Portal do Espírito |
|
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Escolas: Precisa-se!!!Amílcar Escolástico «Revista de Espiritismo» nr. 36, Julho-Agosto-Setembro 1997 Já nos dizia o poeta António Aleixo, noutras palavras, que este mundo só caminhará para melhor quando fizermos das prisões e das igrejas verdadeiras escolas. Precisamente no dia 29 de Abril do corrente ano, dia em que Divaldo Pereira Franco palestrou em Coimbra, meditávamos sobre a realidade que nos cerca. Isto porque ao ter nas mãos o jornal «A Capital», adquirido no intuito de apanhar um artigo sobre o grande orador, nos tocou profundamente ler as atrocidades que alguns elementos da sociedade de que todos nós fazemos parte ainda se envolvem. O caso em questão consistiu em 8 jovens cometerem uma violação, roubo e humilhação a um jovem casal de namorados. Mas enquanto lia com algum constrangimento a indesejada notícia, o comboio avançava em direcção a Coimbra, com toda a velocidade e segurança que o conhecimento e capacidade do homem actual logrou alcançar. Pensava então em como conseguimos movimentar-nos rapidamente, deslocar-nos em pouco tempo aonde queremos, fazer boas fotografias, boas filmagens, boas reportagens de rádio e de televisão, etc., isto sem falar nas altas tecnologias. Mas… e o resto? Tanta dor, tanta humilhação, tanta miséria moral. Que fazemos nós dentro da sociedade de que somos parte integrante. Ouvimos muitas vezes dizer, e em tempos também o pensávamos que só se resolve à força, enfim, com as mais tristes expressões de linguagem e de falta de condescendência para com os semelhantes. Mas raramente procuramos assumir as responsabilidades que nos cabem esquecendo-nos de que somos frutos desta grande árvore que é a nossa sociedade. Se são maus é porque a árvore que os tem criado não é grande coisa, e como estamos fartos de ouvir, árvore ruim não pode dar bons frutos. Então será necessário cuidarmos da árvore rapidamente mas não da maneira como temos feito, porém sim com consciência e sentido de responsabilidade. Já nos dizia o poeta António Aleixo, noutras palavras, que este mundo só caminhará para melhor quando fizermos das prisões e das igrejas escolas. Então estaremos no caminho de cativar as criaturas para uma verdadeira reforma íntima. Mas embora muitos não dêem valor, o centro espírita representa no fundo as igrejas a transformarem-se em escolas. Daí a nossa responsabilidade como espíritas de prepararmos essas escolas de forma a poder ser dado o contributo que se espera. É urgente o esclarecimento para alteração do pensamento humano. É necessário não nos julgar-mos donos do conhecimento, que tudo está bem no centro onde militamos, que nada temos a aprender ou alterar para melhor. Tentemos conhecer e conversar com as associações inseridas no movimento, porque isso será a prova inequívoca de que estamos compreendendo Kardec, de que estamos vivendo Kardec. E as prisões? Será que se estão a aproximar de verdadeiras escolas? Parece já haver pelo menos entendimento de que é necessário a instrução das criaturas que vão parar a essas instituições. Será o melhor antídoto contra as respectivas fraquezas morais. Mas, atenção, o conhecimento académico é importante mas o que mais está em causa é formação moral, é reconhecimento e reforma da sua maneira de ver e entender a vida. Para isso é necessário encontrar a força criadora da vida, no intuito de evoluirmos. Para isso também a imprensa terá de crescer para reconhecer e valorizar o que é positivo na vida, de forma a criar o optimismo, o altruísmo, a força e a vontade de viver com alegria e harmonia. No meio de pensamentos e leituras cheguei a Coimbra, desci e apanhei a direcção da Associação dos Comerciantes e Industriais daquela cidade. Aí, cheguei e deparei com uma sala superlotada de pessoas que já descobriram como cimentar os tais verdadeiros valores que as traças não roem e a ferrugem não corrói. Como sempre, este grande instrutor da Humanidade falou e encantou, esclareceu, elucidou e fez vibrar corações. Com muita vontade de continuar, mas fazendo-se tarde, tive de regressar ao Porto. Em viagem continuava a meditar como levar ao conhecimento das pessoas tão grandes verdades, como as acordar. E continuei a chegar à conclusão: é necessário prosseguir a trabalhar a nível nacional, não pode ser só quando cá vem esse grande orador, é necessário que os residentes continuem a trabalhar, a trazer à luz do dia os valores morais e as verdades eternas. Em conjunto com toda a imprensa que até já vai admitindo e abrindo as suas páginas, às vezes ainda fugindo ao ângulo certo, possamos todos revitalizar as nossas mentes de forma a que as criaturas jamais se envolvam em situações que nos trazem «choro e ranger de dentes» desnecessariamente. Entraremos num mundo de regeneração quando nos jornais jamais aparecerem notícias das que mencionamos porque violados e violadores terão entendido que perdoando e pedindo perdão é a única forma de alcançarmos paz. |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |