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As Três RevelaçõesCentro Espírita Celeiro de Luz Alguns estudiosos perguntam: Será que somente o Mundo Ocidental teve revelações? Será que Deus esqueceu do Mundo Oriental? Como associar esta afirmação de Kardec com as religiões orientalistas (Vedismo, Bramanismo, Taoismo, Budismo etc..), todas anteriores aos ensinamentos de Jesus e algumas até anteriores a Moisés? Embora não se tenha muita segurança nos registros históricos, por sua influência em todo o pensamento da China milenar e do grupos sociais próximos a ela, pode-se dizer que : a primeira revelação divina espiritual foi o I Ching, na China; a segunda, O Vedismo, entre os Hindus; a terceira, com Moisés, entre os Hebreus; a quarta, com Jesus de Nazaré, e a quinta, com o Espiritismo, codificado por Allan Kardec. BONS FRUTOS - Por que Kardec disse que com Moisés ocorreu a primeira? A resposta está no fato de que as revelações do I Ching e do Vedismo, no Mundo Oriental, tornaram-se árvores infrutíferas para os anseios da espiritualidade, no que se refere às comunicações dos Espíritos. As Grandes RevelaçõesMoisés, profeta, revelou um Deus único (monoteísmo), soberano, senhor e Criador de todas as coisas, promulgou os Dez Mandamentos (de Deus) e várias leis civis convenientes para a legislação da época.
O Cristo, tomando da lei antiga o que era eterno e divino, e rejeitando o que não era senão transitório, puramente disciplinar e de concepção humana (leis mosaicas), acrescentou a revelação da vida futura, a das penas e recompensas que esperam o homem depois da morte. A Doutrina de JesusToda a doutrina do Cristo está fundada sobre o caráter que ele atribui à Divindade. Com um Deus imparcial, soberanamente justo, bom e misericordioso, pôde fazer do amor de Deus e da caridade para com o próximo a condição pressa de salvação. Mas, o Cristo não pôde desenvolver o seu ensinamento de maneira completa, porque faltavam aos homens da época, condições de compreendê-lo, mas, deixou profeticamente através de suas parábolas, os germens das verdades novas. Apesar dos sublimes exemplos e refinada filosofia moral, a adesão e o entendimento dos homens, foram marcadas de inúmeras dificuldades, principalmente das elites, que tinham os poderes temporários em decidir os rumos da Humanidade. Como sempre prevaleciam o egoísmo e o orgulho, aproveitando os próprios movimentos crescentes dos humildes cristãos como peça fundamental da política, introduzindo conceitos apropriados e interpretações benéficas e dogmáticas, descaracterizando a doutrina original e tornando-se mais uma das religiões de aparências e instrumentos políticos. A história da Humanidade, registra periodicamente um salto de conhecimento impulsionado pelo gênio, um homem aparentemente comum, mas com uma elevada cultura e facilidade em transmitir novos conhecimentos, resultando num largo progresso em pouco tempo. Esses gênios, que parecem através dos séculos como estrelas brilhantes, que deixam um longo rastro luminoso na Humanidade, são missionários; destacados pela vontade de Deus, a revelarem as verdades de ordem científicas ou morais que são elementos essenciais do progresso. No Capítulo I, Parágrafo 11 de A Gênese , Allan Kardec escreve sobre o assunto: Uma importante revelação se cumpre na época atual: a que nos mostra a possibilidade de se comunicar com os seres do mundo espiritual. Esse conhecimento não é novo, sem dúvida; mas permaneceu, até os nossos dias, de certa forma, no estado de letra morta, quer dizer, sem proveito para a Humanidade. A ignorância as leis que regem essas relações as havia sufocado sob a superstição; o homem era incapaz de delas tirar alguma dedução salutar; estava reservado à nossa época desembaraçá-la de seus acessórios ridículos, compreender-lhe a importância, e dela fazer sair a luz que deverá iluminar a rota do futuro.
ALLAN KARDECNasce em Lyon, França, Hypolitte Lyon Denizard Rivail, mais tarde será conhecido com o pseudônimo de Allan Kardec. Aos 10 anos é enviado para Yverdum, Suíça, para estudar no célebre Instituto Pestalozzi. Inicia com Pestalozzi, conhecido como o "Educador da pedagogia do amor", seus estudos e sua admiração pelo mestre Pestalozzi. Cada vez mais torna-se maior essa admiração, fazendo Rivail, questão de colocar abaixo de seus trabalhos futuros, a inscrição: "Discípulo de Pestalozzi." - 1823 - Aos 19 anos, Sr. Rivail inicia seus estudos do magnetismo, que durariam 35 anos de experiências, analises e observações. - 1824 - Está em plena atividade na Educação - trabalho voltado p/ o estudante desprovido de recursos. - Tradutor de obras estrangeiras. - 1854 - Com 50 anos - Sr. Rivail era conhecido, respeitado e respeitável. Vivera todos os movimentos sociais, políticos, ideológico da sua época. Tinha vocação eminentemente humanista, não se deixou contaminar por todas essas situações. - 1848 - Hydesville - E.U.A. - inicia a grande abertura do intercâmbio espiritual, nessa mes- ma época surge o discurso materialista - negação de Deus - na França e Inglaterra. Nesse ano acontece o chamamento, Sr. Fortier, companheiro do magnetismo lhe informa sobre os acontecimentos das mesas girantes. Sr. Rivail freqüenta a casa do Sr. Planeinaison c/ assiduidade despertando ai o cientista que está escondido no Educador. Princípios básicos da Doutrina EspíritaDe acordo com a Doutrina Espírita, dois elementos ou duas forças regem o Universo, o elemento espiritual e o elemento material, sem olvidar que acima de tudo está Deus. Como a Ciência estuda unicamente o elemento material, coube ao Espiritismo demonstrar a existência do mundo espiritual e simultaneamente fornecer a chave para a explicação de muitos fenômenos que antes foram considerados inexplicáveis. Desse modo, podemos resumir os princípios espíritos básicos nos tópicos seguintes, acrescidos de alguns singelos comentários: 1 - A existência de Deus como inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. A harmonia do Universo é o testemunho vivo de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que superam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da criação, desde as partículas subatômicas até o infinito espaço sideral, está inscrito o nome de um ser soberanamente grande e sábio. 2 - A imortalidade da alma humana, que preexiste ao corpo e a ele sobrevive. Os homens não são meros equipamentos fisiológicos animados, mas são antes Espíritos imortais que usam dois corpos, um temporário e perecível, o corpo humano, instrumento de trabalho, expiação e provas, e outro fluídico, que durante a encarnação serve de intermediário entre a matéria e a alma, da qual é inseparável após a morte. Não existem locais determinados para contemplação beatifica ("céu"), penas eternas ("inferno") ou expurgo ("purgatório"), privilégios e nem criaturas destinadas perpetuamente ao mal ou ao sofrimento. Os demônios nada mais são do que Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que praticam o mal no espaço como praticavam na Terra, mas que se adiantarão e aperfeiçoarão. Os anjos não são seres à parte na criação, mas Espíritos puros, que chegaram ao objetivo depois de terem percorrido o caminho do progresso, como todos indistintamente percorrerão. 3 - A reencarnação ou pluralidade de existências, como um meio de progresso para os Espíritos. Deus cria os Espíritos simples e ignorantes mas perfectíveis, e eles reencarnam na Terra ou em outros mundos. A reencarnação é um meio que possibilita o progresso moral e intelectual aos . Espíritos, sendo que o progresso moral decorre da necessidade recíproca entre os homens e o progresso intelectual resulta do trabalho obrigatório. Esse duplo progresso raramente é homogêneo, mas o progresso intelectual e o progresso moral acabarão alcançando o mesmo nível, dependendo basicamente do esforço individual, o que explica a existência de homens inteligentes e instruídos porém moralmente atrasados, e vice-versa.Estando encarnados, os Espíritos providencialmente esquecem o seu passado, porque normalmente renascem entre pessoas com quem já viveram experiências pregressas provavelmente desagradáveis, e a recordação desse pretérito equivocado poderia determinar o ressurgimento do ódio recíproco. Mas Deus outorgou-lhes dois elementos norteadores para progredirem sem que lhes seja necessário vasculhar o passado: as tendências instintivas, indicando quais os pontos do caráter e da personalidade que devem ser corrigidos, e a voz da consciência, que adverte os Espíritos encarnados do bem e do mal, de modo que a estrita obediência a essas bússolas lhes dará forças para resistirem às tentações. Os Espíritos também progridem no espaço, nos intervalos entre as reencarnações, adquirindo conhecimentos específicos que não lograriam obter no mundo corpóreo, modificando inclusive algumas de suas idéias inadequadas, que poderiam entravar-lhes a evolução. 4- A intervenção recíproca dos Espíritos e dos homens nos mundos em que respectivamente estão vivendo. Enquanto estão encarnados os Espíritos são as almas dos homens, que habitam o mundo corpóreo. Antes do nascimento e depois da morte os Espíritos vivem no mundo espiritual. Tanto os encarnados podem interferir no mundo espiritual (pelo pensamento, durante o sono e em outros momentos de emancipação provisória), como os Espíritos podem intervir no mundo corpóreo (provocando, através de médiuns, os chamados fenômenos de efeitos físicos e intelectuais, e influindo nos pensamentos e nos atos das pessoas). Sendo os Espíritos as almas das pessoas que viveram na Terra ou em outros orbes, delas não diferem em conhecimento e moral, de modo que as suas comunicações devem ser recebidas com as mesmas reservas e cuidados dispensados aos homens. 5 - A pluralidade dos mundos habitados. Posto que sem fazer uma classificação absoluta, mas levando-se em consideração o estado em que se encontram e a sua destinação, os mundos infinitos que integram o Universo podem ser assim divididos: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde reina exclusivamente o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão pela qual o homem aqui vive a braços com tantas misérias. |
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