Como tratar deficientes físicos corretamente
- Errado: Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa
normal pode fazer e eles não.
Certo: Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os
assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não podem ouvir,
ver ou participar por causa da limitação de movimentos.
- Errado: Elogiar ou depreciar uma pessoa deficiente, somente por ela
ser limitada.
Certo: Tratar o deficiente como alguém com limitações específicas da
deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano
- Errado: Superproteger o deficiente, fazendo coisas por ele.
Certo: Permitir que o deficiente desenvolva ao máximo suas
potencialidades, ajudando-o apenas quando for realmente necessário.
- Errado: Chamar o deficiente pelo apelido relativo à sua deficiência
(ex.: surdinho, surdo, mudo, cego, maneta etc.), pois ele pode se ofender
Certo: Chamar a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer
outra pessoa.
- Errado:Dirigir-se à pessoa cega como se ela fosse surda, fazendo
esforço para que ela ouça melhor. O cego não é surdo.
Certo: Conversar com o cego em tom de voz normal.
- Errado: Referir-se à deficiência da pessoa como uma desgraça, como
algo que mereça piedade e vá ser compensado no céu.
Certo: Falar da deficiência como um problema, entre outros, que apenas
limita a vida em certos aspectos específicos.
- Errado: Demonstrar pena da pessoa deficiente.
Certo: Tratar pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida
em todos os sentidos.
- Errado: Usar adjetivos como "maravilhoso", "fantástico" etc., cada
vez que se vê uma pessoa deficiente fazendo algo que aparentemente não
conseguiria (por exemplo, ver o cego discar o telefone ou ver as horas, ver um
surdo falar e/ou compreender o que lhe falam).
Certo: Conscientizar-se de que a pessoa deficiente desenvolve
estratégias diárias e superando normalmente os obstáculos, e não mostrar
espanto diante de um fato que é comum para o deficiente.
- Errado: Referir-se às habilidades de um deficiente como "sexto
sentido" (no caso do cego e surdo, por exemplo) ou como uma "compensação da
natureza".
Certo: Encarar como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento
de habilidades que possam parecer extraordinárias para uma pessoa comum.
- Errado: Evitar usar as palavras ver, ouvir, andar, etc., diante de
pessoas que sejam cegas, surdas ou privadas de movimentos.
Certo: Conversar normalmente com os deficientes, para que eles não se
sintam diferenciados por perceptível constrangimento no falar do interlocutor.
- Errado: Deixar de oferecer ajuda a uma pessoa deficiente em
qualquer situação (por exemplo, cego atravessando a rua, pessoa de muleta
subindo no ônibus etc.), mesmo que às vezes o deficiente responda mal,
interpretando isto como gesto de piedade. A maioria dos deficientes necessita
de ajuda em diversas situações.
Certo: Ajudar o deficiente sempre que for realmente necessário, sem
generalizar quaisquer experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a
pessoas deficientes, pois podem acontecer também com as pessoas normais.
- Errado: Supervalorizar o deficiente, achando que ele pode resolver
qualquer problema sozinho (por exemplo, o cego alcançar qualquer porta apenas
contando os passos, sem que alguém indique a direção).
Certo: Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são
reais, e muitas vezes ele precisa de auxílio.
- Errado: Recusar a ajuda oferecida por uma pessoa deficiente, em
qualquer situação ou tarefa, por acreditar que não seja capaz de realizá-la.
Certo: Confiar na pessoa deficiente, acreditando que ela só lhe
oferecerá ajuda se estiver segura de poder fazer aquilo a que se propõe. O
deficiente conhece melhor do que ninguém suas limitações e capacidades.
- Errado: Ao falar, principalmente com o cego, dirigir-se ao
acompanhante do deficiente, e não ao deficiente, como se ele fosse incapaz de
pensar, dizer e agir por si.
Certo: Dirigir-se sempre ao próprio deficiente, quando o assunto
referir-se a ele, mesmo que esteja acompanhado.
- Errado: Agarrar a pessoa cega pelo braço para guiá-la, pois ela
perde a orientação.
Certo: Deixar que o cego segure no braço ou apoie a mão no ombro de
quem o guia.
- Errado: Agarrar pelo braço pessoas com muletas, ou segurar
abruptamente uma cadeira de rodas, ao ver o deficiente diante uma possível
dificuldade.
Certo: Ao ver o deficiente diante de um possível obstáculo, perguntar
se ele precisa de ajuda, e qual a maneira correta de ajudá-lo. Agarrar um
aparelho ortopédico ou uma cadeira de rodas, repentinamente, é uma atitude
agressiva, como agarrar qualquer parte do corpo de uma pessoa comum sem aviso.
- Errado: Segurar o deficiente, na tentativa de ajudá-lo, quando já
houver uma pessoa orientando-o, principalmente no caso do cego.
Certo: Quando houver necessidade ajuda ou orientação, apenas uma pessoa
deve tocar o deficiente, a não ser em situações muito específicas, que peçam
mais ajuda (por exemplo, carregar uma cadeira de rodas para subir uma escada).
- Errado: Carregar o deficiente, principalmente o cego, ajudá-lo a
atravessar a rua, tomar condução, subir ou descer escadas.
Certo: Auxiliar o deficiente nestas situações apenas até o ponto em que
realmente seja necessário, para evitar atrapalhá-lo mais.
- Errado: Pegar a pessoa cega pelo braço para colocá-la na posição na
posição correta de sentar numa cadeira.
Certo: Colocar a mão do cego sobre o espaldar da cadeira e deixar que
ele se sente como achar melhor.
- Errado: Guiar a pessoa cega em diagonal quando atravessar a rua.
Certo: Atravessar o cego sempre em linha reta, para que não perca a
orientação.
- Errado: Tratar o deficiente com constrangimento, evitando falar
sobre sua deficiência.
Certo: Conversar naturalmente com o deficiente sobre sua deficiência,
evitando porém perguntas em excesso. Na maioria dos casos, ele preferirá falar
normalmente sobre aquilo que é apenas parte de sua vida, e não uma coisa
anormal ou extraordinária, como possa parecer ao interlocutor.
- Errado: Levar o cego a qualquer lugar onde haja mais pessoas e
entrar como se ele pudesse ver quem está no recinto.
Certo: Apresentar o cego a todas as pessoas que estejam num local onde
ele é levado por outra pessoa vidente.
- Errado: Ao receber um cego em sua casa, deixá-lo orientar-se
sozinho.
Certo: Ao receber um cego em sua casa, mostre-lhe todas as dependências
e os possíveis obstáculos, e deixe que ele se oriente, colocando-se disponível
para mostrar-lhe novamente alguma dependência, caso ele ache necessário.
- Errado:Constranger-se em avisar o cego de que ele está com alguma
coisa errada na sua vestimenta ou aparência física, ou que está fazendo
movimentos não usuais, como balançar-se ou manter a cabeça baixa durante uma
conversa.
Certo: Conscientizar-se de que o cego, por não enxergar, não segue o
padrão de imitação visual, não podendo, portanto, seguir o comportamento
aparente das pessoas videntes. Avisar o cego sempre que perceber que ele está
com aparência ou comportamento fora do padrão social normal, evitando que ele
caia no ridículo.
- Errado: Avançar subitamente sobre a pessoa deficiente por achar que
ela não vai conseguir realizar uma tarefa (por exemplo, quando o cego está
levando o garfo à boca), se o deficiente não solicitar ajuda.
Certo: Permitir que o deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo
quando lhe pareça impossível. Só se deve socorrê-lo em caso de perigo.
- Errado: Agarrar a pessoa cega com intuito de orientá-la quando ela
está caminhando normalmente na rua.
Certo: Deixar que o cego aprenda por si só a transpor os obstáculos da
rua, pois ele é capaz de fazê-lo sozinho. Segurar seu braço, exceto no sinal
ou diante de algum perigo real, na verdade o desorienta.
- Errado: Chamar a atenção para o aparelho de surdez.
Certo: Estimular o uso do aparelho, encarando-o com a mesma
naturalidade com que são vistos os óculos.
- Errado: Gritar de longe e/ou às costas de uma pessoa surda para
chamá-la.
Certo: Para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja de costas,
deve-se tocá-la, de leve, no braço, antes de começar a falar com ela.
- Errado: Gritar para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja
em perigo
Certo: Procurar chegar até ela o mais rapidamente possível, procurando
ajudá-la. Lembrar que uma pessoa que atravessa a rua poderá ser surda,
podendo, por isso, não ouvir a buzina de seu carro.
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