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Prece boa e prece melhorRodrigues Ferreira Constantemente, nos perguntamos que tipo de prece estamos, já, conseguindo fazer. Antigamente, só orávamos para pedir favores, soluções e bênçãos, como se os Poderes Superiores não fossem capazes de ofertar por conta própria, como se não soubessem das nossas dores, como se esperassem até nós lhes avisarmos das carências existentes por aqui. Ao entrar no Espiritismo nos defrontamos com a Lei de Causa e Efeito, que entendemos e tratamos de usar na explicação de quase tudo. Menos na prece. Aí não deu para mexer ou por medo ou por distração. Assim, continuamos com aquelas orações de católico, suplicando, indefinidamente, que a Misericórdia Divina tenha pena de nós. Concordamos que somos espíritas apenas por uma encarnação e fomos católicos, talvez, desde os tempos em que Constantino plasmou o Edito de Milão - 325 d.C., dando início à velha religião dogmática. Mas, já não será hora de começarmos a meditar no assunto e modificar o teor de nossas preces, deixando, pelo menos, de ditar normas de conduta aos Poderes Maiores e de orientar as providências que os Benfeitores deverão tomar a nosso favor? Reflita bem no que significa esta exortação de André Luiz, contida no livro Opinião Espírita: "Não basta pedir sem os méritos do trabalho pessoal, porquanto ninguém transforma as mãos implorantes em gazuas para abrir as portas dos celeiros espirituais." Outros espíritos também preveniram quanto ao mesmo assunto: Veja essa trova de Leôncio Correa, tirada do livro Luz na Madrugada: "A Caridade, amor puro, // Crédito aberto, em ação. // A prece, saque seguro, // Na hora de petição." Orar, segundo o Espiritismo, conforme pensamos, é estabelecer ligação com as forças superiores da vida, lideradas, na Terra, por Jesus e proclamar o nosso objetivo, formulado com toda sinceridade e devoção, imaginando o que desejamos, com a maior nitidez possível. Com isso, estamos criando o imaginado e com tanto mais eficiência quanto mais vigor e energia colocarmos no desejo. Se os bons espíritos acharem que nos devem e podem ajudar, vai ser muito bom para nós e vamos gostar muito, mas isso é lá com eles. Nós não estamos choramingando por uma ajuda que, constantemente, nem merecemos. E, quando merecemos, chega automaticamente. |
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