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Comunicação Social EspíritaÉder Fávaro A comunicarão Social Espírita, como colaboradora no processo de melhoria do organismo social, tem como prioridade apontar a meta da Doutrina dos Espíritos, que é a de melhorar o homem para que o homem melhore a instituição humana. Dirigente Espírita N.54 Percebe-se hoje, no movimento espírita da nossa terra, dado ao avanço das suas propostas de renovação para o homem moderno, a preocupação por parte de seus comunicadores e divulgadores conscientes, o cuidado de se estabelecer norteamentos seguros para o processo da Comunicação Social Espírita. Surge atualmente no bojo dessa idéia, em todo Brasil, as propostas de debate em torno de uma Política Nacional de Comunicação Social Espirita. Para quem vem acompanhando a trajetória da mensagem espírita e sua divulgação nos meios de comunicação, é fácil constatar o interesse e os avanços decorrentes dos estudos, análises, discussões e levantamento de pontos importantes na busca de aperfeiçoamento desse processo. Fóruns, simpósios, encontros, cursos, woskshops e painéis vêm sendo realizados por todas as instituições compromissadas com a mensagem, no sentido de motivar e, sensibilizar os companheiros envolvidos com a tarefa. Não há duvida que a constante idéia de melhorar os recursos humanos e técnicos para que o movimento espírita impulsione as idéias espíritas para o social, é hoje providência de fundamental importância. O objetivo prioritário é o de possibilitar o emergir de uma nova mentalidade conceptual no tocante a uma política nacional de Comunicação Social Espírita, dando rumo a projetos que ensejem a criação de estratégias de integração entre os vários segmentos do movimento espírita ligados à área da comunicação. Há, hoje, mais do que nunca, a necessidade de gerar um processo interativo, de maneira que haja troca de experiências enriquecedoras, cada um fazendo o melhor possível, no que pode, oferecendo o melhor que já faz, para que a mensagem espírita ganhe, através dos vários meios, a qualidade necessária para que seja entendida pelo universo que ela atinge, de forma clara, sem místicas, sem fantasias, sem dúbias interpretações, com linguagem adequada a cada veículo e ao público ao qual ela estiver sendo dirigida. Mas será que só isso é suficiente? Em relação ao assunto não será importante e oportuno se questionar se basta apenas possuir os sofisticados meios da tecnologia moderna e conquistar os espaços das mídias? Será esse o principal objetivo da Comunicação Social Espírita? O aperfeiçoamento necessário e constante dos meios deve sobrepor-se à finalidade maior da meta, que é a de preparar o homem da Terra para a sua melhoria como ser em evolução, atuando como elemento interativo no social ou deve-se permanecer apenas no patamar filosófico ou na visão simplista que ainda se faz do mundo espiritual, ou ainda, deve-se constituir num toque de chamada de consciência para um processo de transcendência, para a visão de horizontes mais altos? Aí é que parece estar havendo a necessidade de outro enfoque, mais abrangente e profundo. Conceituar não é transformar. O sentido da comunicação espírita deve ser conjugado, interação da razão com o sentimento. A comunicarão Social Espírita, como colaboradora no processo de melhoria do organismo social, tem como prioridade apontar a meta da Doutrina dos Espíritos, que é a de melhorar o homem para que o homem melhore a instituição humana. Para tanto é preciso que se comunique ao homem, pelos meios disponíveis, sobre a necessidade para o despertamento dos valores da vida, aplicáveis em todas as circunstâncias, isto é, como lidar com os valores materiais, vitais, estéticos, éticos e morais no relacionamento humano, nos testes de cada dia, informando-lhe que o conhecimento e vivência dos princípios espíritas podem oferecer-lhe valiosos recursos, para a melhora gradativa, no seu desempenho como candidato da sabedoria do viver com o mundo. A comunicação Social Espírita, sem dúvida, tem contribuição valiosa para oferecer ao ser encarnado, no tocante ao aperfeiçoamento espiritual da humanidade, quando sugere a aplicação da Lei do Amor como base para a fraternidade entre os homens, no desafio permanente e constante contra o egoísmo, orgulho, vaidade, ódio, inveja e violência, pois a pedra angular da nova ordem social é a fraternidade. Conclui-se, assim que, uma bem dirigida política nacional de Comunicação Social Espírita, expondo de maneira clara e com linguagem adequada à opinião pública os fundamentos e princípios do Espiritismo, através dos veículos de comunicação existentes, inserirá no contexto da cultura humana as teses espíritas. Os espíritos desencarnados encarregados dessa proposta desde de há muito vem apontando nessa direção. Outros, tais como Deolindo Amorim, Carlos Imbassahy, José Herculano Pires, José de Freitas Nobre, enquanto encarnados, seguiram nessa mesma linha. Todos eles nortearam suas propostas, como indicadores de novos rumos, no espírito da citação do capítulo "Os Tempos são Chegados", do livro "A Gênese", de Allan Kardec, que afirma "Os homens que progredirem encontrarão nas idéias espíritas uma poderosa alavanca, e o Espiritismo encontrará nos novos homens, espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo". Nota: Éder Fávaro é presidente da ABRADE - Associação Brasileira dos Divulgadores de Espiritismo e da ADE-SP Associação de Divulgadores de Espiritismo do Estado de São Paulo. |
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