Portal do Espírito |
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Atendimento FraternoVanda Simões 1.0 - ObjetivosO Atendimento Fraterno na casa espírita é um trabalho estruturado de forma a
receber, em primeira mão, as criaturas necessitadas de ajuda que procuram na
Doutrina Espírita a solução ou alívio para problemas de toda ordem. Essas
pessoas, na maioria das vezes, já vêm de outras experiências no campo do auxílio
e procuram o Centro Espírita, como "último recurso" para seus males. Muitas
vezes céticos, esses indivíduos necessitam de boa dose de estímulo para
permanecerem firmes na decisão de encontrar respostas para suas perguntas. O
Atendimento Fraterno desempenha esse papel de recepção, esclarecimento básico,
amparo, reajuste e redirecionamento de idéias. Trata-se de uma atividade que
deve ser feita com seriedade, disciplina e preparo, pois às vezes, sendo esse o
primeiro contato que o assistido tem com o Espiritismo, vai obrigatoriamente
refletir a seriedade ou não do trabalho da casa. 2.0 - Papel do Centro Espírita na sociedadeO papel fundamental do Centro Espírita na sociedade é ajudar as pessoas no processo de reequilíbrio, levando a mensagem moral de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, à vida daqueles que ainda se encontram sob o jugo da ignorância. O Espiritismo, sendo o Consolador prometido pelo Mestre, deverá exercer um papel de agente transformador das criaturas, reconduzindo-as ao equilíbrio, através do esclarecimento. Cabe, portanto, à casa espírita, exercer influência na mudança de comportamentos e atitudes dos que a procuram na ânsia de receber ali a cura para seus males. Imperativo, pois, que o Centro Espírita disponha de mecanismos que possam melhor atender essas pessoas, orientá-las e encaminhá-las para a área de atividades doutrinárias que for mais conveniente. Esse tipo de serviço, prestado com o intuito de receber, ouvir, orientar e encaminhar o paciente na casa de caridade, é o Atendimento Fraterno. 3.0 - Esquema do AtendimentoTodo trabalho prático precisaria ser fundamentado em estudo teórico prévio, com a finalidade de conhecer aquilo que vai ser realizado. Nos centros espíritas esta regra deveria ser observada com muito mais rigor, por razões óbvias, afinal está em jogo o equilíbrio espiritual das pessoas que os procuram. Entretanto, o empirismo ainda é a marca da improdutividade nas casas, por absoluta falta de hábito para os estudos da doutrina que se professa. Enraizou-se entre nós o costume de realizar as coisas sem planejamento, pois é regra geral que, para se fazer o bem, basta certa dose de boa vontade. A experiência secular nos mostra que não é bem assim. Se possuímos boa vontade, temos que aliá-la ao conhecimento a à ação, pois ela sozinha para nada serve. No Atendimento Fraterno é importante que se obedeça a um esquema mínimo de organização e conhecimento, a fim de que trabalhemos com ordem e disciplina. A seguir, falaremos de todos os itens relativos ao serviço de atendimento da casa espírita, para que cada grupo interessado possa desenvolver seu próprio esquema de recepção e assistência. 3.1 - Recepção e TriagemGrande parte das pessoas que adentram o Centro Espírita pela primeira vez, o
fazem em busca de algum tipo de auxílio. Poucas são as que vão para conhecer o
Espiritismo ou por curiosidade, ou ainda como visitantes. A casa espírita deve
dispor de meios para bem receber essas pessoas. O primeiro passo para iniciar o
trabalho de Atendimento Fraterno, é determinar o dia mais adequado e mais cômodo
para se estabelecer o trabalho. Em nossa casa, esse serviço funciona no dia da
reunião pública, duas horas antes do início dos trabalhos de explanação. 3.2 - EntrevistaUma vez detectada a necessidade de maiores cuidados por parte da pessoa, ele será encaminhada à entrevista, que é uma conversa fraterna que se tem com o assistido, para que se possa tirar dele as informações necessárias para elucidação do caso e adequado auxílio. Importante que algumas perguntas sejam direcionadas para evitar divagações e longos relatos. O entrevistador deve conhecer técnicas de abordagem, a fim de não errar por excesso de zelo ou por omissão dele. A entrevista deverá ser breve e objetiva, tendo o cuidado para não ser este trabalho transformado em sala de desabafo e catarse. 3.3 - Local das entrevistasO local onde serão feitas as entrevistas deverá ser reservado. Não se pode esquecer que vão ser tratados assuntos da intimidade das pessoas e que se deve ter o maior respeito e discrição possível, frente a tantos dramas. Uma pequena sala pode ser determinada para tal fim, podendo ser aproveitada também para outras atividades, caso o Centro Espírita tenha problema de espaço. As entrevistas realizadas em sistema aberto, ou seja, vários entrevistadores em uma única sala, realizando o trabalho ao mesmo tempo, têm o grande inconveniente de não oferecer ao assistido a privacidade tão necessária nessa hora em que ele vai ali desnudar o seu problema. Entretanto, existem casas que o fazem e dizem ter resultados satisfatórios. 3.4 - O entrevistadorA entrevista é uma tarefa que requer condições especiais do trabalhador. Não
que tenha que ser uma pessoa isenta de erros, o que inviabilizaria o trabalho,
mas alguém com condições morais acima da média, que tenha um bom embasamento
doutrinário e maturidade suficientes para lidar com situações as mais
inusitadas. 3.5 - O entrevistadoO entrevistado tem como sua principal característica, o fato de estar
necessitando de algum tipo de ajuda. É importante que o entrevistador esteja
preparado para atender as variações de problemas que serão apresentados na
entrevista. A cada um, deverá ser dada uma orientação diferenciada, de acordo
com as necessidades do caso. O desesperadoA pessoa que procura o centro em estado de desespero, tem que ser acudido a
qualquer momento. Em primeiro lugar, procura-se acalmá-la envolvendo-a em
palavras de conforto, transmitindo-lhe confiança e carinho. Na maioria das vezes
está sem condições para ouvir instruções mais objetivas, portanto o melhor será
encaminhá-la ao passe, para num segundo momento entrar com as conversas
instrutivas e de orientação. O desanimadoNormalmente um paciente é desanimado porque sua vida está sem sentido. Ele
não tem ânimo para o trabalho e na maioria das vezes se isola do convívio social
e familiar. Freqüentemente tem depressão profunda e pensamentos que se
relacionam com a morte. É necessário ter muita cautela com a orientação
doutrinária e ter sempre o cuidado de encaminhar o caso também ao médico terreno
para que seja avaliada a necessidade do uso de medicações, por possíveis
enfermidades físicas que possam estar instaladas no organismo. O descrenteÉ aquele que inicia sua conversa já dizendo que foi trazido por sua família ou amigos, mas que não acredita em nada etc. Na maioria das vezes quer ser convencido de alguma coisa ou espera que seus problemas sejam resolvidos por outros. Tenta fazer parecer que não está muito interessado na ajuda oferecida pelo centro espírita. Nestes casos, deixar claro que ele só será auxiliado se quiser e que terá que se esforçar para isso. Evitar atitudes paternalistas com o paciente. Muitas vezes a ação mais enérgica do entrevistador faz com que o indivíduo mude sua postura perante a vida. Mostrar as desvantagens da descrença e os benefícios que poderia ter, revertendo esse quadro. O fanáticoEsse tipo de personagem é muito encontrado entre espíritas que supõem
resolver seus problemas com a ação dos Espíritos superiores, sem se esforçarem
para vencer as dificuldades. Geralmente não aceitam interferências de terceiros
em suas convicções e nos casos de doenças orgânicas chegam a desprezar o
tratamento da medicina terrena. Acham que, por trabalharem no centro espírita,
os irmãos espirituais estão a postos para ajudá-los a resolver seus problemas. É
muito delicada a abordagem desse tipo de personalidade, pois trata-se na verdade
de pessoas equivocadas quanto ao papel do Espiritismo na vida do homem. O "espírita"São pessoas que se dizem "espíritas" porque tiveram contato com terreiros de Umbanda, Candomblé e mesmo com o Espiritismo. Querem ler muitas obras psicografadas (ou dizem que já o fizeram) e vão logo afirmando que gostariam de trabalhar na casa. Procuram auxílio por não estarem bem, mas na maioria das vezes, já dizem o que acham necessário para a solução de seus males. Isso torna bem difícil uma orientação mais efetiva. Na medida do possível, conscientizá-lo sobre a responsabilidade de ser espírita e demonstrar que a possibilidade de trabalho será definida mais tarde. Primeiro é necessário buscar um estado mínimo de equilíbrio espiritual. O médiumEste tipo de assistido já vem com o diagnóstico de sua "mediunidade". Acha que a mediunidade é a causa de sua perturbação. Verificar, através da própria entrevista, onde exerce (ou exerceu) seu trabalho de intercâmbio; se num terreiro ou num centro espírita. A atividade mediúnica inadequada pode gerar perturbações no psiquismo das pessoas. Além do mais, dependendo de onde estava "trabalhando", o paciente pode estar sendo vítima de processo obsessivo oriundo de contaminação. Orientá-lo no sentido de que seu dom será reavaliado mais tarde, depois do tratamento. Jamais prometer que ele vai trabalhar como médium na casa, pois muitas vezes a pessoa vem à entrevista com essa intenção. Nunca encaminhar o paciente para sessões práticas de Espiritismo, antes de submetê-lo a tratamento, mesmo que o paciente já tenha tido orientação kardequiana. O que perdeu ente queridoGeralmente procuram o centro inconformados pela perda de alguém da família, com o objetivo de conseguir notícias do ente querido. Confortá-lo com a ajuda das ferramentas da Doutrina Espírita. Pode-se anotar o nome do desencarnado para fazer preces por ele ou verificar na sessão prática com está sua situação, se houver necessidade. Nunca prometer mensagens mediúnicas. Isso gera uma expectativa na família e nem sempre tal coisa é possível. As conversas em torno da imortalidade da alma trazem grande conforto espiritual, bem como a sugestão da leitura de livros adequados para o caso. O convívio na casa, no contato com a Doutrina Espírita, com o tempo fará a pessoa compreender mais e sofrer menos. O que quer resolver problemas dos outrosGeralmente são pais aflitos ou cônjuges tentando fazer qualquer coisa para salvar determinada situação de desequilíbrio instalada em suas vidas. Não raro querem se submeter a tratamento no lugar do necessitado, na desesperada tentativa de ajudá-lo, pois de maneira geral são pessoas refratárias a procurar ajuda. O entrevistador deve esclarecer como se dá o auxílio espírita e a necessidade da presença do doente na casa. Deve pedir que façam o possível para trazê-lo no centro espírita. Oferecer ajuda indireta através do livro de pedidos de amparo. Em casos graves, pode-se anotar nome e endereço do necessitado, para ser levado às sessões práticas. O "sábio"Aquele que busca auxílio na casa espírita, mas acha-se muito sábio, culto e inteligente e não se sente à vontade submetendo-se à orientação de alguém que ele julga ser inferior a ele. Através da conversa, quer mostrar-se superior e se o entrevistador não for suficientemente experiente, ele pode monopolizar o diálogo, tornando infrutífero o trabalho de esclarecimento. Agir com tato, demonstrando que todos temos muito a aprender na escola da vida. Nos casos em que o entrevistado demonstrar que quer "duelar" no campo das idéias, deve-se ter a sutileza de desviar seu intento, fazendo-o ver que aquele não é o momento e o local apropriado para disputas. Jamais esquecer que se está diante de pessoa em desequilíbrio. Mostrar que a casa espírita e o Espiritismo estão ali para ajudá-lo, se tiver humildade para se colocar como necessitado da alma. O pessimistaO pessimismo é uma atitude mental inadequada que gera uma energia negativa na
mente da pessoa, prejudicando todas as atividades na vida. Tratar com o
pessimista é muito difícil, pois ele se coloca a todo momento como fracassado e
descrente de possíveis melhorias. Geralmente são indivíduos que portam
auto-obsessões e não raro freqüentam casas espíritas a vida inteira. O portador de doença orgânicaNormalmente a pessoa que procura a casa espírita com problema orgânico, pensa encontrar ali a cura de sua doença, pois acha que vai ser "operado" etc. É bom que seja informado que a etiologia das doenças podem ser de ordem externa e interna. Externas são aquelas provenientes do meio onde vivemos e circunstâncias da própria matéria que constitui nosso organismo. Internas, quando são oriundas do corpo espiritual e constituem-se em conseqüências de condutas e posicionamentos inadequados de outras encarnações. É importante certificar-se se o paciente está em assistência médica e jamais se deve suspender o uso de medicamentos. Encaminhar para tratamento adequado na casa espírita. O portador de doença graveSão pessoas que vêm à casa espírita, normalmente trazidas por seus familiares, em estado de desespero por portarem doenças graves e às vezes crônicas. Essas pessoas vêm com grande esperança de serem curadas. É importante não prometer curas milagrosas, mas a ajuda que a Doutrina Espírita traz é fundamental para a superação da prova a que o paciente está submetido. A fluidoterapia e a orientação sobre a origem dos males ajudará o enfermo no processo de conscientização e até, quem sabe, da cura propriamente dita. Prescrever assistência espiritual e deixar claro que o tratamento espírita é um auxiliar da medicina terrena. O esquizofrênicoA esquizofrenia é uma enfermidade mental semelhante à obsessão espirítica e pode ser classificada como auto-obsessão. Os pacientes portadores dessa anomalia mental escutam vozes constantemente e têm mania de perseguição. Julgam-se saudáveis e na maioria das vezes resistem ao tratamento médico ou espírita. Nos casos em que o enfermo aceitar, ele poderá ser encaminhado ao tratamento convencional de desobsessão. O entrevistador não deverá considerar as manifestações do psiquismo doentio desses pacientes, como sendo informações consistentes para suas investigações. Geralmente os esquizofrênicos são Espíritos muito endividados com o passado, que estão em encarnações de grave expiação. A terapia espírita deverá estar associada ao tratamento psiquiátrico. 3.6 - Fichas de informaçõesEsta ficha, devidamente preenchida com os dados de identificação na recepção, estará agora nas mãos do entrevistador para que se procedam as anotações inerentes ao caso. As informações mais pertinentes deverão ser ali anotadas, pois servirão para estabelecer uma linha de ação, assim como serão necessárias para o devido acompanhamento de cada caso. Todas as informações são absolutamente confidenciais e esta ficha será arquivada em local apropriado. Terá acesso a ela somente aqueles que estão envolvidos com essa tarefa. Evidentemente será utilizada em possíveis retornos. 3.7 - Carteira de controleDa mesma maneira que as fichas, as carteirinhas de controle são necessárias
para um acompanhamento mais efetivo do tratamento realizado com os pacientes.
Ali serão anotadas as datas dos passes ministrados, por pessoa encarregada pela
organização desse procedimento, bem como a data do retorno do mesmo à Sala de
Entrevistas para a avaliação final. É uma boa maneira também de se aferir faltas
ou abandonos de tratamentos. 4.0 - Exame espiritualEste item, apesar de importante, só será possível de ser efetuado em caso de
equipes bem treinadas e já com experiência no campo da mediunidade. O assistido
poderá ser submetido a investigação espiritual, com médiuns seguros e maduros na
tarefa, que darão informações sobre aquele caso, anotadas em sua ficha. O ideal
seria que esses médiuns não fossem informados da situação do paciente para que
não sofram nenhuma espécie de indução. As informações obtidas aqui serão depois
confrontadas pelo entrevistador. 5.0 - TerapêuticaComo toda enfermidade física ou psíquica, o tratamento das obsessões e dos desajustes psíquicos necessita do uso de medicamentos precisos. Só que no caso dos centros espíritas, a terapêutica utilizada baseia-se na orientação ao enfermo, na fluidoterapia, na desobsessão, nos cuidados médicos, na ocupação ao assistido etc. 5.1 - Orientação ao enfermoNeste tipo de assistência, a orientação adequada ao enfermo é parte
importante para o sucesso de sua recuperação. Uma orientação mal conduzida
poderá trazer mais prejuízos que benefícios. Daí a importância do entrevistador
ter conhecimento doutrinário e experiência no trato com as pessoas. O assistido,
após conversa de aconselhamento, poderá ser muito auxiliado nas explanações
públicas do Evangelho de Jesus, com leituras de obras espíritas (caso tenha
condições psíquicas para isso), reajustamento de hábitos, avaliação de sua
conduta etc. Por esta razão é de muita importância que a casa tenha um trabalho
de explanação bem estruturado, com palestras bem conduzidas dentro de uma linha
que induza à reflexão e, conseqüentemente, à edificação. Será neste trabalho que
a maioria dos casos simples serão tratados, sem que sejam necessárias
intervenções mais ostensivas, como a utilização das atividades mediúnicas da
casa, para evocações e doutrinação de Espíritos. Necessário, pois, cuidar bem
dessa parte do trabalho. 5.2 - FluidoterapiaA fluidoterapia é uma arma poderosa no tratamento das enfermidades
espirituais. A maioria dos casos são resolvidos com estes procedimentos:
orientação, passes e água fluidificada. É fundamental o Centro Espírita contar
com uma equipe de passistas alinhada no mesmo pensamento de servir ao próximo e
que tenha a plena consciência da gravidade da tarefa que está empreendendo. É
preciso que também esteja consciente da necessidade de um constante trabalho de
reformulação moral interior. Afinal a qualidade dos fluidos doados está na razão
direta da moralização do médium. A equipe não poderá ter variação freqüente, a
não ser nos casos de necessidade. 5.3 - Reunião mediúnicaOs casos de maior gravidade serão encaminhados para as reuniões mediúnicas destinadas à investigação. Evidentemente o grupo deverá ter sua equipe de médiuns já em funcionamento. Caso contrário é melhor não iniciar a tarefa de atendimento a processos obsessivos, sob pena de arrumar mais problemas que soluções. Os grupos deverão estar preparados para realizar a investigação através das evocações ou manifestações espontâneas, de acordo com a necessidade de cada caso. É de fundamental importância se saber a opinião dos Espíritos amigos sobre os casos mais graves em tratamento. Essas informações, associadas aos detalhes revelados na entrevista, poderão fornecer um diagnóstico satisfatório sobre os casos em questão. Após se ter uma idéia segura a respeito das causas dos problemas do paciente, será possível prescrever-lhe uma conduta terapêutica. 5.4 - Cuidados médicosAlguns pacientes portadores de obsessões graves, poderão necessitar de uma
terapia medicamentosa. O entrevistador, sempre que achar necessário, deverá
encaminhar o paciente ao médico terreno, para que ele proceda conforme a
necessidade. Caso ele já esteja sob cuidados médicos, evidentemente a terapia
deverá ser mantida e jamais o entrevistador poderá interferir nesse
procedimento. 5.5 - Ocupação do enfermoNos casos graves, as enfermidades espirituais podem levar as criaturas a
condições tão degradantes que impossibilitam-nas ao trabalho de qualquer
natureza. Porém, na maioria das situações as pessoas podem se dedicar a algum
tipo de trabalho e isso deve ser estimulado como parte da terapia
reequilibrante. A ociosidade agrava qualquer mente em desalinho. 6.0 - ResultadosEm todo e qualquer trabalho que se realiza, faz-se necessário um estudo dos
resultados, como método de aferição de sua produtividade. Isso se aplica a
qualquer empreendimento. Neste caso, a observação dos resultados nos dará um
idéia da qualidade da assistência que está sendo oferecida aos pacientes que
procuram a casa. Saber se os casos estão sendo resolvidos, se as pessoas estão
satisfeitas com o tipo de serviço oferecido é obrigação de todo trabalho sério.
Aqui entra a importância das fichas de atendimento e das carteirinhas de
controle para realização dessa avaliação. 6.1 - AvaliaçõesNão há outro meio de se saber os resultados de qualquer trabalho a não ser avaliando-o. A terapêutica espírita também não foge à regra. As avaliações dos assistidos devem ser periódicas, em data de retorno previamente marcada na entrevista inicial. Desta forma poderemos fazer duas coisas importantes: dar mais atenção à pessoa que está em assistência na casa e avaliar suas condições espirituais atuais. Caso sua situação espiritual não esteja evoluindo bem, deve-se continuar o tratamento e submeter o caso a uma nova investigação. Este também é um dos motivos da necessidade da carteira de controle. 6.2 - Encaminhamento do assistidoFinalmente, depois da avaliação e liberação do paciente da assistência
espiritual recebida, convém direcioná-la para algum setor da casa, se for de sua
vontade permanecer nela. Neste caso, ela pode ser encaminhada para os cursos que
o Centro Espírita oferece e que devem ser adequados para o seu nível de
entendimento. Também poderá ser estimulado a servir, como voluntário, nas
fileiras do trabalho caritativo. Grupo Espírita Bezerra de Menezes (Versão 04.98) |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |