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Reflexionando sobre livrosDulcídio Dibo São Paulo – SP A leitura espírita precisa favorecer, dentre outras, a afirmação do conteúdo doutrinário, aquisição de valores morais e espirituais, riqueza de vocabulário, completando a formação educacional ao nível do ensino médio e superior. Admitem os pesquisadores que existem mais de dois mil títulos de Livros Espíritas: livros doutrinários edificantes, formativos, de lazer e outros. Contudo, admitimos, torna-se necessário distinguir leitura de leitura espírita. Expliquemos: existem livros que fazem da leitura um simples exercício físico, pelo movimento do globo ocular; já o livro espírita escrito por autores encarnados e desencarnados, admitimos, precisa ser pensado. Em outras palavras: para continuar a se manter nesta sociedade-de-imagens torna-se necessário ser "escrito", e não unicamente "impresso". Exemplifiquemos: a leitura em geral requer uma longa e complexa aprendizagem. Não haverá leitura se o leitor espírita não for capaz de interpretar o que leu. É que a função do escritor espírita (de livros, revistas e jornais) não se limita, admitamos, a escrever, mas a propiciar experiências de leituras que estimulem os interesses doutrinários, criando, no leitor, a atitude de desejar ler, de desejar, pela leitura, aprender aquilo que for útil para a sua formação doutrinária ou formação para a vida. Daí afirmar-se que, sem o Livro Espírita, possivelmente não teríamos a Doutrina Espírita. Portanto, admite-se que um Livro realmente Espírita vai além de simples compreensão literal, do simples movimento do globo ocular. A leitura espírita, além de significar conteúdos, poderá, também, sugerir, o que significa compreensão dos textos espíritas, associação com outros temas de vivência atual e social, dentre outras. Daí também admitirmos que precisam ser banidas leituras pobres, desprovidas de finalidades, e inadequadas para a compreensão da Doutrina Espírita. É questão de tornar o tempo útil. Basta de textos alienantes em livros, revistas e jornais. Admitimos que a leitura espírita precisa favorecer, dentre outras, a afirmação do conteúdo doutrinário, aquisição de valores morais e espirituais, riqueza de vocabulário, completando a formação educacional ao nível do ensino médio e superior. É, portanto, através da leitura espírita que ampliamos a capacidade de pensar em termos de Doutrina Espírita, pois a leitura é o principal instrumento da Cultura não somente Espírita, mas da Cultura Geral. Em síntese: o domínio da leitura espírita doutrinária edificante fornece ao leitor espírita a faculdade de enriquecer a própria vivência diária, aumentar sua capacidade profissional frente às vicissitudes da vida, tornando-se mais útil à sociedade e ao grupo espírita em que está inserido. (Dirigente Espírita Nº 59 - Maio/Junho de 2000) |
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