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O Espírito JovemHérin Andréas Há uma reação muito comum entre os adultos para com a juventude: é um desprezo autoritário, que se revela em frases como: "ele não sabe nada da vida" , "é ainda um moleque", "ainda tem muito o que aprender". Essa falta de respeito para com a dignidade do jovem, que é também um ser humano, com direito a ter opiniões próprias, e que tem idade espiritual que não corresponde necessariamente à do corpo, revela no fundo grande despeito. Muita gente, já às portas da velhice, sente irresistível inveja da mocidade. Não se conformam de já terem perdido a sua, não se desapegam de certos prazeres e desejos, que já deveriam ter sublimado a certa altura da existência e sentem raiva cega daqueles que podem usufruí-los. Sua visão da mocidade é distorcida ;trata-se para eles de um período de aproveitar a vida, atirando-se sofregamente a toda espécie de futilidades e prazeres, sem qualquer noção de responsabilidades". ¹ Tal consideração que a educadora Dora Incontri faz em sua obra "A Educação Segundo o Espiritismo", demonstra que a grande maioria dos adultos ignora a real importância da fase juvenil para o Espírito. Aliás, provavelmente, esquecem-se que aquele ser humano só é jovem na aparência física, pois sendo Espírito imortal é multimilenar. Muitas vezes ele tem uma sabedoria muito maior sobre a Vida do que aqueles que se encontram na fase adulta, traz agasalhado na acústica da alma noções de responsabilidade e dever que muitos não conseguirão adquirir nem mesmo no final da existência atual e na consciência já possui diretrizes morais que servirão de parâmetros para toda uma jornada de realizações no Bem. Esse é o período em que o Espírito exercitará a sua vontade em busca da autonomia. A necessidade de estabelecer uma identidade sobre ideais próprios e um senso único de si são os mais importantes. O maior desestímulo que uma pessoa pode fazer a um jovem será o ridículo, e isso se consegue, muitas vezes, com o simples pronunciar de frases como aquelas no começo do texto. Quando o jovem se sente ridicularizado sua auto-estima fica abalada e pode provocar um comportamento de rebeldia, podendo também aparecer o sarcasmo e o cinismo. Há ainda no final desse período o reconhecimento maduro da capacidade de pensar por si mesmo, eis porque o jovem deve ser convidado a pensar, raciocinar e refletir sobre a Vida nos seus mais diversos aspectos, demonstrando-lhe que ele é o mais importante, o mais responsável e o maior herdeiro dela. É importante a compreensão de que aquele Espírito que ora encontra-se manifestando em um corpo jovem é alguém que possui dentro de si, adquiridas ao longo das reencarnações, experiências das mais variadas :vitórias e derrotas , êxitos e frustrações, sentimentos felizes e infelizes, virtudes e vícios , alegrias e decepções, entre outras coisas. Respeitá-lo (opiniões, idéias, jeito de se vestir...) e propiciar um ambiente saudável (acolhedor, alegre , dinâmico...) para que possa se manifestar e ser estimulado a renovar os sentimentos que lhe traz dissabores é um dos objetivos da mocidade espírita , possibilitando a ele a sua identificação como Ser imortal que é. No entanto, para que tal fato ocorra é necessário que o evangelizador se encontre sinceramente interessado em trabalhar consigo mesmo – é preciso ter humildade, alegria, ideais e motivações nobres... - para que possibilite ao jovem desenvolver-se e expressar-se, não sendo ele (o evangelizador) uma figura repressora e autoritária, copiando, assim, estruturas que são encontradas pelos jovens no seio familiar, na escola, no trabalho e em tantos outros lugares. Eis porque a mocidade espírita é tão precioso instrumento de apoio ao Espírito jovem para que possa deixar desabrochar toda a sua potencialidade de filho de Deus, tendo condições de cumprir sua programação reencarnatória. A partir dos próximos meses, estaremos mensalmente juntos. Caso você queira saber mais a respeito da nossa mocidade ou estudar conosco –aos sábados , das17:00 às 18:30 horas -, ser - nos - á isso um enorme prazer e uma alegria muito grande. Julho / 2001 ¹ Incontri, Dora –A Educação Segundo o Espiritismo –1º Edição, págs 56 e 57 |
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