Portal do Espírito |
|
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Você sabia ?Correio Fraterno do ABC - Boletim de Abril de 2000
Náufrago é salvo por uma voz sobrenaturalNo verão de 1979 o pescador de tubarões, Christopher Dietz, de 42 anos, teve seu barco virado por uma inesperada e violenta onda, na Baía de Delawre. Lançado ao mar, ele lutou durante oito horas para manter-se à tona, em meio a fortes correntes que o levavam para mar aberto. Foi quando, já exausto e preparando-se para morrer, ele ouviu uma voz do passado: - "era a voz que eu não escutava há 20 anos, e que me dizia para ficar calmo, não entrar em pânico. O pânico é seu maior inimigo, não o mar. Eu a ouvia realmente, aquela voz meio zangada, gritando para que eu ficasse calmo e fizesse o que era necessário. Era o meu instrutor de um curso de sobrevivência no mar que fiz quando estava na Escola de Cadetes Navais. Tal como no passado, obedeci, reuni forças e decidi que não queria morrer." "Christopher Dietz foi resgatado por um barco pesqueiro quando já estava em estado de euforia, causado pelo esforço físico e pela confusão mental provocada pelo desejo de obedecer à voz - e viver." (1) A maneira de dizerUma sábia e conhecida lenda árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que acordou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o sonho. - "Que desgraça, Senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade. - "Mas que insolente! Gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui! E ordenou que lhe dessem 100 chicotadas. Chamando outro adivinho, este lhe falou: - "Excelso Senhor! grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar 100 moedas de ouro ao segundo adivinho. Quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse: - "Não é possível! A interpretação que fizeste do sonho foi a mesma que fez o teu colega. - "Lembra-te, meu amigo, enfatizou o adivinho: - que tudo depende da maneira de dizer. (2) Espíritos incendiários"Os fenômenos de Espíritos que irradiam calor suficiente para queimar objetos e pessoas não é novo. O caso que segue foi publicado por Richet nos Annales des Scienses Psychiques, e ocorreu em 1654, na Hungria. Vale a pena lembrar que a primeira publicação, feita ainda naquele ano, foi autorizada pelo Monsenhor Lippai, Arcebispo de Sttigont. Ei-lo: Havia um cidadão de nome Johan Klemens, que não gozava de muito boa fama, e que morreu aos 60 anos. Vai daí, uma mocinha chamada Regina Fischerin começou entrar em transes durante os quais o Espírito Klemens apresentava-se toda a fenomenologia que hoje conhecemos bem: luminosidades, transporte de objetos, voz direta, etc. Imagine-se o que isto não terá causado no século XVII. Sabe Deus por qual milagre escapou a Regina das fogueiras da Inquisição! Pois bem, um dia a moça desafiou o Espírito para que a tocasse. Ele então a pegou pelo braço, causando-lhe um grande ardor no local, onde surgiu uma bolha de queimadura. Para saber se se tratava de um Espírito bom, Regina pediu-lhe que fizesse o sinal da cruz. Sinal idêntico apareceu na mão da jovem através da ulceração do tecido, tal como se uma cruz em brasa ali houvesse encostado. "Esse Espírito deixou ainda a marca de sua mão, queimada em pano. "Ocorre que, em vida física, Klemens sofrera a amputação da falange digital do dedo indicador, e na marca deixada no tecido essa falange também faltava." (3) PsicometriaDois filhos de Hugh Juner Browne, banqueiro australiano, saíram, certo dia, num iate para um passeio ao longo da costa de Melbourne. Não os vendo voltar, encheram-se de apreensões, Hugh e a esposa recorreram ao célebre médium curador, George Spriggs, para obterem informações. Deixo que o próprio Hugh narre o que aconteceu: "O médium chegou às 8 horas da manhã, tomou a mão de minha mulher e caiu, pouco depois, em sono medianímico. Perguntou então: - "Fizestes um passeio de mar? Minha mulher respondeu negativamente e Spriggs continuou: - Acho uma grande depressão de espírito em relação com o mar. Durante a noite estiveste muito agitada e chorastes (isto é verdade). Completou o seu diagnóstico e terminou repetindo: Vossa perturbação se relaciona com o mar. Só então fiz uma ligeira referência ao que nos preocupava, perguntando: - Percebeis algum naufrágio? Ao que o médium, sempre em transe, respondeu: - Eu não posso ver se eles se acham no mundo dos Espíritos, mas se me derdes um objeto qualquer que lhes pertença, pelo qual me possa orientar, então eu os poderei encontrar. O Sr. Hugh Browne deu-lhe, então, uma agenda que pertenceu a um e a outro dos seus filhos e o médium imediatamente disse: - "Vejo-os em uma pequena embarcação na curva de um rio, com uma grande vela e outra pequena abertas ao vento... Pois bem, George Spriggs fez uma descrição minuciosa e completa de todos os acontecimentos ocorridos no passeio, até o momento do naufrágio. "Descrição essa mais tarde confirmada pelas investigações feitas pelo Sr.Hugh. Um dos jovens se manifestou, em seguida, pelo médium, fornecendo informações ulteriores ao drama. Entre outras a de ter o corpo do seu irmão sido horrivelmente mutilado por um tubarão, que lhe arrancara um dos braços até a espádua; foi isto confirmado de um modo surpreendente, pois que um tubarão, então capturado por acaso, tinha ainda no ventre o braço de Hugh, com uma parte do colete, o relógio e algumas moedas. Os ponteiros do relógio estavam parados nas 9 horas, hora indicada pelo médium como sendo do naufrágio. (4) Estranho aparelho cirúrgicoNaquela noite a sessão de materialização com o médium Peixotinho ocorrera no Centro Espírita "André Luiz" em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. O então Delegado de Polícia R. A. Ranieri registrou o andamento dessa sessão. Diz que mais de 25 pessoas, idôneas estavam presentes "comprovando a comunhão maravilhosa dos Espíritos eternos com os homens, também eternos viajantes do Infinito. Ninguém parecia estar alucinado ou ter por um momento sequer perdido as faculdades da visão, da audição ou da memória. Normalíssimos. Senhores de todos os sentidos e capazes de raciocínios elevados, pois de quando em quando um dos presentes fazia breve comentário a propósito de assunto apresentado por entidade espiritual. Entidades luminosas que vinham aliviar o sofrimento dos doentes que lá se enfileiravam entravam e saíam da cabine. Como sempre, derramavam a luz dos tecidos das vestimentas que usava." "Enquanto deixávamos o pensamento voar como uma águia de asas espalmadas, uma entidade resplandecente aproximou-se de uma senhora e colocou-lhe no peito um aparelho estranho: parecia um bolo feito numa forma semelhante à concavidade de um prato fundo, portanto quase um disco, gelatinoso, de cor verde-clara, e transparente. Colocou o estranho aparelho no peito da senhora e como por um passe de mágica pudemos ver-lhe o interior do corpo como se contemplássemos peixes em um aquário: lá dentro palpitava o coração, viviam os pulmões e corria o sangue nas artérias e nas veias. Via-se tudo com perfeita nitidez. Ainda não voltáramos de nosso assombro, quando a Entidade mergulhou uma das mãos através do aparelho, ficando parte da mão no interior do corpo da senhora e o resto para fora. Em gestos compassados, o Espírito retirava a mão e tornava mergulhá-la. Cada vez que retirava trazia nos dedos certa matéria escura que lançada no ambiente se dissolvia. O espetáculo durou por longos minutos." (5) Os lírios do Vale da EsperançaEm mensagem recebida pela médium Marlene R. S. Nobre, em reunião do Grupo Espírita Cairbar Schutel, de São Paulo, na noite de 12/3/1979, André Luís diz que, ao visitar importante Colônia no mundo espiritual, ficou impressionado quando avistou deliciosa paisagem na atmosfera pardacenta do umbral. "Destacava-se imponente pavilhão, rodeado de lírios muito alvos, que armazenavam intensa luz fosforescente, fazendo-o reluzir, ao cair da noite. "Perguntou, então, à irmã Bernadete, dedicada criatura às tarefas do amor no "Vale da Esperança": - "Por que os lírios radiosos? Ela lhe disse que julgara com muita severidade alguns irmãos do caminho e muito sofrera na retificação de conduta, logo após o desenlace. "O julgamento precipitado fizera-a cair muitas vezes no despenhadeiro do flagelo mental. Após o reajuste nos campos de trabalho em "Nosso Lar", solicitara ao Senhor da Vida, a bênção da tarefa, em esfera vizinha à Terra, a fim de auxiliar aos tristes e torturados, que partiam do mundo com flagelos conscienciais. Tanto rogara ao Senhor, que conseguira as tarefas no "Vale da Esperança". Solicitara, no entanto, uma providência junto aos mentores, a fim de que pudesse cultivar os lírios fosforescentes no lodo escuro em que a casa de socorro fora edificada. Precisava lembrar-se, permanentemente, que Deus arranca lírios perfumados do charco enegrecido. Com esta lição viva, procuraria não julgar os irmãos do mundo, porque, por mais desviados na senda do Bem, o Pai podia fazer deles espíritos iluminados, pela ação regeneradora do sofrimento. "E André Luís arremata: "Desde então, os lírios da irmã Bernadete vêem à minha mente de repórter toda vez que me disponho, precipitadamente, a julgar." (6) Bibliografia:
|
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |