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Você sabia ?

Correio Fraterno do ABC - Boletim de Outubro de 2000

Na hora do testemunho

O cenário é o pátio de um quartel, 6 horas da manhã. A tropa de recrutas aguarda a presença do tenente. Este chega e diz:
- Soldados, perfilem-se à minha frente! Pois bem, eu gostaria de conhecer suas convicções religiosas, portanto: Católicos dêem um passo à frente!
Quase todo o pelotão deslocou-se um passo à frente e o tenente comandou novamente:
- Protestantes, dêem um passo para trás!
O resto do pelotão recuou. Um dos recrutas, porém, ficou parado entre os dois grupos e o tenente perguntou:
- Ei, você aí como é que vai ficar?
- Eu sou espírita - exclamou o jovem solitário e os demais, em coro, vaiaram-no: "Macumbeiro! Macumbeiro!".
O tenente repreendeu-os e destacou a firmeza de caráter do jovem espírita e questionou:
- Dos católicos, os que vão ao centro espírita de vez em quando voltem aos seus lugares primitivos.
Muitos se deslocaram e o oficial disse:
- Dos protestantes os que vão ao centro espírita de vez em quando voltem aos seus lugares. Todos ficaram imóveis e o tenente cumprimentou o jovem espírita pela sua coragem em sustentar sua convicção mesmo diante da hostilidade geral. (1)

Preceterapia

"Sir Frances Galton, desencarnado em 1891, o pai da genética, coletou uma série de dados sobre a morte de pessoas que oram e comparou-os com os dados da morte de descrentes e obteve resultados notáveis. O Dr. Randy Byrd, recentemente, decidiu testar a preceterapia em pacientes cardíacos do Hospital Geral da cidade de São Francisco, Califórnia (USA). Formou um grupo aleatoriamente de 192 doentes, que receberiam preces e outro grupo de 201 pacientes que não receberiam. A pesquisa durou um ano e os impressionantes resultados foram apresentados numa reunião da American Heart Association, com sede em Miami (USA). O Dr. Arthur Kernned, cardiologista da Escola de Medicina de Mayo, em Rochester (N.Y.) declarou: "O Dr. Byrd, com seu trabalho, levantou uma questão que, desde os tempos primordiais, tem preocupado os homens: Deus ouve as preces? - Sim, ouve e responde!" Outros especialistas também se manifestaram favoráveis às conclusões do Dr. Byrd. O Dr. John Merriman, chefe do Medical Center, de Oklahoma (USA) afirmou: "Concordo com as pesquisas e resultados obtidos pelo Dr. Byrd. Sou um desses médicos que oram por seus pacientes. Acho que os doentes alvos de preces têm maiores possibilidades de sarar". (2)

Fora do regulamento

Uma lenda diz que um viajor por um deserto, sedento, pediu água e alguém que cruzou com ele, lhe respondeu: - Não tenho água, apenas gravatas que levo para o mercado. - Ora, o que vou fazer com gravatas? - perguntou o sedento. Mais à frente, encontrou um outro viajante e implorou: - Água, por favor! - Sinto muito, senhor, mas só tenho gravatas que levo para vendê-las no mercado. Após algum tempo ele encontrou um terceiro homem e morto de sede rogou por água mais uma vez. Mas este também só tinha gravatas. O infeliz se arrastou até um hotel de beira de estrada e correu à recepção, solicitando água, mas o atendente, educadamente, informou: - Desculpe-nos senhor, mas de acordo com o regulamento, não podemos atender ninguém sem gravata. A moral: só se conquista algo quando se cumpre o regulamento (3).

O que pode me dizer o Espiritismo?

Com uma criança nos braços certa senhora aproxima-se de Chico Xavier e diz: - Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora, está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputá-las para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo? Emmanuel veio em socorro do médium e disse: - Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas, agora, que se aproxima dos cinco anos, procura um rio, ou um precipício para se atirar. Diga-lhe que os médicos amigos estão com razão. Terá as pernas amputadas em seu próprio benefício, assim ficará mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a idéia do suicídio. (4)

Premonição e cura

A sra. Elvira Candida Borges (mãe de Manoel, Margarida e Zenon Borges, discípulos de Eurípedes Barsanulfo) alguns dias depois de ter dado à luz escorregou e caiu no quarto, o que lhe causou o aparecimento de dois tumores no ventre, cada um do tamanho de uma laranja. Nessa época, Eurípedes ainda não exercia a faculdade mediúnica, mas com o intuito de consolá-la fez uma premonição, que anos depois cumprir-se-ia: - Olha, comadre, um dia hei de curá-la! Treze anos se escoaram no painel da vida e numa tarde, agora já médium conscientizado, encontrando novamente a comadre nas cercanias do Colégio Allan Kardec, preveniu-a: - A senhora hoje deverá deitar-se mais cedo porque eu, em espírito, irei às nove horas da noite à sua casa para curá-la. Não se preocupe porque não sentirá dor e nem me verá. - Meus caroços estão enormes! - disse a senhora. - Eu sei, mas se tiver fé em Jesus acordará amanhã sem seus tumores... Dito e feito, no dia seguinte Dona Elvira acordou sem as enfermidades. (5)

Nos portais da morte

Nilce da Cunha Fonseca, 28 anos, morreu num acidente de automóvel na esquina da Rua Uruguaiana com a Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, às 16 horas de 8 de abril de 1987. Estava no banco traseiro e seus amigos Mauro e Maurício que iam na frente nada sofreram. Um carro bateu na traseira do veículo em que eles estavam com tanta violência que seu motor entrou... Nilce levou uma pancada na altura dos rins e a tampa do alto-falante que estava solta bateu-lhe na nuca. Foi na terceira pancada que ela morreu. Sentiu fortíssima descarga elétrica da nuca até a testa e mais nada. Deixemos que ela mesma complete a narrativa: - Quando vi, estava num lugar muito escuro e começaram aparecer nuvens coloridas, dando-me a impressão de um lugar pequeno cheio de sinais bonitos. Chegaram pessoas para conversar. Parentes meus, todos mortos há algum tempo. Minha avó, um primo e até uma amiga. Ouvi uma voz informando: Nilce, você morreu". Eu, porém, não queria morrer. Lembrei-me que tinha um filho e pensei "quem cuidaria dele?" Então, retruquei: "Não, eu não morri! Não vou aceitar a morte de maneira nenhuma!" De repente, estava de volta ao corpo. Mauro e Maurício me sacudiram. Aí, saí do carro, comecei a andar, andei, andei... Sentia uma paz de espírito fora do comum. Nunca vi cousa assim. Eu revivi.

Bibliografia:

  • (1) "Presença Espírita"- maio/junho/97;

  • (2) "Presença Espírita" - março/abril/98;

  • (3) "Reformador" - março/99;

  • (4) "Arquivo da Redação";

  • (5) "Eurípedes Barsanulfo O Apóstolo da Caridade";

  • (6) "Anuário Espírita"/1990.

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