se inflama, passa para a oratória;
dela, pode descer à explicação didática. É o tipo de expositor mais adequado
para a divulgação doutrinária que usualmente se faz na casa espírita.
Qualidades que se deve ter para usar a Tribuna Espírita
Para o público ouvinte, o expositor espírita representa o próprio Espiritismo
bem como o movimento espírita. Assim, tudo que o expositor disser ou fizer
repercutirá, ante o público, em favor ou descrédito para a Doutrina e a
coletividade espíritas. Se realiza bem o seu trabalho, consegue, junto ao
público, os objetivos visados pela divulgação doutrinária. Se sua atuação se
ressente de graves falhas (doutrinárias, morais ou técnicas), deixa de agradar
aos ouvintes, não lhes passa a mensagem espírita correta mente e não os motiva
ao progresso moral.
Portanto, não basta ter boa vontade para alguém poder usar a tribuna
espírita. É preciso que:
- suas idéias sejam concordes com a Doutrina Espírita;
- a sua moral seja respeitável; e
- tenha alguma técnica para falar em público.
Somente devemos confiar a tribuna espírita a pessoas que para isso estejam
capacitadas, pessoas cujo trabalho já conhecemos e sabemos ser bom ou que nos
foram recomendadas por confrades dignos de confiança.
Esta simples cautela previne e evita que ocorram prejuízos doutrinários e
situações embaraçosas, no uso da tribuna na casa espírita.
O Conhecimento Doutrinário
Que idéias vamos divulgar?
Quando se fala em público, queremos: atrair, interessar e convencer os que
nos rodeiam para as NOSSAS idéias.
Na seara espírita, porém, o objetivo, ao falar em público, é atrair,
interessar, informar e convencer ao público sobre as IDÉIAS ESPÍRITAS, para
levar os ouvintes a agirem de acordo com essa orientação.
Portanto, o expositor espírita tem de estar corretamente informado do
conteúdo da Doutrina Espírita, conhecendo, ao menos, as obras básicas do
Espiritismo (a codificação kardequiana).
Quando o expositor espírita não tem bom conhecimento doutrinário básico, pode
ocorrer de, por exemplo:
- dar um sentido falso do que seja o Espiritismo (dizer que a Tema é um
"vale de lágrimas"; dar mais importância ao fenômeno mediúnico que à doutrina,
etc. )
- provocar reações hostis ao Espiritismo ou ao movimento espírita por fazer
comparações ou referências infelizes a pessoas ou religiões. Se todo o
espírita deve estudar com afinco e sempre a Doutrina que esposa, mais ainda o
deve fazer aquele que se propõe a divulgá-la pela palavra.
Mesmo o expositor que já conhece bem a Doutrina Espírita deverá continuar a
estudá-la, buscando conhecer assuntos, fatos e técnicas e atualizar-se
constantemente, pois "Quem expõe se expõe" e "Exercitar-se é aprimorar-se".
Neste curso, não visamos ministrar estudos doutrinários, no pressuposto de
que os que dele participam já se encontrem razoavelmente preparados nesse
aspecto.
A Conduta Moral
O Espiritismo é uma Doutrina que nos leva, pelo entendimento, à reforma do
nosso eu, do nosso íntimo, na direção de uma conduta moral respeitável numa
vivência cristã.
Se o expositor é espírita, deve se comportar de acordo com o conhecimento
doutrinário que possui.
Kardec diz que se reconhece o verdadeiro espírita “pela sua transformação
moral e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações".
"Não faço preleções em torno do bem,
porque carrego muitas faltas..
Eis o engano.
Aguardar a perfeição para indicar o bem
impedirnos-ia de apregoá-la, de vez que, por enquanto, ninguém existe perfeito
sobre a Terra.
Se as tuas palavras de amor no
conjunto, ainda não se refletem todas as qualidades e sentimentos, pondera que,
ensinando, aprendemos, e que, apontando roteiro correto aos outros, somos
especialmente obrigados à retidão.
(César Gonçalves, "Falsas Idéias” do
livro 'Seareiros de Volta' [ psicografado por Waldo Vieira, edição FEB )."
Assim, o expositor espírita não pretenderá ser santo mas será alguém
sinceramente empenhado em manter um bom padrão moral e uma vi vência cristã.
Afastar-se-á dos vícios (mesmo os mais corriqueiros, como o de fumar), cumprirá
seus deveres no lar, na vida em sociedade, no Centro, tendo como lema "Trabalho,
Solidariedade e Tolerância".
De outro modo, o seu exemplo mau anulará a sua palavra, por mais brilhante
que ela seja. Poderá, ainda, lançar descrédito sobre a moralidade dos espíritas
em geral e a dúvida quanto à eficiência da Doutrina na moralização da
humanidade.
Todos os recursos e técnicas de exposição poderão malograr, caso o expositor
não pratique o que pregue.
A principal pregação é a do exemplo.
A Técnica da Exposição Oral
Ninguém "faz" um expositor ou um orador. As qualidades são inerentes à
própria pessoa.
Mas, geralmente, qualquer pessoa que fala pode fazê-lo em público, bastando
que:
- se determine a tal ;
- vença alguns bloqueios;
- se exercite na oratória, que é a arte de discursar, corrigindo alguns
defeitos.
A Técnica de Exposição somente procura:
- aperfeiçoar o talento de quem o tem (às vezes mal canalizado e se perdendo
sem maior aproveitamento);
- mostrar os obstáculos mais comuns e como podem ser superados.
Aprender a falar para o público será algo forçado, que tire a espontaneidade
e autenticidade do expositor espírita?
Pelo contrário, é até um dever para quem pretende contribuir na difusão
doutrinaria oral. Como qualquer orador, o expositor espírita, se tiver bases de
recursos e técnicas para a colocação de sua mensagem, por certo obterá melhores
resultados.
No movimento espírita, é imenso o campo para se desenvolverem as
potencialidades comunicadoras. E realizar sempre "o melhor possível" deve ser o
lema do divulgador do Espiritismo.
Técnica e amor
Na oratória, a clareza e a simplicidade devem caminhar a par com a
objetividade e o conhecimento do assunto. E com a sinceridade de quem fala.
Sem um pouco de amor no coração, você transmitirá a aridez da alma. Um
computador também transmite mensagens. Mas fale com o coração e, por certo, suas
palavras encontrarão eco nos corações.
"...quanto ao uso da palavra, por ser o maior veículo de comunicação entre os
homens, há necessidade de muito equilíbrio e sensatez quando usamos do verbo
para nos comunicar, pois que quando falamos podemos construir ou destruir. É
mister que haja sinceridade e fraternidade no coração, para que o pensamento ao
traduzir-se em palavras, não se vista da falsa humildade que não convence, da
exigência que deprime. Falemos com doçura às pessoas, sem dramas ou pieguismos,
mas de forma a traduzir equilíbrio, pois que assim conversando edificaremos, não
nos esquecendo nunca de que podemos enganar aos homens, mas a Deus ninguém
engana". (Autor não identificado)
Considerações Gerais
Falar em público é uma habilidade desenvolvida no decorrer do tempo, através
de trabalho disciplinado e persistente.
A angústia vocal é o grande inimigo de quem fala. É uma perturbação emocional
causada por fenômenos gerais e psíquicos. Demonstra também o sentida de
responsabilidade de quem fala em público. É fundamental que o expositor
desenvolva os seguintes aspectos:
-
Domínio de si Mesmo
É preciso aprender a dominar a si mesmo. Para a maioria das pessoas, a
simples perspectiva de fazer uma palestra basta para deixá-las nervosas e
inseguras. E o que o palestrante pensa antes de iniciar sua apresentação a
respeito de si próprio como expositor terá efeito determinante em seu
desempenho. Suas imagens mentais, ou seja, como se visualiza falando e como
visualiza o auditório, irão m n 1 d a r o seu comportamento. Par isso é
importante desenvolver a autoconfiança, aquela segurança intima de que
realmente pode realizar sua tarefa de forma satisfatória. Muitas vezes,
precisa lutar, com fé e coragem, contra determinadas situações mentais, como
por exemplo:
- Quadros Mentais
Há pessoas que acreditam mais no fracasso do que no sucesso. A tendência é
pensar mais ou menos assim: "não vai ser fácil. Acho que não irão gostar da
minha apresentação. E se der um branco? Não deveria ter aceitado esse convite,
Onde eu estava com a cabeça?,,,etc.
Soma-se a isso a respiração acelerada e uma postura retraída. Depois de
toda essa carga negativa, como esperar sucesso? Aquilo que se planta é n que
se colhe. Por isso, coloque coisas boas em sua mente. Você é n dono dos seus
pensamentos e pode pensar naquilo que você quiser. Assuma o comando.
Visualize-se mentalmente falando com entusiasmo e determinação, sendo claro e
convincente na sua apresentação, Visualize o auditório atento, interessado em
sua mensagem.
- Erros de Percepção:
Outro aspecto que deve ser observado é que os expositores raras vezes
parecem tão assustados como se sentem. A imagem que ele pensa que transmite
aos ouvintes não é real. Ele pensa que todos estão percebendo seu total
nervosismo, porém, isso não ocorre, ou seja, seu nervosismo é bem mais
"interior" do que "exterior".
É fundamental reformular essa percepção equivocada, pois ela tem influência
determinante no comportamento do palestrante.
- Medo do Desconhecido
O temor ao desconhecido, ao inusitado, também não deixa de ser uma
experiência normal, comum, que indica que somos iguais á maioria das pessoas.
Mesmo os expositores mais experimentados sentem uma carga de tensão ao
iniciar sua apresentação. A diferença é que, após certa experiência, o
expositor, ao invés de se deixar abalar pela tensão, transforma-a numa carga
adicional de energia que o torna mais enfático e enriquece sua expressão. Cabe
ressaltar, também, que o público normalmente torce pelo êxito do palestrante.
Atitude Psicológica
O público quer ouvir As pessoas sempre estão curiosas e desejosas de conhecer
ou aprender alguma coisa, para viver melhor.
Por isso, qualquer que seja o gênero oratório, o orador sempre terá ouvintes
para a sua mensagem.
O público que procura o Centro está desejoso de ouvir uma boa mensagem
espiritual. E nós temos a excelente Doutrina Espírita para lhe oferecer.
Seja Natural
Quem se levanta para falar em público, torna-se nesse momento a figura
principal. Não é uma questão pessoal mas da função que se está exercendo nesse
instante. .
Portanto, aceite a atenção geral com naturalidade.
Petulância, afetação, arrogância, empáfia, ostentação farão o público mudar a
atitude receptiva 1nicial e tornar-se refratário e até hostil a você.
Seja natural, seja você mesmo. Não imite gestos, voz, fraseado ou o estilo de
outro orador. Você acabará por descobrir ou criar o seu próprio estilo.
Ascendência sobre o público
O orador deve "conquistar" o auditório desde o primeiro instante (ganhar a
sua confiança e estabelecer comunicação com ele), para, então, poder discorrer
livremente sobre o que lhe interessa.
Como fazer isso?
- Goste do público e o demonstre.
Sinta que o público é uma alma coletiva e está pronto a lhe ouvir, em ambi
ente de agradável expectativa.
Seja fraterno e procure despertar simpatia, mostrando-se simples e
atencioso, vibrando simpatia e bondade.
- Deseje transmitir a mensagem
O orador que conhece o assunto e está bem preparado, sempre tem um
insopitável desejo de transmitir: deve fazê-lo com o mesmo entusiasmo e
interesse que o assunto lhe despertou.
Entusiasmo e interesse são contagiosos. Se você tiver interesse e
entusiasmo no que está dizendo, o público se interessará e entusiasmará
também.
E, nessa corrente de simpatia, o público aceitará melhor as idéias e você
terá melhores condições de expor seu tema.
- Confie em si mesmo
Seja modesto mas não tímido. O público espera que você lidere a ação, já
que está com a palavra. Se o orador não demonstrar confiança, como pretender
conquistar o auditório?
Como o lavrador olha a terra, quando semeia, o orador, igualmente, deve
olhar com confiança para a assistência, ao proferir as primeiras palavras.
Procure, principalmente, fixar-se mais no que tem a dizer do que em você
mesmo, pois o auditório está mais interessado na sua mensagem do que em você
mesmo.
Antes de falar:
- faça uma prece (mentalmente ). Ela lhe dará sintonia com os Amigos do
Alto. Apoiado na oração e com seu desejo de doação íntima e confiança no seu
esforço, você conseguirá a descontração ideal (inclusive muscular).
- ponha-se em boa disposição mental, dizendo para si mesmo:
- Tenho necessidade de falar.
- Para quê? Gosto de expor minha idéia e já demonstrei vontade de falar. E
tenho uma excelente doutrina para expor.
- Estas pessoas estão aqui com gosto para ouvir-me.
- É uma boa oportunidade que se me oferece.
- Devo aproveita-la o mais possível. Quanto mais falar, mais me
desenvolverei.
- Por que receio? Não é difícil falar sobre o que conheço. Estou
familiarizado com o assunto.
- Sei como dizê-lo para transmitir o que sinto e se passa em minha alma.
- Como estou começando, sinto agora certa dificuldade, que irá desaparecendo
em seguida, como treino.
- Vou falar com firmeza e naturalidade. Não vou imitar ninguém. Falarei com
voz clara, pausadamente e boa dicção. E vou falar com entusiasmo, para atrair
e interessar.
- Vou dirigir-me à assistência com um ar saudável e de confiança.
- Gosto de falar a amigos. Por que não falarei a muitos amigos?
Condições Espirituais
- Cultivo da humildade
O expositor deve acolher com respeito e humildade toda crítica, procurando
avaliar cuidadosamente o seu trabalho e, assim, melhorar cada vez mais a tarefa
que lhe cabe. Procurará reagir, com todas as suas energias, contra os elogios
descabidos, para que a vaidade não lhe venha toldar o próprio campo de ação.
Nunca deve julgar-se imprescindível ou privilegiado, criando exigências ou
solicitando considerações especiais. Porém,não deve fugir às oportunidades que
lhe forem oferecidas, aceitando-as com espontaniedade e naturalidade,
- Respeito ao próximo e trato fraterno
O respeito ao próximo fará com que o expositor mantenha a compostura em todo
o sentido. Procurará dirigir-se ao auditório com simpatia e fraternidade. Os
ouvintes sentem quando aquele que lhes fala transmite, além de sua inteligência,
o seu coração. Essa maneira de ser e de agir apresenta, dentro dos objetivos da
Doutrina, alta significação espiritual.
- Serenidade
O expositor deve manter-se tranqüilo e confiante, dominado pela certeza de
que está a serviço do amor e da verdade.
- Fé e entusiasmo
Uma palestra realizada friamente, sem animação, sem vivacidade, não convence
ninguém. O expositor entusiasta fala animada e fervorosamente; suas frases são
vigorosas, ardentes, afirmativas.
O expositor de fé, aquele que acredita firmemente no que prega, tem convicção
que está transmitindo ensinamentos relevantes àqueles que o ouve.
E como fala com o coração trasbordante de fé luminosa e pura, sabe ser
natural e entusiasta, impregnado daquela força que o ideal superior e a
assistência dos Bons Espíritos lhe transmitem. Por isso, deve evitar dizer o que
não sente, o que não está em seu coração. A confiança no que sente e no que diz
infunde aos outros confiança.
"Aplicar os princípios da caridade no total das nossas obrigações".
- Vivência daquilo que prega
Não se pode exigir que o expositor seja uma criatura perfeita, pelo simples
fato de que esteja sendo instrumento de difusão da Doutrina Espírita e das
sublimidades do Evangelho. A criatura humana, em sua generalidade, ainda se
caracteriza por muitas imperfeições. Porém, á necessário que aquele que prega a
Doutrina empregue os maiores esforços para dar exemplo daquilo que ensina. Logo,
deve procurar ser coerente na sua maneira de sentir, de pensar, de agir.
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação morai e pelos
esforços que emprega paradomar suas inclinações más" (O EVANGELHO SEGUNDO O
ESPIRITISMO - Cap. XVII, item 4).
O expositor, em sua vida diária, deve procurar ser justo e praticar a bem.
Terá forças interiores que se revelarão nos momentos precisos. Quem é
interiormente forte, revela, através de suas expressões, a força que o anima.
- Sintonia espiritual
O trabalhador na pregação espírita deve procurar habituar-se a dedicar uma
parte do seu tampo, se possível, diariamente, para a leitura de boas obras,
meditações, elaborações mentais, conclusões, etc., além da recorrer á prece e
procurar conservar-se em bom estado espiritual, pelo cultivo de bons pensamentos
e boas ações, objetivando a sintonia canos benfeitores do Plano Espiritual
Superior. E sintonia não é atividade mágica ou mecânica, mas conquista do
Espírito, que demanda auto-educação sistemática e profunda.
Segundo Emmanuel, “o campo do estudo perseverante, com o esforço sincero e a
meditação sadia, é o grande veículo de amplitude da intuição, em todos os
aspectos” ( O CONSOLADOR - Questão no. 122).
No Trato com o Público Durante a Exposição
Certos tipos de exposição comportam ou até pedem um contato maior do
expositor com o público, através de perguntas e respostas, debates, coleta de
opiniões, etc.
Outras exposições, porém, seria melhor que não fossem interrompidas. Mas o
público, às vezes, intervém, espontânea e inesperadamente.
O expositor espírita será sempre educado e atencioso, tanto para provocar
como para acolher as manifestações do público, porque este é o "solo" em que
deve trabalhar a mensagem espírita e para o qual não pode deixar de exemplificar
a fraternidade da conduta cristã.
Regra geral, o expositor espírita:
- Responderá o que souber e acolherá o que puder, de modo que não haja
prejuízo do interesse da maioria dos ouvintes, segundo o tema em estudo, nem
do horário disponível.
- Quando não souber responder, de momento, declarará com naturalidade seu
desconhecimento, propondo-se a procurar a informação para trazê-la ao grupo,
posteriormente.
- Às vezes, uma pergunta está fora do tema mas, se o expositor der uma
resposta rápida, resumindo o entendimento doutrinário a respeito, sem entrar
em maiores detalhes, já deixará satisfeito a quem perguntou e poderá seguir
adiante na sua exposição.
- Se a questão, porém, for inoportuna mesmo, porque sua explicação
demandaria mais tempo ou requereria dos ouvintes maiores conhecimentos
doutrinários, informar isso sucintamente; se possível, colocar-se à disposição
dos interessados, para o atendimento em separado, após a exposição pública; ou
indicar livros ou cursos que possam esclarecê-los a respeito. (Ex: temas
polêmicos e contraditórios ante um público geral).
- Também é de boa técnica informar previamente ao público que, ao final da
exposição se responderá às perguntas que quiserem formular. (Se assim estiver
previsto no programa do orador ou do Centro).
Convém lembrar que as pessoas que intervêm inoportunamente, desconsiderando
os outros, muitas vezes são:
- almas "difíceis", que mais precisam de compreensão c tolerância, para
conseguirem permanecer na casa espírita e receber seus benefícios, a fim de se
melhorarem psíquica e espiritualmente;
- obsidiados, de que os adversários espirituais se utilizam para procurarem
tumultuar o ambiente do serviço espírita e tirar de suas vítimas a
oportunidade de socorro espiritual que elas poderiam receber.
Evitar demonstrações de irritação ou impaciência, dar respostas rudes,
irônicas, agressivas.
Somente quando a intervenção inconveniente do público ultrapassar o limite do
tolerável, é que caberá providência de maior firmeza ou energia para o
restabelecimento da ordem (mesmo assim, com equilíbrio emocional e sem
violência). Se a reunião estiver sob sua responsabilidade, o expositor espírita
tomará essas providências; se outros forem os encarregados da reunião e ainda
não tomaram as providências devidas, solicitar-lhes que o façam.
Tipos de Público
| Público Básico |
Ações recomendadas |
| Assistidos |
Apelar para os sentimentos, temas evangélicos, exemplos práticos. |
| Colaboradores |
Incentivar o estudo permanente da doutrina, valorizando a troca de
idéias, desarmar o espírito critico. |
| Freqüentadores |
Motivar para o estudo do Espiritismo; facilitar o entendimento dos
princípios doutrinários, esclarecer quanto aos benefícios que pode receber. |
| Simpatizantes |
Dar argumentação segura e consistente; apelar simultaneamente para a
razão e o sentimento. |
| Não espiritas |
Argumentar com razão; fornecer dados concretos; não apelar, apontar
depoimentos de pessoas importantes; adotar temas científicos e filosóficos. |
O público masculino tende a valorizar o senso de justiça e responsabilidade.
Não costuma aceitar cm o elogio do expositor e não tolera arrogância, bem
excesso de humildade.
O público feminino, pôr sua vez, tende a aceitar bem elogios, gosta de
poesia, de valorizar a sensibilidade e os sentimentos e o expositor pode usar
mais expressividade na voz.
As características de cada tipo de público são genéricas e as ações
recomendadas devem ser estudadas e adequadas a cada caso concreto. O perigo a
que o comunicador não deve se expor, é cair na hipocrisia. O público percebe e
passa a rejeitar seus pensamentos.
| Faixa de Idade |
Ações recomendadas |
| Infantil (7 a 12 anos) |
Tempo máximo de dois períodos de 20 minutos; muitos recursos didáticos;
gesticulação e ilustrações; palavras simples, concretas, de claro
significado. |
| Adolescentes (13 a 17 anos) |
Tempo máximo de 40 minutos; não forçar a argumentação; enaltecer a
importância de se ter o “espírito jovem”; muitos recursos didáticos e
ilustrações; exemplificar com imagens fortes. |
| Jovem (18 a 29 anos) |
Aguçar o idealismo; demonstrar entusiasmo; falar do futuro; valorizar
suas observações. |
| Adulto (30 a 59 anos) |
Salientar a justiça e a responsabilidade; demonstrar muito interesse;
demonstrar que a exposição demandou trabalho e preparação. |
| Maduro (+ de 60 anos) |
Falar bem do passado; mostrar respeito; agir com ponderação; não
esconder ou aparentar que esconde algo. |
O Que Seus Ouvintes Esperam de Você
Conheça o assunto, saiba apresentá-lo de forma inteligível, mostre boa
vontade, esforço e um certo “carinho” que só conseguem aqueles que gostam e
acreditam no que fazem.
Tenha noção de tempo, não fuja do tema e não “encha lingüiça”.
Não interprete nenhum personagem seja você mesmo. Mostre sinceridade,
distribua com generosidade entusiasmo e idealismo. Demostre segurança e
tranqüilidade.
Regra dos Três Terços
Dificilmente você estará falando para um grupo homogêneo em relação ao grau
de conhecimentos, e nunca falará a um grupo com as mesmas experiências e
sentimentos.
Assim procure satisfazer a maioria do seu público, mesmo que apenas
razoavelmente. Se dirigir sua apresentação para atingir um grupo seleto,
provavelmente obterá uma avaliação ruim dos 2/3 restantes.
“O orador é responsável pelas imagens
mentais que plasme nas mentes que o ouvem” (CONDUTA ESPÍRITA - A LUIZ - Cap.
14).
Planejamento da Palestra
Sinteticamente, resumiremos em cinco os passos da preparação de uma palestra
espírita:
- ESCOLHER O TEMA ( caso já não tenha sido determinado).
- PESQUISAR NA BIBLIOGRAFIA DISPONÍVEL, espírita nu não, desde que
idônea, o tema a enfocar, selecionando textos e páginas.
- ESTUDAR, metodicamente, AS PÁGINAS ESCOLHIDAS, secionando as idéias
que podem servir para a palestra.
- FORMULAR A IDEIA MÃE, definindo a abordagem, que o tema receberá na
exposição.
- ESBOÇAR E ESCREVER A PALESTRA, prevendo introdução, desenvolvimento
e conclusão, tendo em vista a finalidade de cada uma dessas partes.
Escolher o Tema
Expositores e dirigentes encontram naturais dificuldades nesse setor. Como a
Doutrina é muito ampla, a própria variedade as vezes confunde. Boa parte utiliza
a seqüência de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e o “Livro dos Espíritos”. O
expositor deve acatar sempre o tema fornecido pela instituição que o convidou.
As principais fontes de pesquisa e inspiração do expositor espírita estão no
quadro abaixo:
| Obras da Codificação |
Livro dos Espíritos (base)
A Gênese, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o
Inferno (complementares)
Obras Póstumas, O que é o Espiritismo, Revista Espírita (auxiliares) |
| Bíblia |
Velho Testamento
Novo Testamento |
| Literatura Espírita |
Clássica - Léon Denis, Ernesto Bozzano, Gabriel Dellane, Camille
Flamarion e contemporâneos.
Atual - Herculano Pires, Caibar Schutel, Emmanuel, André Luis. |
| Literatura em Geral |
Literatura Universal
Autores espiritualistas (com cuidado)
Fatos históricos
Biografias de grandes personalidades (espíritas ou não) |
| Temas e Circunstâncias |
Datas comemorativas
Finalidades específicas |
Pesquisar na Bibliografia Disponível
Pesquisar - selecionar textos a serem posteriormente estudados.
- No índice, procurará identificar o assunto nos títulos.
- Encontrada a referência, irá ao texto e lerá:
- O primeiro parágrafo;
- As primeiras palavras de cada parágrafo subsequente;
- O último parágrafo.
Desse modo, saberá identificar o assunto com precisão, verificando se aborda
ou não o tema em pesquisa. Se aprovado, bastará anotá-lo e marcá-lo,
reservando-o para estudo aprofundado.
Biblioteca do Expositor Espírita
A formação da biblioteca está subordinada aos gostos e inclinações de quem a
forma, como reflexo que ela é da sua personalidade e do adiantamento intelectual
de seu possuidor.
biblioteca básica:
- OBRAS ESPÍRITAS
- Obras completas - Allan Kardec
- Obras completas - Léon Denis
- Obras completas - Francisco Cândido Xavier
- Obras completas - Ivone Pereira
- Obras completas - Divaldo P Franco
- Obras biográficas sobre vultos espíritas
- Demais obras da bibliografia espírita, estudando-lhe sempre, qualquer
seja, o nível de idoneidade.
- OBRAS REFERENTES AO CRISTIANISMO E À RELIGIÃO
- O Novo Testamento
- Obras que sintetizem o pensamento doutrinário de outros credos
religiosos.
- Obras que sintetizam a história do pensamento religioso, e em especial
do Cristianismo.
- Obras biográficas sobre vultos do Cristianismo e das demais correntes
religiosas.
- OBRAS ESPIRITUALISTAS E PARAPSICOLÓGICAS
- OBRAS VOLTADAS PARA ALÍNGUA PORTUGUESA
- Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio B Hollanda
- Gramática da Língua Portuguesa - Napoleão M Almeida
- Obras que versem sobre a literatura brasileira e mundial
- OBRAS SOBRE ORATÓRIA
- OBRAS LITERÁRIAS
- Conhecer os principais autores de cada escola literária brasileira e ler
suas melhores obras.
- Conhecer os principais autores da literatura universal e ler suas
melhores obras, pesquisando, também, no caso, as melhores traduções.
Estudar as Páginas Escolhidas
Estudar é pensar, não apenas ler ou memorizar. Paulo o apóstolo recomendou
“ler tudo e reter o que for bom” ( Tessalonicenses, 5:21), adentrava o espírito
do ato de estudar. Será preciso, mais do que entender ou reter palavras,
analisar e criticar o texto, de maneira a separar o “joio do trigo”, conforme
ensinou Jesus.
Folha de Idéias
Antes de iniciar o estudo devemos tomar uma folha avulsa de papel, destinada
as anotações , já visando a estruturação da palestra. Cuidado para não escrever
demasiadamente na “folha de idéias”, devemos ter cuidado para diferençar IDÉIAS
de PALAVRAS .
Técnicas de Leitura
Há quatro técnicas básicas de leitura
LEITURA REPETIDA
Ler diversas vezes e com atenção cada texto até certificar-se que aprendeu
o(s) pensamento(s) do autor. Anote as idéias que achar interessante/proveitosa.
LEITURA SUBLINHADA
Precede-se uma leitura inicial, descontraída, visando perceber o sentido
global do texto. Em seguida fazer uma segunda leitura desta vez sublinhando as
palavras e frases consideradas chaves, que resumam em si o pensamento expressado
em cada parágrafo.
LEITURA COM RESUMO
Aprendido o sentido global e conhecendo as idéias desenvolvidas no texto,
faz-se um resumo de onde depois poderão ser retirados os pontos aproveitáveis.
Este método pode ser aplicado como complemento de qualquer dos anteriores.
LEITURA COMENTADA
Com lápis e papel na mão fará o leitor a retirada das principais opiniões do
autor e as comentará, citando outros textos e acrescentando idéias aos
pensamentos em estudo. A arte de tecer comentários não é das mais simples.
Apesar disso o expositor necessita exercitar-se nela o quanto puder, vez que
falar em público não será fazer outra coisa, que não comentar. Explicar,
definir, reiterar e tirar conclusões representam partes didáticas desse ofício.
Em Doutrina Espírita, um dos vícios menos recomendáveis e mais perigosos, no
exercício da análise de seus textos, são as idéias próprias , o germe do
personalismo. Se o Espiritismo não é dogmático e todos estão guindados ao dever
de raciocinar, nem por isso poderá o corpo doutrinário permanecer sujeito aos
pontos de vista dos principiantes que mal o conhecem com profundidade. Destarte,
todo cuidado é pouco com as idéias pessoais.
SUGESTÕES
- Procure abordar os temas com criatividade e versatilidade - há temas
conhecidos e cansativamente comentados, para os quais o expositor não poderá
dispensar a criatividade e versatilidade caso contrário sua palestra será
desinteressante e repetitiva.
- Procure textos pouco lembrados ou inéditos, para citações - ex.: “Amar a
Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, já está muito
repetida, podemos citar a Primeira Epístola de João ca. 2 v. 7, “Amados,
amemo-nos uns aos outros, porque o amor precede de Deus e todo aquele que ama
é nascido de Deus, e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus,
pois Deus é amor”.
- Nos comentários sobre temas comuns busque ensinos novos - Ex.: “Vinde a
mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados” - Há dois tipos de
sofredores - os aflitos e sobrecarregados - aflitos- sofrem espiritualmente (
dores morais, decepções, tristeza) ; sobrecarregados sofrem materialmente (
dores físicas, doenças pobreza, aleijumes, etc).
- Traga os ensinamentos para situações práticas e objetivas - Ex.: a
caridade pode ser praticada nos menores gestos: um abraço, um aperto de mão,
uma frase otimista.
- Cite episódios da vida de homens ilustres, que exemplifiquem o ensino
comentado- Ex. usar a morte de Sócrates para uma exposição a respeito da
morte.
- Adicione aos comentários histórias, lendas fatos históricos - Ex.: usar
Humberto de campos, Néio Lúcio, etc, mas não use demais para não cansar a
platéia.
EM TUDO, BUSQUE A SÍNTESE
“A síntese é a alma da verdade. Prolixidade não significa lógica”(Palavras do
Infinito- FCX - Humberto de Campos, pag. 82) . Ao escrever, faça-o como se
telegrafasse. Verifique se cada vocábulo tem sentido especifico e utilidade
certificada, ante as idéias a serem expressas. Suprima adjetivos, economize
substantivos e verbos, evite floreios. Prefira as frases curtas e diretas. Entre
os encarnados observe o estilo de Graciliano Ramos. Entre os desencarnados faça
o mesmo com Emmanuel e André Luiz, sobretudo nos pequenos textos.
Formular a Idéia Mãe
IDÉIA MÃE - é um pensamento único, expresso numa frase simples clara
e, se possível direta que resuma a ess6encia do que se quer provar ou demonstrar
através da palestra inteira. Em torno dela e/ou em direção a ela se encaminharão
todos os assuntos e ilustrações.
IMPORTANTE - A idéia mãe não deve ser confundida com o TEMA que é o
assunto da palestra. A idéia mãe é a definição, objetivo especifico dentro do
tema. Um único tema poder ter várias idéias mães; alias, tantas quantas forem as
abordagens possíveis a este tema.
Tema: Obsessão
1a. Sugestão de Palestra
IDÉIA MÃE - A cura da obsessão está ligada à evangelização do obsidiado
SUGESTÃO DE ASSUNTOS : falar sobre- processo de sintonia, estudo
edificante, prática do bem, oração mudam a freqüência vibratória.
2a. Sugestão de Palestra
IDÉIA MÃE - O obsessor é um irmão desencarnado em desequilíbrio, a quem
devemos auxiliar.
SUGESTÃO DE ASSUNTOS - falar sobre dramas aflitivos de existências
anteriores, a triste condição espiritual de quem se vinga, a oração e nosso
esforço em melhorar podem sensibilizá-lo e então o ódio se converte em perdão
e fraternidade.
Estrutura da Uma Exposição
Toda comunicação oral ( aula, discurso, conferencia, etc.), para se completa,
deve possuir:
INÍCIO - MEIO - FIM
A exposição, assim, pode ser dividida em tres partes:
- Introdução - (início)
Trata-se da abertura, da preparação, onde se inclui a saudação e, se for o
caso, das explicações sobre a natureza do trabalho, do tema e assim por
diante.
- Exposição - (meio)
Onde se aborda tudo sobre o assunto em foco. É o desenvolvimento do tema
propriamente dito.
- Conclusão - (fim)
É o encerramento, onde a idéia central é realçada para ser fixada pelo
público.
Tratando-se de divulgação da Doutrina Espírita, recomenda-se ainda a
observação de que a exposição deve ser:
- Simples, Objetiva, Dinâmica e, sobretudo, Útil.
Resumo
INTRODUÇÃO -15%
- captar a atenção;
- resumo do que vai dizer.
APRESENTAÇÃO - 75%
- pontos principais;
- ordenação lógica;
- sustentação.
CONCLUSÃO -10%
- recapitulação:
- afirmação memorável.
Então: 60 minutos de palestra =
15 % - 5 minutos - introdução
75 % - 45 minutos - apresentação
10 % - 6 minutos - conclusão
A PALESTRA DEVE SER PREPARADA A PARTIR DA APRESENTAÇÃO
Apresentação
- Pontos principais
Enumere de 2 a 5 tópicos. Muitos ouvintes não conseguem lembrar-se de mais
de 5 tópicos. Se você apresentar apenas um, estará baseando toda a sua
exposição em apenas uma tentativa e, se os ouvintes não aceitarem, rejeitarão
seu discurso.
- Ordenação lógica
Dispor os pontos na ordem mais lógica para os ouvintes aceitarem suas
idéias e lembrarem-se delas.
A lógica é a forma de raciocínio que conduz ao conhecimento da verdade.
Facilita, organiza e dá coerência às idéias.
O SEU RACIOCÍNIO PRECISA SER CONSISTENTE
Seu objetivo será levar o ouvinte a migrar de um possível estado mental de
ignorância parcial ou total do assunto, para um estado mental de dúvida, onde
de possa adquirir mais informações, embora não tenha ainda conseguido
processar os dados; ou para um estado mental de certeza, que consiste na firme
convicção, baseada em elementos sólidos de raciocínio e/ou de experimentação.
Método
Indica o que fazer. Conjunto de etapas e processos a serem vencidos
ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura da verdade.
Técnica
Indica como fazer. Conjunto de procedimentos peculiares a cada etapa do
método, que apresenta uma forma mais hábil, segura e perfeita de se realizar
algo.
Análise
E um processo metódico de tratamento do objeto em estudo, que decompõe ou
desdobra o todo em partes, ou em seus elementos constituintes, passando a
estudar esses elementos, visando conhecer a totalidade.
O Seu Raciocínio Precisa Ser Consistente
Raciocínio Dedutivo
Parte do conhecido para o desconhecido. Consiste em tirar uma verdade
particular de uma verdade geral na qual está implícita. Parte de premissas
gerais (que se pressupõe verdadeira), para chegar ao particular. Seu argumento
lógico é que um fato geral encerra em si a explicação de outro semelhante,
porém menos geral. Aceita as premissas, a conclusão dos particulares tende a
ser acatada. Existe o risco de se chegar a conclusões falsas, veja o segundo
exemplo.
Exemplo 1:
Todo mamífero é vertebrado.
Todo homem é mamífero.
Todo homem é vertebrado.
Exemplo 2:
Se você está no Brasil, está na América do sul.
Você está na América do sul.
Logo, você está no Brasil.
O Seu Raciocínio Precisa Ser Bem Construído
Raciocínio Indutivo
Parte do particular (conhecido), para o mais geral (desconhecido). É um
processo de raciocínio inverso ao dedutivo. A indução científica (adotada por
Kardec), parte da análise do fenômeno para se chegar a uma lei geral. Observa,
experimenta, descobre as causas e testa a universalidade da lei.
A ciência oficial ainda não aceitou a ciência espírita, pelo fato desta ter
utilizado um sentido (mediúnico) não reconhecido, em suas pesquisas
cientificas.
E mais comum o uso do raciocínio indutivo
O homem tende atirar conclusões gerais para alguns fatos observados, muitas
vezes generalizando características investigadas de modo superficial ou
insatisfatório.
O exemplo número dois retrata que não há forma de raciocínio infalível,
qualquer técnica pode também levar ao erro, por isso, é preciso sempre muita
atenção, discernimento e bom senso.
Pode ser sintetizado nas seguintes etapas :
- Observação do fenômeno.
- Análise dos elementos constituintes.
- Indução de hipótese.
- Verificação da veracidade das hipóteses.
- Elaboração de lei ou padrão.
Exemplo 1:
Pedro é mortal.
Antônio é mortal.
Roberto é mortal.
Logo, todos os homens são mortais.
Exemplo 2:
Mário é japonês e dirige mal.
Toshio e Ikeda também dirigem mal.
Todos os japoneses dirigem mal.
- Sustentação
Escolha seu ponto principal e use de alguma das técnicas abaixo, para :
PROVAR, ESCLARECER, TORNAR MEMORÁVEL, ou AUMENTAR O INTERESSE PELA PALESTRA.
- exemplos
- citações
- estatísticas
- histórias
- definições
- comparações
- meios auxiliares audiovisuais
- refutação
Consiste na defesa de possíveis objeções expressas ou não pelos ouvintes
O momento de refutar será:
- imediatamente, se a objeção for para um argumento específico;
- logo após a idéia ser apresentada, se a objeção for para todos os
argumentos ou um grande número deles;
- desde o princípio do discurso, se soubermos que inevitavelmente haverá
objeções.
As formas de refutar são:
- pela negativa das afirmações feitas sem provas
- pela defesa dos argumentos, contestando as provas contrárias.
Dependendo da qualidade dos argumentos, a refutação deverá obedecer os
seguintes critérios:
- se todos forem fracos , deverão ser refutados isoladamente
- se todos forem fortes, deverão ser refutados ao mesmo tempo
- se tiverem qualidade diferente, o mais forte deverá ser refutado no
início e o mais fraco no final.
Introdução
Faz parte da introdução o vocativo, que é o cumprimento ao público, uma
forma educada de nos dirigirmos à platéia, chamando sua atenção para nossa
presença.
- Captar a atenção
Fazer uma pergunta. (Ex. : Por que a água apaga o fogo ?)
Tema: Água fluidificada.
Enunciar um fato surpreendente. (Ex. Em Guarulhos há espiritas.)
Contar uma piada (relacionada com o tema).
Apresentar uma citação (Os ouvintes gostam de saber o que os outros falaram
sobre o tema de sua palestra. Nos livros espiritas, existem uma infinidade de
assuntos para serem usados em citações. )
Apresentar- uma ilustração, um cartaz (Usar um recurso -mostrar um objeto
ou um animal relacionada ao tema, etc. começar com uma música sobre o tema,
etc.)
- Resumo do que vai dizer
Aqui você deve mencionar o ponto principal de sua palestra para "colocar"
na cabeça os ouvintes.
- Esta noite vou falar sobre...
- Meu ponto essencial é este...
- Meu assunto desta noite é...
São consideradas inadequadas as introduções:
- que não tenham relação com o assunto
- que não sirvam para conquistar o público
- que sejam muito previsíveis
- que coloquem em risco a estabilidade e a segurança do orador diante dos
ouvintes
Nas introduções devemos evitar:
- fazer perguntas quando não desejamos respostas
- pedir desculpas ao auditório
- tomar partido sobre assuntos polêmicos ou controvertidos
- começar com palavras inconsistentes
- usar chavões ou frases feitas
- criar expectativas que não possam ser cumpridas
- mencionar acontecimentos que incomodam o público, sem condições de
resolvermos o problema
- explicar a falta de tempo para expor o que desejamos
- ser muito previsíveis
Conclusão
- Recapitulação
Na recapitulação, contamos, numa frase ou em duas, a essência do conteúdo
que acabamos de apresentar.
Poderá ser suprimida se a linha de argumentação for simples e curta.
No epílogo, as palavras devem ser dirigidas mais para o SENTIMENTO que para
a RAZÃO. É o momento mais apropriado para o uso da emoção.
Podemos encerrar as apresentações de duas maneiras:
- aumentando a velocidade e a intensidade da fala;
- diminuindo a intensidade e a velocidade da fala.
- E então, permita-me resumir..,
- Agora, permitam-me reiterar meus 3 pontos principais,..
- Porém, o que aprendemos hoje.,.
- Em resumo ... etc.
- Afirmação Memorável
Deve ser breve, porém memorável.
- Você pode empregar qualquer técnica usada na captação da atenção.
- Se usou estatísticas, poderá projetar numa tela.
- Convoque para ação: a primeira coisa a fazer amanhã é ler "O EVANGELHO
SEGUNDO O ESPIRITISMO"
- Contar uma anedota, "causo", etc.
Obs.: Você chegou ao fim, não se dcsculpe, não diga que você esqueceu algum
tópico, não prolongue o assunto etc,
Alguns cuidados especiais devem ser tomados na conclusão:
- Evitar palavras hesitantes ou frases inconsistentes, como por exemplo:
“era isso o que eu tinha para dizer. Muito obrigado”.
- Não ficar parado diante do público esperando que os aplausos cessem.
- Não revelar seus sentimentos negativos sobre a sua
performance.
- Programar a sua saída para não ficar parado na frente do público, sem
saber para onde ir.
- Utilizar expressões como “Assim sendo...”, “Desta forma...”, se a
conclusão foi fraca e sem vibração, pois darão abertura para um novo
encerramento com condições de resgatar a emoção aproveitada.
A Retórica e a Eloqüência
O QUE É RETÓRICA?
" Segundo Platão é a arte de dirigir mentes "
É a teoria da eloqüência. Conjunto de regras que objetiva tomar uma fala mais
clara e convincente.
Desde o tempo da Grécia antiga, a retórica está dividida em três partes:
- Elaborar e estudar os argumentos e provas a desenvolver;
- Estabelecer a ordem das idéias e argumentos;
- Determinar a melhor maneira de expor clara c objetivamente. Interligar os
assuntos, evidenciar a argumentação, fortalecendo a idéia central que se
deseja transmitir.
O QUE É A ELOQÜÊNCIA?
É a arte de persuadir, de convencer pela palavra. É um relato natural que
deve ser desenvolvido, pois todos o possuem cm graus diferentes.
Todos já apresentaram um assunto numa roda de amigos, obtendo num determinado
momento, a total atenção por parte dos ouvintes. Isso é a eloqüência. Não é
apenas unta questão de boa fluência verbal. E um
complexo de fatoras que intervêm, variando de acordo com o expositor, o tema,
o objetivo, o local, o público c o momento.
Todos devem procurar alcançar alguns segundos de eloqüência, principalmente
no final do discurso (exortação).
Para isso, basta apenas se preparar.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA PREPARAÇÃO
(Tire cópia "xerox" da tabela, Número e Data. Preencha após a palestra, e/ou
peça para alguém de sua confiança que o faça durante sua alocução).
- O tema foi apropriado à circunstância ?
- A pesquisa foi suficiente?
- O conteúdo doutrinário foi rico?
- Houve momentos de abordagem criativa e interessante?
- A preparação baseou-se em Kardec?
- O estudo foi proveitoso e suficiente?
- O esboço foi seguido integralmente?
- O esboço não precisa ser melhorado?
- A palestra foi escrita ?
- Os ''princípios de associação'' ficaram bem colocados ?
- A introdução teve tu tamanho apropriado,?
- A introdução despertou interesse?
- O corpo explicou bem o assunto?
- A conclusão foi curta e expressiva?
- Colocou narrativa e/ou poema na palestra ?
- Onde o esboço não foi seguido, ficou melhor?
- Omitiu as opiniões pessoais, sem base doutrinária?
NOTAS.
A - SIM (ótimo)
B - NEM TANTO (ainda pode melhorar)
C - NÃO (modifique, melhore isto)
(Anote outros itens que julgue interessantes para a avaliação).
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA ALOCUÇÃO
(Tire cópia "xerox" da tabela. Número e Data. Preencha após a palestra, c/ou
peça para alguém de sua confiança que o falta durante sua alocução).
- Chegou ao local da palestra com antecedência ?
- Evitou conversações antes da palestra?
- O tempo previsto foi cumprido (margem de 10%) ?
- A historieta foi bem narrada (se houve )?
- O poema foi bem declamado (se houve) ?
- utilizou - se bem - recursos exteriores?
- Demonstrou tranqüilidade e segurança?
- O volume da voz foi ideal para a platéia ?
- A pronúncia das palavras foi correta?
- As pausas foram apropriadas ?
- A voz não foi monótona, teve colorido.?
- Usou ênfase e repetições didáticas nos assuntos importantes?
- A aparência física foi apropriada ?
- Usou bem o microfone (se houve)?
- Adotou postura conveniente?
- Percorreu com o olhar toda a assistência ?
- Os gestos foram soltos e espontâneos?
- Maneirismos de gestos ou fala foram poucos e passaram desapercebidos ?
NOTAS.
A - SIM (ótimo)
B - NEM TANTO (ainda pode melhorar)
C - NÃO (modifique, melhore isto)
(Anote outros itens que julgue interessantes para a avaliação).
MEDIUNIDADE EM EXPOSIÇÃO
(NEM DISPENSAR NEM DEPENDER)
“Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em
determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a
cabeça dos responsáveis”
( Seara dos Médiuns - FCX - Emmanuel -
pág. 137)
A questão da mediunidade em explanação doutrinária tem sido objeto de
controvérsias no movimento espírita. Há os que defendem que o orador deve falar
mediunizado, e portanto, não necessita preparar - “na hora, tudo lhe será dito”.
Há os que postulam que contar com os Espíritos desencarnados não significa
depender deles, e, por isso, o quanto o expositor puder fazer para “descansar a
cabeça dos responsáveis”, terá sido melhor.
A própria Espiritualidade parece adotar essa segunda opinião. E é lógico o
fato de que os Espíritos não nos querem como dependentes deles, mas
colaboradores, que lutam por se aperfeiçoar cada vez mais, comquistando a
auto-suficiência e a capacidade de orientar os que vêm na retaguarda.
SINTONIA
Em qualquer tempo, a sintonia com a Esfera Superior é imprescindível, E
sintonia não é atividade mágica ou mecânica, mas conquista do Espírito, que
demanda auto-educação sistemática e profunda, Segundo Emmanuel (01), "o campo do
estudo perseverante com o esforço sincero e a meditação sadia, é o grande
veículo de amplitude da intuição, em tortos os seus aspectos", Para estabelecer
sintonia mental com a Espiritualidade, o expositor deve estudar sempre, orar
muito, meditar bastante, dedicar-se às tarefas de auxilio aos necessitados,
manter o "Culto do Evangelho noLar", disciplinar o pensamento e a conversa em
assuntos edificantes e, enfim, buscar a vivência do Evangelho de Jesus em todos
os instantes.
Sintonia não é obra de instantes, mas conquista paulatina. O expositor que
exemplifica recebe a confiança natural da Espiritualidade, a qual, então,
conceder-lhe-á mais recursos de trabalho, por acréscimo de misericórdia. (01)
EMMANUEL. O Consolador. Psicografia de Francisco Cãndido Xavier. 7' Ed. FEB.
Questão 22.
RECURSOS AUDIOVISUAIS
Os recursos audiovisuais ampliam a compreensão dos ouvintes e os ajudam a
reter as informações por tempo mais prolongado. o seu uso ordena e esquematiza
melhor a seqüência do discurso, auxiliando o orador a esclarecer e a reforçar as
informações mais importantes. Entretanto, nem sempre são necessários , em alguns
casos, -são até dispensáveis.
Para saber -se um recurso visual é necessário, é preciso verificar se ele
serve como um reforço da mensagem, ressalta as informações mais importantes,
além de esclarecer e complementar as panes mais significativas da apresentação.
São particularmente úteis para ajudar no esclarecimento de cifras, dados
estatísticos, informações técnicas ou científicas e na simplificação de
mensagens complexa.
Um bom visual deve ter:
- um título simples, esclarecedor e de poucas palavras; - legendas concisas
e legíveis;
- letras grandes para que todos possam ler, limitadas a três tamanhos
diferente.
- frases curtas e com poucas linhas, em geral no máximo de seis palavras por
linha e de seis a nove linhas por visual;
- cores sem excesso, em geral limitadas a três ou quatro;
- apenas uma idéia e um desenho em cada um.
OS RECURSOS VISUAIS MAIS IMPORTANTES SÃO
- Quadro-de-giz e quadro branco
Com a grande vantagens de serem recursos espontâneos e creditarem
autoridade ao orador, apresentam apenas o incoveniente) de serem restritos a
pequenos auditórios e consumirem muito tempo da apresentação.
- Cartaz
Fácil de ser confeccionado a partir de grandes folhas de cartolina, papelão
ou outro material semelhante, em que se montam os visuais, tais como frases,
esquemas e gráficos.
É um recurso durável, econômico e fácil de ser transportado. seu uso é
limitado a pequenos auditórios.
- Flip chart
Constituído de um bloco de folhas preso na extremidade superior, apoiado
numa estrutura sobre um cavalete.
É um recurso econômico que permite espotaneidade, credita autoridade ao
orador e pode ser usado em várias apresentações com o mesmo visual. Seu uso é
limitado a pequenos auditórios devido às .suas reduzidas dimensões.
- Folheto
Os folhetos são papéis impressos com informações sobre o conteúdo da
apresentação.
É preciso verificar sempre se os folhetos foram produzidos em número
suficiente para todos os ouvintes, ver a qualidade do material e decidir sobre
o momento mais apropriado para sua distribuição; em geral, o mais indicado é
no final.
- Retroprojetor
É um aparelho prático e excelente como recurso visual. Os mais modernos são
leves, fáceis de serem tramsportados, silenciosos, de linhas bonitas e
harminiosoas.
É preciso dominar com segurança seu mecanismo de funcionamento para não ter
dúvidas diante do público. Pode ser usado com sala iluminada, é adaptável a
qualquer ambiente, facilita o contato visual do orador com o público e permite
o uso de técnicas como a revelação e sobreposição.
Pelo preço elevado só pode ser adquirido se o custo/benefício mostrar-se
vantajoso.
CONSELHO FINAL
É possível usar múltiplos recursos visuais ao mesmo tempo e conseguir ótimos
resultados, mas tenha em mente que, quanto mais numerosos forem eles, maior será
o custo e a possibilidade de erro.
Antes de usar “novidades” que aparecem todos os dias no mercado, tenha
bastante cuidado.
BIBLIOGRAFIA :
CARIDADE DO VERBO - Luiz Signates
COMO MELHORAR SUA COMUNICAÇÃO - Ivan René Franzolim
O EXPOSITOR ESPÍRITA - Fergs
MANUAL DO EXPOSITOR ESPÍRITA - Use
ORATÓRIA A SERVIÇO DO ESPIRITISMO - C E Allan Kardec - Campinas
COMO PREPARAR BOAS PALESTRAS E APRESENTAÇÕES - Reinaldo Políto
RECURSOS AUDIOVISUAIS NAS APRESENTAÇÕES DE SUCESSO - Reinaldo Políto
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