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A inultrapassável grandeza do EvangelhoRogério Coelho "Passará o Céu e a Terra, mas as minhas palavras não
passarão" Ao prometer o outro "Consolador" para a Humanidade, Jesus afirmou que esse novo Consolador ficaria eternamente conosco, estaria em nós... Isso se deve ao fato de que Ele era portador das Notícias Novas que o Pai Celestial estava permitindo chegar à Terra para alforria dos seres submetidos ao guante das provas e expiações. Essas informações, por serem de ordem divina, não poderiam jamais cair no esquecimento. A inultrapassável grandeza do Evangelho baseia-se na sua característica singular e na sua indiscutível perenidade. O Espiritismo é o "Consolador Prometido", e, como tal, faculta o acesso da criatura na verdadeira compreensão dos postulados messiânicos. Tal a razão pela qual o Mestre Lionês afirmou(1): "(...) O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: "Ouçam os que têm ouvidos para ouvir." O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores. Disse o Cristo: ‘Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados’. Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura, e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O Espiritismo dá ao homem a inabalável fé no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da Alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho. Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador Prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança". O tempo dos dogmas e da fé cega já passou, A Doutrina Espírita, que é a Religião do Futuro, não compactua (como o fizeram as religiões de antanho) com os poderes temporais, coerente com a afirmativa do Cristo de que não é daqui o Seu Reino. Por isso, dentro das novas expressões evolutivas, os cerceamentos dogmáticos não podem mais vicejar, compreendendo-se que a Doutrina Espírita, sendo progressiva, não pode ser "engessada" em conceitos horizontais e oportunistas, a fim de que, livre de toda peia e limitação, possa abrir o imenso leito onde deverá espraiar-se a inultrapassável grandeza do Evangelho do Senhor. (1) Kardec, A. in "O Evangelho Segundo o Espiritismo"- Capítulo VI, item 4 ... dentro das novas expressões evolutivas, os cerceamentos dogmáticos não podem mais vicejar (Jornal Mundo Espírita de Dezembro de 1998) |
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