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Reciclagem: o mais possívelRevista de Espiritismo nr. 27, 2.º trimestre de 1995 Reciclagem é reaproveitamento de materiais já utilizados, que assim vão aumentar o quantitativo de matérias-primas e dispensar pelo menos parcialmente a recolha de algumas dessas substâncias. Veja o exemplo do papel. Os consumidores gastam-no diariamente: os escritórios, repartições administrativas, a imprensa, as escolas, etc.. Uma grande parte desse papel é depositada no lixo de forma imprestável. Só que seria muito melhor se fosse separado de outras substâncias deitadas ao lixo e assim pudesse ser reciclado, isto é, reaproveitado e refabricado de forma a poupar muitas árvores que, de outra forma, são destruídas, passando a deixar de cumprir a sua função (oxigenadora, integrante de habitates), que é cada vez mais fundamental na natureza. A recolha de matérias-primas, como se sabe, não é inesgotável. Há uma altura em que, por este caminho, se poderão vir a extinguir, perigosamente, para toda a humanidade. E depois esta tem que se confrontar com o esgotamento desse recurso enquanto matéria-prima e enquanto (no caso das árvores) entes renovadores da atmosfera que respiramos. Já repensou o quanto isto é problemático? Que Terra estamos a construir (consumir) para dentro de 30, 60 ou 100 anos? Acredita realmente na reencarnação?! Por isso, não vale descurar estes problemas. Prevenir é sempre melhor do que remediar, quando isso é possível. Mais importante do que comprar papel reciclado é contribuir para a reciclagem do papel que deitamos imprestavelmente ao lixo. Há várias Câmaras Municipais que estão a tentar instituir depósitos de lixo devidamente separados. Mas é necessário que seja cada cidadão a separar o seu próprio papel já gasto para o despejar no depósito respectivo, assim como em relação a plásticos, a vidros (garrafas e garrafões) ou outros resíduos sólidos que já possuam depósitos específicos para reciclagem. Pense nisso! E, já agora, seja minucioso ao ponto de, se tiver sede agora que o calor regressa, quando for ao café beber água, prefira deitá-la de uma garrafa de vidro do que de uma de plástico. Este é menos reciclável do que o vidro. Pense em si. Pense na Terra que o aguardará numa nova existência, numa próxima vi(n)da. |
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