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Considerações sobre a divulgação EspíritaEdynardo Weyne Quando encontrei a Doutrina Espírita fiquei entusiasmado com as revelações que ela fazia pouco a pouco, a cada obra que lia, a cada princípio que descobria... Cintilações de pensamento iluminado me percorria a mente inspirando renovações em diversos campos da minha existência. Tão logo se sedimentou a fé espírita em minha alma viril, apressei-me em difundi-la a todos quantos, de boa vontade, quisessem conhecê-la. E aí, as primeiras barreiras... parentes e amigos me taxaram de louco, fanático e mesmo imbecil, por acreditar no que consideravam ser acertadamente apenas fábula e “conto de carochinha”, ou ainda “coisa de feiticeiro”. Travei ferrenhas lutas, sobretudo dentro de mim mesmo pela angustia de não aceitarem o que de melhor tinha a oferecer. E não estava acostumado a me dobrar às circunstâncias... Passei então a colecionar, o quanto pude, tudo que se referisse ao Espiritismo, no contatos que ia fazendo com esse ou aquele irmão de ideal, textos diversos, recortes de jornal, notícias sobre fenômenos inexplicados, fascinando-me pelo campo da mediunidade. Foi assim que, após fatigantes estudos montei um grupo mediúnico familiar, com o objetivo de entrar em contato com os Espíritos, com a intenção séria de pesquisa e aprofundamento do que tinha aprendido do ponto de vista teórico. Seguindo esse curso tornei-me doutrinador, pois, logo de pronto entrei em confronto com situações de perseguição espiritual ou obsessão ligadas à minha própria família. Conversei assim com diversos tipos de entidades. Enriquecendo a minha bagagem de experiências nessa área da prática espírita, fato que logo me acendeu a idéia de relatar os fenômenos incontestáveis que estavam ocorrendo em favor da melhoria e do restabelecimento de inúmeras criaturas. Não podendo conter a empolgação ante uma série de provas que tornava cada vez mais inabalável minha fé, passei a publicá-las, resguardando naturalmente os nomes dos seus protagonistas, mas intentando com isso divulgar a verdadeira noção do que era o Espiritismo: consolação, ciência e filosofia profunda. Escrevi com paixão e, sentia mesmo estar sendo orientado pelos Espíritos na escolha deste ou daquele caso. A repercussão logo se fez sentir, tive que ampliar nossas atividades, construindo um salão para os trabalhos da mediunidade, uma vez que diversas pessoas, esclarecidas a partir dos artigos, passaram a nos procurar em busca do amparo e do socorro às suas aflições espirituais. Muito me alegro em relembrar estes acontecimentos, tendo em vista que foi a partir dessas iniciativas que encontrei aqui, no mundo dos Espíritos, o amparo necessário. Hoje, renovo meus ideais mais do que nunca, pela convicção eloqüente e firme da imortalidade em mim mesmo. O trabalho espírita desinteressado é porta de acesso à paz interior. E exulto em ver que o labor prossegue, mesmo estando eu “deste lado”. Algo apenas me incomoda: é a flagrante omissão de muitos espíritas na divulgação da Doutrina Consoladora. Onde estão os espíritas que, mesmo sem muita capacidade para escrever enchiam os jornais de artigos para defender os ideais espiritistas ? Onde uma “A Grande Esperança”, para desafiar a incredulidade dos que desejam rebaixar o Espiritismo a mera quiromancia ? Não contendo o meu espírito de luta constante é que venho acordar meus irmãos para esse mister sagrado de colocar bem alta a bandeira do Espiritismo, a luz sobre o candelabro, para que a Doutrina que o inolvidável Mestre Allan Kardec nos legou, cumpra definitivamente o seu papel: iluminar consciências. Portanto, aqui vai, meus irmãos espíritas, o meu protesto como quem anuncia o momento da batalha: divulguem o Espiritismo de todas as formas, por todos os meios, sempre! Aliás esta atitude deve ser o nosso preito de gratidão por tudo que ele nos tem oferecido ao nos tirar de nossa cegueira espiritual. (Página psicografada pelo médium Nilton Sousa, em 02 de janeiro de 2000) |
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