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Espiritismo e MediunismoWeimar Muniz de Oliveira É muito freqüente a confusão que se faz entre Espiritismo e Mediunismo. O Espiritismo é uma coisa. O Mediunismo é outra coisa. O Espiritismo é uma doutrina de tríplice aspecto. E, em essência, Filosofia e Ciência, tendo, como natural decorrência, a Moral e a Religião. O Espiritismo representa o cumprimento da promessa solene do meigo Rabi, ou seja, é o Consolador Prometido. É, sem dúvida, a terceira Grande Revelação à Humanidade. O Espiritismo, como qualquer ciência (empregada a palavra ciência em sentido amplo), constitui-se de um corpo doutrinário obediente a determinados princípios, ou verdadeiros axiomas da natureza, sendo, em razão disso, de cunho universalista ou cósmico. Citem-se, como exemplos, algumas dessas leis cósmicas:
A par destas e doutras leis naturais, há outros postulados:
É neste ponto, ou seja, na realidade do natural intercâmbio entre os seres, daqui e de lá, que se pode detectar o processo mediúnico, de variada natureza, peculiar a todas as religiões, processo medianímico esse que tem sido negado por certas seitas, mais por interesse imediatista do que propriamente por convicção. Tanto é que, no Ocidente, à exceção da Doutrina dos Espíritos, é a própria Ciência que está prestes a levantar de vez o véu que ainda não se descerrou de todo no horizonte do conhecimento. Não há negar a existência do fenômeno mediúnico. Não há negar a mediunidade, nos seus inumeráveis modus operandi, Dom inerente à pessoa humana, de qualquer crença ou de crença nenhuma. E é por isso que a Ciência a vem pesquisando sob a designação de fenomenologia paranormal, e detectando-a nos laboratórios das maiores universidades, em todo o mundo. Ora, se assim é, se o fenômeno mediúnico, ou paranormal, é patrimônio do ser humano, por sua própria natureza, por que só ã Doutrina Espírita se atribuir tudo o que acontece no que respeita ao fenômeno? É verdade que coube à Doutrina Espírita, até agora, melhor compreender, explicar e disciplinar o fenômeno mediúnico, o que não pode significar que todo fenômeno mediúnico se dê sob a égide da Doutrina Espírita. O fenômeno é universal. É humano, inerente à organização biopsicossomática do homem. O que se faz preciso é que não apenas a Ciência se conscientize no que concerne ao fenômeno, mas toda religião ou seita que se preze, sob pena de inevitável insulamento, com o passar do tempo e do progresso material e espiritual. Da mesma formo, urge que a legislação se empenhe no sentido de acompanhar a Ciência no seu ingente esforço de devassar o ainda ignoto, diante da pequenez humana sobre a face do Orbe. Em síntese, o fenômeno mediúnico não é patrimônio da Doutrina Espírita. É patrimônio do homem, da Humanidade. Assim também os atos desse ou daquele médium (ou paranormal) não são de responsabilidade da Doutrina Espírita, desde que ele, o médium, não se disponha a adotar os princípios da Doutrina Espírita, não apenas com relação ao estrito acatamento das leis humanas, mas, c sobretudo, com relação ao cardeal cânon evangélico: "Dai de graça o que de graça recebestes". (Mateus, 10:8) Reformador" - Julho/1991 |
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