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Você sabia ?

Correio Fraterno do ABC - Boletim de Abril de 2000

Coisas da "Igreja"

Para a Igreja Católica, hoje, os contatos com o Mais Além são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos falecidos não comete pecado, se o faz sob a inspiração da fé. É o que sustenta Padre Gino Concetti, irmão da ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano e comentarista do "Observatore Romano", o cotidiano oficial da Santa Sé. "É uma notícia interessante, mas eu, como médium, estou e continuarei de orelhas em pé ante essa bondade repentina da "Santa Madre" Igreja. (1)

Tradução, com Auxílio Espiritual

O conhecido Two Words, veículo doutrinário espírita da Inglaterra, noticiou que o humanista W. F. Jackson Knight manteve contatos com o espírito do autor de "A Eneida". Knight entregou à editora "Penguin Classics", a sua tradução do original do famoso clássico "A Eneida". Jackson Knight declarou a jornalistas ingleses: "Durante a tradução recebi explicações concisas acerca de alguns passos do célebre poema. Vinham de localidades afastadas da Inglaterra, obtidas por médiuns que haviam entrado em contato com o grande poeta latino." (2)

Combustão Espontânea

Certa vez, a TV Globo mostrara um senhor que dormira dois dias sucessivos e ao acordar notara no seu corpo queimaduras profundas e sua mão direita completamente carbonizada, a qual teve que ser amputada. O fato ocorrera num reboque, desses que atrelados num veículo, permitem que pessoas viagem com as comodidades de uma casa. Questionado, o homem disse que não sentira dor alguma. Um médico e um cientista abordados a respeito desse fato não souberam explicá-lo. Mas como é de praxe, batizaram o fenômeno: "Combustão espontânea do corpo humano". (3)

Criança Superdotada

O sr. Trombetti, italiano, que nasceu de uma família de bolonheses pobres e completamente ignorantes, aprendeu sozinho, ainda estando na escola primária, o francês e o alemão. Assimilou o árabe com a simples leitura da vida de Dbd-el-Kader, escrita na mesma língua; aprendeu, com um persa, que estava de passagem por Bolonha, em algumas semanas a sua língua; aos 12 anos aprendeu por si só e ao mesmo tempo latim, grego e hebraico, tendo estudado quase todas as línguas vivas e mortas. Conhecendo, segundo os seus amigos, mais de 300 dialetos orientais. (5)

O "dé-jà-vu"

Muller conta que certa senhora inglesa visitava com o marido um penhasco em viagem turística, quando, sem mais nem menos, desmaiou. E nisso, ficou chamando por socorro, mencionando um certo nome masculino. Passado o susto, eles encontram ali uma lápide que registrava a morte, por acidente, no mesmo local, de um certo casal, com data do acontecimento e os respectivos nomes. O nome masculino era o mesmo por quem ela chamara durante o desmaio. Por razões que desconhecemos, o casal foi, certamente, atraído para o local onde morrera antes. (6)

Negros e Índios

No livro Ciência Espírita, Herculano Pires esclarece: "As manifestações espíritas de negros e índios são comuns, não raro intervindo nos processos de cura. Isso causa espécie a pessoas ainda impregnadas de antigos preconceitos. Como podem esses espíritos primários, ainda apegados à era do barro - diz-nos o famoso jornalista -, manifestar-se como orientadores e terapeutas num meio de civilização superior? Acontece que a população espiritual da Terra é semelhante à sua população encarnada. Não existem discriminações injustas no tocante às possibilidades de intercâmbio espiritual." (7)

O Tesouro

"O rico mercador refletia sobre o que deveria oferecer àquele valoroso moço que lhe salvara a vida, no assalto que sofrera naquela manhã. Por fim, lembrou-se de algo e voltou do interior da casa, entregando uma caixa ao jovem: - Cuida bem disto, meu filho. É o que tenho de mais raro e precioso. Não hesito em ofertar-lho porque nada é comparado a teu gesto! O moço balbuciou um agradecimento e saiu rápido. Ardia em curiosidade para saber o que havia naquela caixa. Ouro? Não era pesado... Jóias? Um título de propriedade? No meio do caminho não resistiu e olhou, mas... - Miserável! Apenas um castiçal! Ó sovina! Chegou ressentido e atirou a caixa a um canto da casa. Dias depois quebrou o pé da cômoda e ele a escorou com o castiçal. Afinal, quando se mudou, jogou o castiçal no fundo do quintal, maldizendo uma vez mais o "mesquinho mercador". O novo inquilino que chegou era um artista. Limpou a casa e quando descobriu o castiçal, apressou-se em poli-lo com todo o cuidado: - Meu Deus, que raridade! Como jogaram fora este tesouro? Realmente, de um ângulo, os entalhes mostravam uma cena; virando-se um pouco mais, sem linha de emenda, surgia outra cena, e assim em toda volta. Só um grande artista, com muita paciência, teria produzido uma obra tão original. Logo ele recebeu vultosa oferta pela peça e pôde viver abastadamente pelo resto de seus dias sustentando uma escola de artes. Cada qual, segundo seu nível interno, atribui um significado às coisas, pessoas e condições. Pena é que muitos desaproveitam os tesouros que têm à mão, entalhados em seres queridos e nas oportunidades de cada dia. Questão de avaliação..." (8)

Bibliografia:

  • (1) "Pétalas de Rosas do meu Buquê";
  • (2) "Anuário Espírita-1976";
  • (3) "A Reencarnação-julho/84";
  • (4) e (6) "Revista Internacional de Espiritismo - agostO./89";
  • (5) "Revista de Espiritismo-dez./94";
  • (7) "Ciência Espírita";
  • (8) "Revista Espírita Allan Kardec-n.º 26/Ano VII".

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