Portal do Espírito |
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Espiritismo x CristianismoPaulo da Silva Neto Sobrinho "Este site apresenta um estudo comparativo entre o Espiritismo e o Cristianismo. O nosso objetivo é puramente informativo, e não de ofender ou atacar qualquer pessoa que estiver interessada nessas informações. Trata-se de uma abordagem séria dos ensinamentos dessas religiões tão conflitantes. Caso você queira falar conosco, envie um e-mail...".
Navegando pela Internet, encontramos o site: www.cicero.com.br, que tece comentários a respeito da questão do Espiritismo não falar a mesma língua do Cristianismo. Os pontos que o autor aborda são os citados acima. Normalmente as pessoas, antes de atacarem a Doutrina Espírita, dizem: nosso objetivo não é ofender e nem atacar (conforme como colocaram acima), no entanto em seus argumentos a respeito do Espiritismo fazem sempre o contrário. Quando são claros dizem, que somos obra do demônio, quando não dizem que não temos nada do Cristianismo. No caso específico deste site, até se preocuparam em "scannear" trechos de Livros da Codificação, tentando com isto, provar uma certa autenticidade naquilo que dizem. Entretanto, certos trechos não têm nada a ver com o que colocam. São parciais, e assim não espelham com precisão a idéia contida nos Livros. Iremos, neste estudo, trazer nossos contra-argumentos a todos os tópicos abordados neste site, que só servem aos que sempre se sujeitam às idéias dos outros, tal como o ditado popular que diz: "Só lobos caem em armadilha de lobos", isto é, não causam nenhum prejuízo aos que realmente estudam o Espiritismo. Servem apenas como propaganda contrária e enganosa, aos que não têm nenhum conhecimento do que é VERDADEIRAMENTE o Espiritismo. É a esses, principalmente, que temos como objetivo atingir com os nossos estudos. Mas, como nunca poderemos dizer que estamos de posse de toda a verdade, aconselhamos que não parem com seus estudos, pois é somente através de muito estudo que irão encontrar A VERDADE QUE LIBERTA. E, por fim, para um melhor entendimento, faremos a mesma divisão dos tópicos que o autor fez, que não tem outro objetivo senão de provar que o Espiritismo não é Cristianismo. Também, colocaremos em itálico, entre barras e sombreado tudo que é desse autor, como já iniciamos fazendo. ENSINAMENTOS: ESPIRITISMO X CRISTIANISMOEstamos a partir deste momento propondo-nos a colocar os nossos contra-argumentos em defesa da Doutrina Espírita ao que está colocado nesse site. Muito embora saibamos que existem pessoas com maior gabarito do que nós. Infelizmente, como não houve resposta ao nosso apelo "Quem nos Defenderá" publicado no Jornal Espírita de Janeiro de 2001 nº 305, temos por dever tentar fazê-lo. Procuram, nesse site, desenvolver todos os seus argumentos de que o Espiritismo e Cristianismo são duas coisas diferentes. Que nós os Espíritas não temos nada a ver com ele. Para mostrar que eles têm base, colocam cópia "scaneada" de páginas de livros Espíritas. Iremos demonstrar no desenrolar de nossos estudos, que não lhes assiste razão nenhuma para tal. Que, o que querem colocar como Cristianismo não é nada mais que posições individuais, que não condizem com os ensinamentos de Jesus. Vamos aos textos que, para uma melhor identificação serão colocados em itálico e entre duas barras: O que diz o espiritismo? O espiritismo afirma primeiramente não ser uma religião. "Seu verdadeiro caráter é, pois, o de uma ciência e não de uma religião (*); e a prova disso é que ele conta entre os seus aderentes homens de todas as crenças, que por esse fato não renunciaram às suas convicções: católicos fervorosos que não deixaram de praticar todos os deveres do seu culto, quando a Igreja os não repele; protestantes de todas as seitas, israelitas, muçulmanos e mesmo budistas e bramanistas". (O que é o espiritismo - 26a Ed. - Cap I - Terceiro Diálogo - O Padre - Pág. 130). Já em outra obra espírita, contradiz completamente o que foi dito acima, afirmando ser o espiritismo não só uma religião, mas a verdadeira religião. "(...) instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai diretamente a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, (...)". (Obras Póstumas - 19a Ed. - Segunda Parte - Futuro do Espiritismo - Pág. 299). Realmente, Kardec fez de tudo para não rotular o Espiritismo de Religião, porque não queria igualá-lo às religiões dogmáticas existentes. Como não tinha outro termo, preferiu ressaltar o aspecto científico da Doutrina. Conforme poderemos comprovar em seu último discurso proferido em 1º de novembro de 1868, dizia ele: "Se assim é, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida, senhores. No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza". "Por que, então, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque não há uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí senão uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou a opinião pública". "Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral". Fica dessa forma, demonstrado que a "aparente incoerência" de Kardec, existe somente para aqueles que não se aprofundam nos estudos da Doutrina Espírita. Contentam-se com o brilho da superfície dos lagos que só engana aos tolos. Um dos ensinamentos dos livros espíritas descreve a forma que deve ser feita uma abordagem com alguém que não é espírita. "Cumpre nos façamos compreensíveis. Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, necessário é lhe tiremos esse convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas idéias: é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir conosco". "Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não se ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para os trazer pouco a pouco à verdade. Apropriam sua linguagem às pessoas, como tu mesmo farás, se fores um orador mais ou menos hábil. Daí o não falarem a um chinês ou a um maometano, como falarão a um francês, ou a um cristão. É que têm a certeza de que seriam repelidos". (Livro dos Médiuns - 29a Ed. - Cap. XXVII - Das Contradições e das Mistificações - Pergunta 301 - Pág. 336). Por não se aprofundarem é que sempre tiram conclusões apressadas. Porém parece que, em alguns casos, querem mesmo é distorcer o sentido do texto. Esses citados acima, não foram colocados como "técnica de abordagem" para usarmos para uma pessoa não espírita. Kardec estava apenas justificando por que, em alguns casos, existem contradições naquilo que os espíritos transmitem. Vejamos a pergunta que teve como resposta esses textos: Com qual objetivo os Espíritos sérios parecem abonar junto a certas pessoas, idéias e mesmo preconceitos que combatem junto de outras? Mas de qualquer maneira, mesmo não sendo nossa "técnica de abordagem" é bem verdade que, se queremos que uma nova idéia seja aceita pelos outros, teremos em tese que fazer o que diz a resposta. Se acham que não é assim, podemos provar, até mesmo com passagem da Bíblia. Senão vejamos, em Atos 17, 22-23 encontramos Paulo, em Atenas, procurando convencer os atenienses de que o "altar ao deus desconhecido" que eles veneravam seria, na verdade, o do Deus que ele seguia. Quem quiser pesquisar, o Cristianismo em sua origem, irá verificar que muitos dos rituais que algumas correntes religiosas fazem, nos dias de hoje, tiveram como base as práticas dos cultos pagãos. Por último, outro livro afirma que os ensinamentos do espiritismo são os mesmos ministrados no Cristianismo. "O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa". (O Evangelho segundo o Espiritismo - 106a Ed. - Introdução - Item IV - Sócrates e Platão - Pág. 47). Fica aqui a pergunta. Será que ensinam a mesma coisa realmente? Vamos nesse estudo comparativo responder essa questão com bastante seriedade. O próprio livro espírita nos dá uma dica de quem está com a razão. "No Cristianismo encontram-se todas as verdades;" (O Evangelho segundo o Espiritismo - 106a Ed. - Cap. VI - Instruções dos Espíritos - Pág. 130). Aqui já não nos restam dúvidas de que querem mesmo é dar outro sentido ao texto, pois no segundo, trecho cortaram o complemento da frase:... "são de origem humana os erros que nele se enraizaram", não sendo, portanto, a idéia que querem passar. Com absoluta certeza, o verdadeiro Cristianismo não é o que se encontra por aí, o qual serve mais aos interesses dos homens do que os de Deus. O que diz o Cristianismo? O cristianismo segue a Bíblia como sendo a Palavra de Deus. Segue os seus ensinamentos e acredita que Ela foi escrita por homens inspirados por Deus. (Marcos 12:24, II Timóteo 3:16 e II Pedro 1:20-21). Inclusive, a própria Bíblia do Cristianismo alerta quanto ao perigo de se mudar o seu conteúdo. (Apocalipse 22:19). Em Timóteo 3,16 Paulo disse: Pois toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para educar na justiça.Tudo bem. Só que se formos aceitar a opinião de Paulo como verdadeira, a Palavra de Deus ficará contendo erros, o que é completamente impossível. Vejamos, para comprovar, estas passagens do Novo Testamento: Mateus 20, 30: Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: Lucas 18, 35: Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho. Afinal quantos cegos eram na verdade; dois ou um só? Mateis 8, 28: No outro lado do lago, na terra dos gadarenos, dois possessos de demônios saíram de um cemitério e vieram-lhe ao encontro. Lucas 8, 27: Mal saltou em terra, veio-lhe ao encontro um homem dessa região, possuído de muitos demônios. Aqui também, eram dois possessos ou somente um? Mateus 26, 7: Estando à mesa, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, cheio de perfume muito caro, e derramou-o na sua cabeça. João 12, 2-3: Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com os seus cabelos. Mateus se refere a uma mulher desconhecida, pois se fosse Maria, irmã de Marta e Lázaro, teria citado o nome dela, conforme o fez João. Assim perguntamos era uma outra mulher ou era mesmo Maria? O perfume foi derramado na cabeça ou nos pés? Mateus 27, 32: Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem abrigaram a levar a cruz de Jesus. João 19, 17: Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz. Perguntamos, afinal quem carregou a cruz? Simão ou Jesus? Existem várias outras passagens, mas fiquemos somente com essas, pois já são provas mais do que suficientes. Não se admitindo que Deus, em hipótese alguma, possa errar, teremos que forçosamente admitir que a Bíblia errou, não há como sair disso. Assim derrubamos a tese da "inerrância" da Bíblia. Parece que João estava tendo mesmo era uma visão do futuro, pois já previa as adulterações da Bíblia, por parte dos que querem, de qualquer forma, adaptá-la às suas verdades, conforme iremos demonstrar a seguir nas seguintes edições da Bíblia: Levítico 19, 31 (= Levítico 20, 6): Vozes: Não recorrais aos médiuns, nem consulteis os espíritos para não vos tornardes impuros. Eu sou o Senhor vosso Deus. Ave Maria: Não vos dirijais aos espíritas nem adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Pastoral: Não se dirijam aos necromantes, nem consultem adivinhos, porque eles tornariam vocês impuros. Eu sou Javé, o Deus de vocês. Paulinas: Não vos dirijais aos magos nem interrogueis os adivinhos, para que vos não contamineis por meio deles. Eu sou o Senhor vosso Deus. A expressão correta, ao que parece, seria necromantes, entretanto em algumas Bíblias encontramos médiuns e espíritas, conforme acabamos de mostrar, só que quem adulterou talvez não tinha conhecimento de que esses termos foram criados por Kardec quando em 18.04.1857 ele lança o Livro dos Espíritos. Trata-se, portanto, de um neologismo, assim nunca poderia constar na Bíblia, cujos escritos terminaram por volta do ano 100 d.C. Escolha os tópicos abaixo para descobrir a grande diferença entre o Cristianismo e o espiritismo. Ensinamentos/ Reencarnação/ Doutrina da Trindade / Criação do Homem /Identidade dos Espíritos/ Curando os Enfermos/ Salvação/ Comentando I Samuel 28/ Minha Experiência de Vida/ Material de Apoio. Iremos realmente seguir a recomendação contida no site. Vamos "descobrir" a grande diferença que existe entre Espiritismo e Cristianismo. É o que nos propomos a fazer na seqüência deste estudo. Teremos oportunidade de verificar que o autor do Livro A Dimensão Humana de Cristo, Djalma Argollo, está coberto de razão quando diz: O Cristianismo, por seu lado, é um conjunto sistematizado de conceitos, interpretações e ilações sobre os atos e palavras de Jesus, que são, em geral, conflitantes com o que ele disse e fez. Assim é que, normalmente, quem se diz cristão não é um seguidor direto do Cristo, mas de escolas teológicas, cada qual se propondo como sua única e verdadeira representante. O Cristianismo afirma os seguintes dogmas: Jesus Cristo é Deus. Isto em contradição com os textos evangélicos, onde o mestre sempre diz ter uma situação subordinada e diferente da Divindade. Afirmar a identidade entre o Mestre e Deus é chamá-lo de fingido e enganador. (...). Para se salvar basta crer. O Mestre, porém, afirma: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, será comparado a um homem sensato", (...) Portanto, não basta crer, é necessário viver os ensinos de Jesus. Somente a Graça Divina pode operar a salvação. Enquanto o Mestre condiciona a "salvação" à pratica da moral que ensinou. (...). A morte de Jesus resgata os erros de todos aqueles que crerem nele. Em momento algum o Mestre defendeu tamanho absurdo, este é mais um disparate teológico elaborado por Paulo de Tarso (...). Jesus foi unigênito, isto é, foi o primeiro e único filho de Maria. Este dogma está em conflito com os Evangelhos, pois afirmam que o Mestre teve irmãos e irmãs. Maria foi virgem antes, durante e após o parto. A única parte que encontra apoio nos Evangelhos é a primeira, ou seja, Maria era virgem antes do parto. O resto é mera especulação. Maria não morreu, mas foi levada aos céus com seu corpo físico. Este dogma, sancionado recentemente, não tem respaldo nos escritos do Novo Testamento. Estes três últimos dogmas foram rejeitados pela Reforma, menos a concepção virginal. Vejam como, na verdade, deturparam o Cristianismo. Ele, assim todo desfigurado, realmente não está de acordo com o Espiritismo, que busca, acima de tudo, o Cristianismo de Jesus, tão puro quanto ele ensinou. REENCARNAÇÃOA questão da reencarnação parece ser algo que a maioria das correntes religiosas não tolera na Doutrina Espírita. Tentam de todas as maneiras refutar tal conceito, não poupando para isso citações de passagens da Bíblia que, segundo eles, são contra ou negam a reencarnação. Pensando sobre este assunto só encontramos uma explicação para tamanha ojeriza a este tema: é que sem ela a salvação dos crentes fica nas mãos dos líderes, que supõem ter em seu poder as chaves da porta do céu ou o inferno a quem eles quiserem. Incutem tanto medo aos que lhes seguem que, os pobres coitados, pagam a peso de ouro a sua libertação do fogo do inferno. Acham que a reencarnação é um princípio inventado pelo Espiritismo e que não existem provas científicas. É um grande equívoco isso, primeiro porque não inventamos tal conceito e segundo, há provas científicas sobre ela. É o que tentaremos demonstrar, no decorrer deste estudo, que visa principalmente contra-argumentar o que se diz a respeito da reencarnação neste site. Mas, antes mesmo de entrar no assunto, citaremos alguns trechos do Livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência de José Reis Chaves, para uma necessária reflexão por parte daqueles que por não a entenderem plenamente a combatem, tal e qual Dom Quixote da La Mancha combatia os moinhos de vento.
Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem. Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia. É necessário que façamos um estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha o dom para isso. É, pois, engano pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de suas igrejas. A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer bem as Escrituras Sagradas, tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de outros livros sagrados de outras religiões, pois os arquétipos junguianos estão, também, presentes nas literaturas de todas as escrituras sagradas e não só da Bíblia.
Esse foi um dos motivos de a reencarnação ter sido tirada da Igreja e, mais ainda, de ela não ser aceita hoje com bons olhos pela Igreja e outras ramificações cristãs, pois as igrejas e templos seriam, em parte, esvaziados, passando os padres e pastores a ter menos prestígio e menos influência sobre seus fiéis, já que a reencarnação nos mostra que nossa salvação depende mais de nós do que dos sermões inflamados e dos rituais de padres e pastores; o que, aliás, é uma realidade, menos para quem não aceita a reencarnação. Vamos, primeiramente, buscar a lógica da reencarnação. Não sem antes falarmos que alguns sustentam que nos ensinos de Jesus não encontramos nada a respeito, assim sendo, não há como aceitar tal princípio. A isso temos duas respostas. A primeira, supondo-se que se realmente Jesus não tivesse dito nada a respeito devemos convir que isto seria um argumento muito fraco, pois o próprio Jesus disse: "Muitas coisas ainda tenho para dizer-vos mas não as podeis compreender agora" (João 16, 12), assim podemos afirmar, com a absoluta certeza, que mesmo que Ele não tivesse dito nada sobre isso, não quer dizer, necessariamente, que não exista, pois Ele mesmo afirma não ter dito tudo que deveria dizer. Segundo, na realidade ele confirmou a reencarnação quando disse que João Batistas era o Elias que estava para vir: "E se quiserdes aceitá-lo, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos, ouça". (Mateus 11, 14-15). Queremos, logo no princípio deste estudo, demonstrar que apenas por uma questão de lógica já seria um argumento mais do que suficiente para aceitarmos a reencarnação, abstração feita de estar ou não no Evangelho. Vemos que apesar destas pessoas se dizerem espiritualistas, na verdade dão ao corpo físico maior importância que ao espírito eterno que habita neste corpo, agem, portanto como verdadeiros materialistas, pois é nele que esperam voltar um dia, quando da ressurreição dos mortos em que, cegamente, acreditam. Devemos, também, deixar bem claro que os nossos argumentos somente serão compreendidos por aqueles que acreditam, sem dúvida alguma, na imortalidade da alma, porque fora disto não há o que argumentar. Segundo a crença destas pessoas a alma, ou espírito, é criado no momento da concepção, ou seja, somente a partir do início da formação embrionária de um corpo físico é que Deus criaria o espírito que irá habitar aquele novo corpo. Isto equivaleria dizer que Deus, na criação dos espíritos, estaria subordinado à vontade humana, pois os espíritos só poderiam ser criados quando um casal humano, numa relação sexual, iniciasse a formação embrionária de um novo ser. Não dá para aceitar tamanho disparate. Mesmo não aceitando isso, vamos, para continuar nossa linha de raciocínio, admitir que seja da forma como pensam. Se assim for, teremos que admitir Deus totalmente parcial, que não age com igualdade ao criar os espíritos, porque a uns dá a inteligência, a outros a "burrice", uns a sabedoria em determinada área do conhecimento humano, a outros nada, devem aprender tudo, uns um perfeito corpo físico, a outros um corpo deformado, uns a mais completa riqueza, a outros a miséria e pobreza, e assim por diante, fiquemos por aqui, pois a lista ficaria enorme, apesar disto tudo, ainda teimam em afirmar ser Deus plenamente justo. Mas que justiça é essa em que um Pai dá tratamento diferenciado a seus filhos? Normalmente, só aceitam esta inconcebível justiça divina quando tais coisas não acontecem com os seus próprios filhos, para os filhos dos outros é tudo natural, é tudo muito justo. O egoísmo os deixa cegos, não conseguem compreender que tais coisas são absurdas vindo de um Deus, pois o mais miserável pai humano que tivesse em suas mãos o poder de dar a seus filhos tudo o que ele quisesse não os colocariam em situações tão opostas perante a vida. Vejamos um outro ponto. Se nossos espíritos são criados juntamente com o corpo físico, como dizem, então não entendemos porque algumas crianças desde bem cedo já manifestam precocemente, em seu comportamento, tendências para a maldade. Será que foi Deus que as colocou nesta vida com este caráter de maus? É possível isso? Como ficaria difícil a salvação destas crianças, não? Por que vemos certas crianças sem a mínima afinidade para com o pai ou a mãe ou até mesmo para com os dois? Será também isto obra de Deus? Mas que Deus é este que já desde cedo coloca no coraçãozinho de uma criança um tremendo ódio pelos seus próprios pais? Porque os filhos se tornam tão diferente uns dos outros, se recebem a mesma educação, supondo-se que nenhum conhecimento possuíam ao nascer, eram, vamos dizer, espíritos "zero km"? A não ser a esdrúxula explicação: é mistério de Deus, e os mistérios de Deus são insondáveis. É uma explicação que não explica nada a não ser continuar deixando Deus em atitudes de desigualdade e injustiça perante suas criaturas. Temos mais ainda; que o lugar onde nascemos é Deus quem nos coloca, não é mesmo? Assim por que faz alguém nascer num lugar onde o próprio meio contribui para que ele se torne um mau elemento, seria também isto justo? Para completar, estas pessoas dizem que ao morrermos iremos para o céu ou para o inferno, ambos por toda a eternidade. Que para merecermos o céu basta nos arrependermos de nossos pecados ou aceitar Jesus como Senhor e Salvador. Mais uma vez, não conseguem perceber o absurdo disso. Suponhamos que uma pessoa passe toda a vida praticando crimes, e poucos minutos antes de morrer se arrepende de tudo, aí segundo pensam, vai para o céu. Onde estaria a justiça divina se isto acontecesse? De que adiantaria, a nós outros, passarmos todos os dias de nossa vida cultivando as virtudes se o nosso "prêmio" será o mesmo de quem não agiu desta maneira, que aberração de justiça é esta? Este mesmo raciocínio serve para os acham que é só aceitar Jesus como Senhor e Salvador, se não se tornam dignos de serem chamados de seus verdadeiros discípulos, não há como receber recompensa sem que se tenha feito algo para merecê-la. Se somos em essência espíritos imortais, gostaria também de saber se é justo recebermos uma pena eterna pelos erros cometidos por uma passagem rápida pela vida no corpo físico?. Se vivêssemos 100 anos só cometendo erros, é perfeitamente aceitável como justo 100 anos de "inferno" não mais que isto. Mais ainda, admitem Deus, que dizem ser a suprema justiça, nos dando castigo bem maior que os nossos erros. Vejam que o tratamento do ser humano para com um criminoso torna-se mais justo que o de Deus, pois o infrator é colocado na prisão por um tempo em que ele possa pagar sua pena e ainda voltar a conviver em sociedade, chegando a ponto de reduzi-la se ele tiver um bom comportamento dentro do estabelecimento penal. Por tudo isto vemos que não haveria justiça Divina se as coisas funcionassem desta maneira, entretanto coloque aí a reencarnação e tudo se encaixa, passaremos a ver as coisas de outro ângulo, e somente através dela que poderemos encontrar Deus agindo na mais perfeita justiça. As características do nosso caráter, que temos, muitas vezes, desde criança, é apenas um reflexo de experiências adquiridas, pelas quais passamos no processo evolutivo, em nossas vidas anteriores, bem como os conhecimentos e toda e qualquer tendência que possamos ter. Outras situações como corpo deformado, por exemplo, seria oportunidade de aprendizado para o nosso espírito que, em vidas passadas, violou as leis divinas, e agora na "prisão" de um novo corpo físico busca aprender, reparar e depurar-se para depois ser libertado e conquistar as alturas celestiais. Devemos compreender, finalmente, que sendo o nosso espírito eterno ele deverá ser mais importante que o nosso corpo físico, assim é a ele que deveríamos valorizar, buscando incansavelmente seu aprimoramento, através da evolução moral e espiritual, para que um dia possamos estar junto ao Pai Celestial. Dentro deste conceito todos nós, independentemente de querermos ou não, seremos, vamos dizer, arrastados pelo amor de Deus para junto Dele, passando pela necessária evolução individual a que todos nós estamos sujeitos. Todos receberemos, igualmente e na mesma medida, as oportunidades de aprendizado e evolução, ninguém é excluído. A respeito de Deus não privilegiar a ninguém vamos ver o que Jayme Andrade, autor do Livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas, diz: Deus é o Criador de todos os homens, e sendo um Pai Amoroso, qual o retrata Jesus, não iria privilegiar um pequeno grupo de bárbaros, relegando ao abandono todo o resto da humanidade por Ele criada. Os hebreus se consideram "o povo eleito de Deus", e os irmãos evangélicos acreditam piamente nessa história, por haver inúmeras referências a isso na Escritura... E como não haveria, se os escritores da Bíblia foram todos judeus? Achamos serem necessárias essas considerações para se ter uma pequena idéia do que a reencarnação pode representar para todos nós. A questão de alguém dizer que não acreditam nela, pouco nos importa, diremos até que é por simples questão geográfica, pois se tivesse nascido num país em que tal princípio fosse aceito, é bem certo que o estaria defendendo de "unhas e dentes". Vamos agora aos textos que se encontram no site citado. O que diz o espiritismo? A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.(Evangelho Segundo o Espiritismo - 106a Ed. - Cap. IV - Nascer de Novo - Item 4 - Pág. 84). O espiritismo afirma ainda que a Bíblia apresenta provas conclusivas que a reencarnação existe. Em primeiro lugar, diz que João Batista foi a reencarnação de Elias. Para tanto cita o texto de Lucas 1, 13-17. Em segundo lugar, refere-se ao episódio do Monte da Transfiguração como sendo uma sessão mediúnica. O texto citado encontra-se em Mateus 17, 1-13. Kardec bem definiu o que é o princípio da reencarnação, por isso nada podemos acrescentar. Só poderemos afirmar que para nós é muito mais fácil acreditar na reencarnação do que na ressurreição dos mortos, visto que a ciência diz que nosso corpo físico, após a decomposição, devolverá à natureza os elementos de quem tomou emprestado. Quanto à reencarnação iremos comprovar que existe no Evangelho, entretanto quanto à ressurreição, em que acreditam e esperam, não temos a mesma certeza. As ditas ressurreições constantes do Evangelho (da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro, citadas por Mateus 9, 18-26, Lucas 7, 11-17 e João 11, 1-44, respectivamente), poderiam muito bem ser casos de catalepsia. Quais os recursos médicos que existiam àquela época? Poderiam afirmar, com absoluta certeza, que uma pessoa tenha realmente morrido? E mais, as mortes eram sempre acompanhadas de laudo médico sobre as suas causas? Também ficaria no conceito dos que nos atacam, incoerente com Hebreus 9, 27: Para os homens está estabelecido morrerem uma vez e logo em seguida virá o juízo, pois se estas pessoas morreram e depois ressuscitaram tiveram duas mortes. Iremos provar que no Evangelho existe a idéia da reencarnação, assim vamos iniciar procurando ter uma visão de como as pessoas, na época de Jesus, pensavam sobre o assunto, assim temos: a) Para os discípulos A idéia que os discípulos faziam está em João 9, 1-3: Quando ele ia passando, viu um homem que era cego de nascença. Os discípulos perguntaram: "Mestre, quem pecou, para este homem nascer cego, foi ele ou seus pais" Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais, mas isso aconteceu para que as obras de Deus se manifestem nele". Como um cego de nascença poderia ter pecado? Se a cegueira fosse "castigo de Deus" pelos pecados daquele homem, onde estaria seu pecado, pois era cego desde quando veio ao mundo. Para ter lógica, somente poderia ter cometido suas faltas em existências anteriores. Fato que os discípulos acreditavam, pois só assim justificaríamos a pergunta deles a Jesus: "Quem pecou, para este homem ter nascido cego, foi ele ou seus pais?". Diante do princípio "a cada um segundo suas obras" (Mateus 16, 27), no dizer do Mestre, ninguém paga pelo erro do outro, ficando a responsabilidade dos atos atribuída às próprias pessoas que os praticam. A resposta de Jesus: Nem ele nem seus pais, mas isso aconteceu para que as obras de Deus se manifestem nele, poderá ser explicada da seguinte forma: diante de tanta ignorância e atraso espiritual daquele povo, havia a necessidade de Jesus fazer alguns "milagres", como os fez, no sentido de despertar as criaturas para as verdades do Pai. Assim, com Jesus encarnaram vários outros espíritos que vieram com a tarefa de auxiliá-lo em sua missão e este homem cego era um deles. Também os que escolheu como apóstolos, que largaram tudo para seguí-lo, ao serem chamados se lembraram do compromisso que assumiram, quando estavam no plano espiritual. b) Para o Povo em Geral Tendo chegado à região de Cesaréia de Felipe, Jesus perguntou aos discípulos: "Quem dizem por aí as pessoas que é o filho do homem?" Responderam: "Umas dizem que é João Batista, outras que é Elias, outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas". (Mateus 16, 13-14). O povo também acreditava que uma pessoa morta poderia voltar. Ao dizerem que Jesus seria João Batista, Elias, Jeremias ou alguns dos profetas confirmam este entendimento, pois todos eles já haviam morrido, e somente João Batista não poderia ter reencarnado como Jesus, pois foram contemporâneos. Embora, à época desta narrativa, já tinha sido morto por ordem de Herodes. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvia falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso – porque uns diziam que João Batista ressuscitou dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. – Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça de João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?" E ardia por vê-lo. Marcos 6, 14-16). Nesta passagem encontramos novamente o pensamento do povo a respeito de Jesus, entretanto, ainda podemos tirar, sem nenhuma sombra de dúvida, que naquele tempo o conceito de ressurreição é o que hoje chamamos de reencarnação. Conforme o texto, Jesus, no pensamento do povo, poderia ser João Batista ou mesmo um dos antigos profetas ressuscitado, o que significa em linguagem clara é que acreditavam mesmo na possibilidade de Jesus ser a reencarnação de alguém que tinha vivido anteriormente. c) Para os intelectuais Em João 3, 1-8: Havia entre os fariseus um, chamado Nicodemos, dos mais importantes entre os judeus. Ele foi encontrar-se com Jesus à noite e lhe disse: "Rabi, bem sabemos que és um Mestre enviado por Deus, pois ninguém seria capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estivesse com ele". Jesus respondeu: "Eu te afirmo e esta é a verdade: ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo". Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?" Jesus respondeu: "Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Não te admires do que eu disse: é necessário para vós nascer de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem aonde vai. Assim é quem nasceu do Espírito". Antes de nossa argumentação, vamos ver o que consta em Atos 23, 8: É que os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjos, nem espíritos, enquanto que os fariseus admitem todas estas coisas. Ora, Nicodemos era um fariseu, portanto, conforme se deduz deste texto, ele acreditava na ressurreição. E, como já mostramos anteriormente, corresponderia dizer que ele acreditava na reencarnação. Observemos que Nicodemos entendeu muito bem o que Jesus quis dizer com o "nascer de novo" a única dúvida que lhe ficou foi: como isso poderia acontecer. Razão de suas perguntas: Como pode nascer um homem já velho? Pode voltar ao ventre de sua mãe e nascer segunda vez? Demonstra, Jesus, a separação entre o corpo físico e o elemento espiritual (espírito), o que nasce da carne é carne, o que nasce do espírito é espírito. d) Para Jesus Veremos agora, o próprio Jesus confirmar a reencarnação, fato que não combateu, quando do questionamento dos discípulos acerca do cego de nascença e quando da resposta a respeito de quem as pessoas pensavam que Ele era. No Antigo Testamento, o profeta Malaquias (3, 23) anuncia a volta de Elias: Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais de interdito a Terra. A volta é de Elias, mas para não deixar a idéia da reencarnação procuram, algumas vezes, dar ao termo Elias outro significado. Em Lucas l, 13-14, encontraremos o anúncio da chegada de Elias: Mas o anjo lhe disse: Não tenhas medo, Zacarias, porque tua oração foi ouvida: tua esposa Isabel vai te dar um filho e lhe porás o nome de João. E continuando no versículo 17: Ele o precederá com o espírito e o poder de Elias, para reconduzir o coração dos pais aos filhos, bem como os rebeldes aos sentimentos dos justos. Vai preparar assim para o Senhor, um povo bem disposto. Se João estaria com o espírito e o poder de Elias, conclusão lógica que João era o próprio Elias reencarnado. E finalmente a confirmação que João Batista era o Elias: Os discípulos lhe perguntaram: "Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?" Respondeu-lhes: "Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles". Então, os discípulos compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista. (Mateus 17, 10-13). Não foi Elias reconhecido por estar reencarnado como João. Se fosse o contrário, Jesus não deixaria que seus discípulos continuassem pensando que João era Elias, pois em várias passagens demonstrou conhecer os pensamentos mais íntimos das pessoas. E para que não restasse dúvida alguma quanto a isso, vem Ele próprio dizer: E, se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para vir. (Mateus 11, 14).Aqui fica bem clara e taxativa a reencarnação, pois é da boca do próprio Jesus que saiu a afirmativa de João ser o Elias que estava para vir antes dEle, a fim de preparar-lhe o caminho. E como sabia que os homens levariam muito tempo para o completo entendimento de que falava da reencarnação acrescenta: "Quem tiver ouvidos, que escute bem". O autor dos artigos, quando cita os textos Lucas 1, 13-17 e Mateus 1, 1-13, dizendo que pelo primeiro afirmamos que João Batista é Elias, mas demonstramos que não é só neste texto que nos baseamos. Já pelo segundo, parece querer dizer que nós entramos em contradição, pois se João Batista é a reencarnação de Elias ele não poderia aparecer A Jesus, quando se fazia acompanhar de Pedro, Tiago e João no Monte Tabor. Se existe a contradição é somente para quem não possui conhecimento profundo do Espiritismo, ou seja, para aqueles que pegam alguns textos e acham que encontraram o "mapa da mina" contra o Espiritismo. Se verificassem, sem nenhum espírito sectarista, talvez teriam encontrado a explicação de que os espíritos no mundo espiritual, como regra geral, podem tomar a forma que possuíam em qualquer das encarnações anteriores. Ressaltamos, que embora digam que os espíritos não se manifestam, esta passagem é uma prova de que tal fato pode ocorrer, embora nunca falem nada sobre o assunto. Além disso, no túmulo de Allan Kardec está escrito: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre, esta é a lei". Não entendemos o que quis dizer com o "além disso, no túmulo de Kardec...". Uma coisa é certa ele morreu convicto da reencarnação, colocava-a como uma das leis da natureza. Allan Kardec declara que é reencarnacionista por motivos da lógica, para resolver suas questões até então insolúveis e não porque os espíritos revelaram.(Livro dos Espíritos - 57a Ed. - Parte 2a - Cap. V - Pluralidade das Existências - Pergunta 222 - Pág. 152). Quanto à questão de que Kardec acreditava na reencarnação por motivos de lógica, já falamos. Mas podemos afirmar, com a mais absoluta certeza de que para os que nela acreditam, a lógica é a base fundamental para se formar esta convicção. Até mesmo porque podemos demonstrar que a maioria das pessoas nela acredita, vejamos a pesquisa realizada em agosto de 1.991, pela Igreja Católica, e publicada no informativo "Construir a Esperança" nº 7, da qual tiramos: "A crença na vida eterna, imortalidade da alma e vida após a morte parece bastante confusa, mesmo para os católicos. É mais forte entre umbandistas e espíritas, que acreditam na reencarnação, crença partilhada também por mais de 60% dos católicos e 20% dos protestantes e crentes. (resta a dúvida do que se entende exatamente por reencarnação)". Obtiveram os seguintes dados:
Assim como para Kardec a reencarnação é aceita pelas outras pessoas somente por sua lógica, ou seja, nem era preciso a revelação dos espíritos para que se pudesse aceitá-la, fato que podemos comprovar com a pesquisa acima, a não ser que tenhamos que admitir que todas as pessoas entrevistadas estudam o Espiritismo. O que diz o Cristianismo? O Cristianismo nega veementemente a existência da reencarnação. Vamos apresentar algumas citações que derrubam essa tese, além de passagens bíblicas que desmentem a afirmação de que a Bíblia defende a reencarnação. Analisando primeiro as afirmações do Cristianismo contra a reencarnação, veja o que está escrito no livro de Jó 7:9-10 (Velho Testamento) e na carta aos Hebreus 9, 27 (Novo Testamento). Quase sempre dizem que o Cristianismo nega tal coisa, entretanto quem nega, na verdade, são aqueles que procuram dar aos ensinos de Jesus interpretações próprias, fugindo completamente daquilo que Ele quis dizer, ou seja, o Cristianismo puro não tem nada a ver com isso. Vamos ver o que consta em Jó 7, 9-10: Como a nuvem que se dissipa e desaparece, assim quem desce à mansão dos mortos jamais subirá. Não voltará à sua casa, sua morada não tornará a vê-lo. A questão da vida futura não era nítida para o povo hebreu Até um certo ponto da Bíblia acreditavam que tanto os justos quanto os injustos iriam para a mansão dos mortos, que para eles eram o hades, xeol (cheol) ou inferno, conforme podemos confirmar nas notas de rodapé das Bíblias Sagrada (Ed. Paulinas e Ave Maria, na ordem) constantes das passagens seguintes: Jó 11, 8: Os hebreus concebiam o cheol como imensa caverna subterrânea, tenebrosa, aonde acreditavam fossem as almas para passar uma vida amorfa, sem consolação, esquecidas de todos e esquecidas elas mesmas. Salmos 6, 6: Habitação dos Mortos: expressão freqüente que traduz o vocábulo hebraico cheol. Os antigos hebreus não tinham, da vida futura, uma idéia tão clara como nós. Para eles, a alma separada do corpo permanecia num lugar obscuro, de tristeza e esquecimento, em que o destino dos bons era confundido com o dos maus. Donde a necessidade de uma retribuição terrestre para os atos humanos. Que os hebreus acreditassem nisso é perfeitamente aceitável, mas nos dias de hoje, diante de todo o progresso pelo qual já passou a humanidade, alguém querer sustentar tal conceito não dá para entender. Por outro lado, se mantivermos a mesma linha de entendimento que querem dar a esta passagem, por que dizem que iremos ressuscitar, se pelo texto é afirmado que quem desce à mansão dos mortos jamais subirá? É por pura incoerência? Mas veremos que no próprio livro de Jó encontramos passagens em que se tem perfeitamente a idéia da reencarnação. Para isso iremos recorrer ao Livro Analisando as Traduções Bíblicas, onde o autor, Severino Celestino da Silva, faz a correta tradução dos textos sagrados. Assim as passagens abaixo serão, segundo Severino, a tradução correta dos textos: Jó 8, 8-9: Pergunta às gerações passadas ou primeiras e medita a experiência dos antepassados. Porque somos de ontem, não sabemos nada. Nossos dias são uma sombra sobre a terra. Jó 14, 13-14: Oxalá me abrigasses no SHEOL e lá me escondesses até se passar a tua ira e me fixasses um dia para te lembrares de mim: pois se alguém morrer, tu limitas o renascimento ou reviver? Todos os dias de minha pena eu luto e espero, até que cheque minha troca (halifati). Jó 19, 25-26: E soube que vive o meu redentor, e que no último dia hei de ressurgir do pó e de novo serei envolvido com a minha pela e em minha carne imaginarei ou pensarei em Deus. Dr. Severino manda comparar esta última passagem com a da tradução da Bíblia de Jerusalém, mostrando claramente como ela é completamente diferente do que quer dizer o original: Eu sei que meu Defensor está vivo e que no fim se levantará sobre o pó: depois do meu despertar, levantar-me-á junto dele e em minha carne verei a Deus (Bíblia de Jerusalém). (tradução incorreta) Temos também esta idéia em 2 Macabeus 7, 23: Por isso, é o Criador do mundo, que organizou o nascimento dos homens e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo é quem, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis. Verifiquem, nestas passagens, o que destacamos em negrito, e observem, sinceramente, se não trazem a idéia da reencarnação? Quanto à passagem de Hebreus 9, 27: Para os homens está estabelecido morrerem uma vez e logo em seguida virá o juízo, percebemos que tiram uma frase de um texto cujo sentido não é o que querem dar. Não se comprova, nesta passagem, que Paulo está combatendo a reencarnação, apenas fazia uma relação entre a morte do homem e a morte de Cristo. Entretanto, podemos afirmar que mesmo se entendêssemos que está estabelecido morremos uma vez, não seria de todo errado. Considerando que um indivíduo qualquer, em sua atual encarnação, se chame Pedro, ele como Pedro só morrerá mesmo uma vez. Por outro lado, se formos pegar tudo ao pé da letra, como sempre pegam, ficaremos diante de uma contradição, senão vejamos. Se logo em seguida à nossa morte virá o juízo, qual a necessidade do juízo final se anteriormente já fomos julgados? Será que se formos condenados ao "inferno" no primeiro juízo poderemos de lá sair quando do juízo final? Ficam aí estas perguntas para quem quiser responder. E mais ainda, veja a conversa de Jesus com Nicodemos sobre o "nascer de novo". O texto encontra-se no Evangelho de João 3:1-12. Jesus afirma que quem não "nascer de novo" não entrará no Reino dos Céus. Ele deixa claro que "nascer de novo" não significa um nascimento da carne, mas sim um nascimento espiritual, do Espírito. Veja alguns exemplos do que significa o "novo nascimento" da água e do Espírito. Os textos são os seguintes: Ezequiel 36:25-27; Tiago 1:18; I Pedro 1: 23; João 1: 12-13 e II Coríntios 5, 17. A água significa a Palavra de Deus, e não o líquido amniótico nem a água que constitui o mundo de prova e expiação (Terra). Efésios 5, 26 e Tito 3:5-6. Não somos nós que iremos argumentar, sobre essa passagem, teremos como comentário o de alguém que foi criado no seio da Igreja Evangélica que é o autor do Livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas, Jayme Andrade, dizendo: Digno de especial menção é o episódio com Nicodemos (João 3). Este era um fariseu tão importante que, provavelmente receoso da repercussão do seu gesto, só ousou procurar Jesus na calada da noite. Sendo um "príncipe", ou "um dos principais" (na versão inglesa King James "ruler", governador, dirigente), não podia evidentemente desconhecer a Cabala e seus ensinamentos secretos. E como Jesus falava segundo o que podiam entender os ouvintes (Mar. 4:33), era natural que lhe dissesse explicitamente: "Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus" (João 3, 3). Assim a pergunta de Nicodemos: - "Como pode um homem nascer sendo velho?" (v. 4) não pode ser tomada como prova de ignorância; ele talvez quisesse apenas testar até onde iam os conhecimentos de Jesus sobre os "mistérios". A resposta deste: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito" (v. 6) aplica-se como uma luva à tese da reencarnação. O corpo nasce dos pais, o espírito vem de Deus e, tal como o vento, que sopra onde quer sem que se saiba a sua origem, os homens não sabem de onde ele vem... (v. 8). Quando a Igreja primitiva trancou as portas da comunicação com o mundo invisível, os teólogos passaram a forjar explicações para episódio tão claro. Os protestantes se escoraram na "renovação espiritual" dos que se convertem e recebem o Senhor em seus corações. Ou, como os Pentecostais, entendem que a transformação se opera através da atuação direta do Espírito Santo. Daí os apelos patéticos dos Pastores, conclamando os ouvintes a darem um passo decisivo em direção ao Cristo. Com as energias mentais de toda a congregação concentradas no veemente propósito de levar os pecadores aos pés do Salvador, é natural que o efeito sugestivo crie um ambiente de fortes vibrações emotivas, que leva não poucos a se sentirem "tocados pela graça", ou "cheios do Espírito" e se acreditarem, com absoluta sinceridade, partícipes na "comunhão dos eleitos". Formulamos estes conceitos a título meramente ilustrativo, sem o mais leve intuito de menoscabar o sentimento, assaz louvável, dos nossos queridos irmãos. Reconhecemos a piedosa intenção que os move, mas não podemos deixar de ponderar que raramente as pessoas por essa forma sugestionadas, perseveram na "graça", visto como, passado aquele instante emocional, a maioria dos "nascidos de novo", mesmo quando permanecem no seio da Igreja, logo se adaptam à rotina de um Cristianismo quase que meramente de fachada. E tanto isto é verdade que, de tempos em tempos, surgem movimentos de "renovação espiritual" proporcionando o ensejo de um "novo nascimento" a muitos que já vinham trabalhando dentro das suas próprias igrejas. Aí estão para comprová-lo as campanhas de "reavivamento" empreendidas pelos dirigentes das várias denominações, notadamente nos Estados Unidos, movimentos de "renovação da fé", quais os das "Cruzadas" do notável Evangelista BILLY GRAHAM, levando a salvação a tantos que já se classificavam como "crentes", com resultados observáveis nas centenas de cartas remetidas aos dirigentes das "Cruzadas" e que são habitualmente divulgadas através do seu órgão "DECISION". E tanto é presumível que esse "novo nascimento" tenha valor um tanto precário, que os Pastores de algumas denominações censuram discretamente esse modo de angariar prosélitos, abstendo-se de praticá-lo em suas igrejas, embora com eventuais concessões em movimentos de evangelização, ou durante ocasionais campanhas de reavivamento espiritual. Muito embora, depois dessa fala, não seria mais necessário colocarmos as passagens citadas pelo autor, optamos por também incluí-las. Ezequiel 36, 25-27: Derramarei sobre vós água pura e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Dar-vos-ei um coração novo e incutirei um espírito novo dentro de vós. Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Incutirei o meu espírito dentre de vós e farei com que andeis segundo mias leis e cuides de observar os meus preceitos. Tiago 1, 18: De livre vontade é que nos gerou pela palavra da verdade para sermos como que as primícias de suas criaturas. I Pedro, 1, 23: Fostes regenerados não de uma semente corruptível mas pela palavra de Deus, semente incorruptível, via e eterna. João 1, 12-13: Mas a todos que o receberam, deu-lhes o poder de virem a ser filhos de Deus, àqueles que crêem em seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. II Coríntios 5, 17: Por conseqüente, quem está em Cristo, é criatura nova. O velho passou e um mundo novo se fez. A Bíblia diz que o verdadeiro e único aperfeiçoamento do homem acontece quando ele aceita Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Hebreus 10: 1-14 e I Pedro 5:10. Essas passagens a respeito do aperfeiçoamento são as que veremos agora: Hebreus 10, 1-14: (...) Em virtude dessa vontade, somos santificados pela oblação de Jesus Cristo, uma vez para sempre.(...). Com uma só oblação levou à perfeição definitiva os santificados. I Pedro 5, 10: Mas o Deus de toda a graça, o que nos chamou em Jesus Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, Ele vos aperfeiçoará, fortificará e consolidar, depois de um breve sofrimento. É incrível como mudam completamente o sentido das passagens. Enquanto estiverem pegando os textos na literalidade e sem a mínima interligação com outras passagens, ou até mesmo, do próprio contexto onde ele se encontra, será difícil entender o que Jesus disse. No primeiro texto, Paulo quer mostrar que os sacrifícios que àquela época se ofereciam a Deus, nunca poderiam tirar os pecados de ninguém. Entretanto, sem qualquer base nos ensinos de Jesus, Paulo diz que o fato de Jesus ter se entregado em sacrifício ele torna todos os homens livres do pecado. Concluindo que se não há mais pecado não haverá necessidade de se fazer mais sacrifícios. Se "a Bíblia diz" que o verdadeiro e único aperfeiçoamento do homem acontece quando ele aceita Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, de nada valeria Jesus ter ensinado que "a cada um segundo as suas obras" (Mateus 16, 27). Assim devemos entender que, pelo segundo texto, Jesus de fato nos aperfeiçoará, mas somente quando praticarmos os seus ensinamentos no nosso dia-a-dia, ou seja, esforçando-nos para seguir as suas pegadas, é assim que iremos nos transformar em Espíritos Puros. Não há como conceber que, após a morte de Jesus, todos nós estejamos salvos, isto é fixação nos rituais de sacrifícios da antigüidade, os quais Paulo estava combatendo. A morte de Jesus serve para nós como exemplo de amor a Deus e de completa submissão à sua vontade. Até porque, como já dissemos em outra oportunidade, os sacrifícios eram oferecidos tendo-se em vista os pecados já cometidos, ou seja, os do passado. Assim sendo, nós precisaríamos de outro Cristo para pagar os pecados que ocorrem depois de sua morte até hoje. No futuro teremos que arrumar mais um, e assim por diante. Agora, vamos analisar o que a Bíblia diz a respeito de João Batista ter sido a reencarnação de Elias. O próprio João Batista nega tal fato. João 1:21. Se partirmos do princípio espiritualista, João Batista era um espírito evoluído, logo ele teria conhecimento de sua reencarnação passada, ou na pior das hipóteses ficaria em dúvida, e não responderia com tanta objetividade. Em relação ao episódio da transfiguração de Jesus, podemos citar alguns argumentos. O espiritismo sustenta a tese de que, numa sessão mediúnica, um espírito ao se manifestar assume a sua última identidade corpórea. No monte da transfiguração, apareceu Moisés e Elias. Se João Batista fosse a reencarnação de Elias, ele deveria aparecer, e não Elias, pois o próprio João Batista já estava morto. Lucas 9:7-9. Sempre se utilizam da expressão "A Bíblia diz" como se nela estivesse toda a verdade. A esse respeito veremos o que Jayme Andrade, autor já citado, fala em seu livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas: Do que não resta dúvida é que o Jeová do Pentateuco foi forjado pelos homens à imagem e semelhança destes, como todos os seus defeitos e idiossincrasias. Senão, vejamos: Concluída a criação, foi examinar se estava tudo prefeito (Gen. 1:31), como se o Supremo Criador pudesse fazer alguma coisa imperfeita. No entanto, logo se arrependeu, quando viu que a maldade se multiplicara na Terra (Gen. 6:6), como se a presciência e a onisciência não fossem qualidades inerentes a Deus. Aliás, em matéria de arrependimento, Ele nada ficava a dever a qualquer mortal: Arrependeu-se da Criação (Gen. 6:6), bem como do mal que prometera fazer ao povo (Êxodo 32:14), arrependeu-se de haver feito rei à Saul (1ª Sam. 15: 11 e 35), arrependeu-se por haver dizimado com peste 70 mil do seu povo (2ª Sam. 24:16). Também se arrependeu em Amós 7:3, bem como do mal que prometera fazer a Nínive (Jonas 3:10). Na verdade, apesar de "não ser homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa" (Num. 23:19 e 1ª Sam. 15:29), Jeová se arrependeu tantas vezes que chegou a se declarar "cansado de se arrepender", como se lê em Jer. 15:6. Ora, sendo Deus a infinita perfeição, é claro que não poderia jamais se arrepender de nada que houvesse feito. Então, como é que querem que tudo quanto se encontra na Bíblia tenha sido escrito diretamente por Deus? (...) Mas há outras tropelias a relatar: Porque o irmão de Moisés, Arão, fabricara um bezerro de ouro para ser adorado pelos Judeus, Jeová pede permissão a Moisés para destruir o povo (Ex. 32:10), porém este o repreende (Ex. 32:12) e Ele se arrepende (Ex. 32:14). Deus manda Davi recensear o povo (2ª Sam. 24:1) e como este obedece e logo em seguida se mostra arrependido (por quê?), Jeová manda uma peste que dizima 70 mil israelitas (2ª Sam. 24:15), mas depois se arrepende e o próprio Davi lhe verbera a injustiça: "Se fui eu que pequei, por que castigas estes inocentes?" (2ª Sam. 24:17). Esse mesmo Jeová deu ainda instruções inusitadas como as contidas em Deut. 23:13 e 25:11 e 12 e mandou que o profeta Ezequiel comesse pão cozido sobre fezes humanas (Ezeq. 4:12). Voltamos a perguntar: Foi mesmo Deus quem praticou todas essas sandices? Terá sido Ele mesmo quem inspirou tudo quanto se acha escrito na Bíblia? Não nos alongaremos mais nesta análise do Antigo Testamento, porque o que aí se encontra permite formar uma idéia sobre o problema da "inerrância" da Bíblia, ou seja, do princípio dogmático de que tudo quanto nela se contém foi escrito sob a direta inspiração do próprio Deus, e, portanto, tem que estar tudo certo, não pode haver nada errado. (...). Se a preocupação dos que nos combatem fosse realmente aprender, talvez teriam percebido que a pergunta 392 do Livro dos Espíritos explicaria porque João diz não ser Elias. Kardec pergunta: Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado? Cuja resposta foi: O homem não pode nem deve tudo saber; Deus o quer assim em sua sabedoria. Sem o véu que lhe cobre certas coisas, ficaria deslumbrado, como aquele que passa, sem transição, da obscuridade à luz. Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele-mesmo. Se seguirmos a mesma estreita linha de raciocínio deles poderemos até dizer que João Batista não é profeta, porque ele também respondeu que não era um, conforme narrativa de João 1, 20-21: Porque ele confessou, e não negou: e confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Pois quem és logo? És tu Elias? E ele respondeu: Não o sou. És tu profeta? E respondeu: Não. Ora, encontramos na Bíblia outras passagens com a afirmação de que era justamente um profeta, como em: Lucas 7, 28: Porque eu vos declaro: Que entre os nascidos de mulheres não há maior profeta que João Batista: mas o que é menor no reino de Deus é maior do que ele. Lucas 20, 6; E se dissermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará: porque eles têm por certo que João era um profeta. Completa Kardec nos comentários que faz da pergunta 399: Entrando na vida corporal, o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Todavia, ele tem algumas vezes uma vaga consciência e elas podem mesmo lhe serem reveladas em certas circunstâncias; mas é apenas pela vontade de Espíritos Superiores que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma vã curiosidade. Assim não parece ser uma lei de toda inflexível, pois sabemos de pesquisadores que encontraram pessoas que se lembraram, principalmente na infância, de encarnações anteriores. Confessamos encontrar uma grande dificuldade em estudar a Bíblia, pois não sabemos qual é a que está com a verdade. Estas últimas citações foram retiradas da Edição Barsa, a mais antiga que nós temos em mãos, porque essa ainda não "diz nada contra o Espiritismo", como verificamos nas Bíblias atuais. Vejam como algumas trazem estas passagens, cuja diferença básica, que queremos realçar, destacamos em negrito: João 1, 20-21: Ele confessou não negou, declarando: Eu não sou o Cristo. E lhe perguntaram: Mas então quem és? És Elias? Ele respondeu; "Não sou". "És o Profeta?" E ele respondeu: "Não". Lucas 7, 28: Eu vos digo, entre os nascidos de mulher não há um maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. Comparem estes mesmos textos com os colocados um pouco atrás. Que João Batista tenha sido um espírito evoluído, poderemos até aceitar é só compará-lo com os de sua época, mas isso não quer, necessariamente, dizer que ele tenha atingido uma evolução que lhe permitisse saber o que tinha sido em sua reencarnação passada. A questão do espírito se manifestar com sua última identidade corpórea, é quase que inevitável para os espíritos pouco evoluídos, entretanto já que foi dito que João Batista é um espírito evoluído, nesta condição, ele poderá assumir qualquer uma das suas identidades do passado, bastando para isto a sua vontade. Ao fixar o seu pensamento na identidade que quer aparecer fará com que o seu perispírito se molde àquela personalidade. Admitimos que somente teria consciência de como isso ocorre os que, sem preconceito algum, estudam o Espiritismo, mas como verificamos em várias oportunidades, não é o caso do autor do artigo que ora estamos comentando. Em relação ao versículo que diz que João Batista ia no espírito de Elias, vamos tecer também alguns comentários. A Bíblia não diz que João Batista ia com o espírito de Elias. Existe uma grande diferença entre ir no espírito e ir com o espírito de Elias. A palavra no significa no mesmo ímpeto, semelhante. Para provar essa colocação, vamos ver como João Batista e Elias eram semelhantes.
Explicando de vez a questão do espírito de Elias, temos um texto semelhante no Velho Testamento. II Reis 2:15. O texto diz que o espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Isto quer dizer que Eliseu estava no espírito de Elias, com o mesmo ímpeto que Elias, semelhante a Elias, e não que Eliseu possuía o espírito de Elias, porque isto era absolutamente impossível, pois Elias e Eliseu estavam vivos ao mesmo tempo. A lei reencarnacionista é bem clara, que inclusive está escrita no túmulo de Allan Kardec: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre, esta é a lei". Logo, é preciso morrer para poder renascer. Com isso, desfaz-se em definitivo o argumento espírita que João Batista foi a reencarnação de Elias. Elias não morreu. Ele foi arrebatado com corpo e tudo. II Reis 2:11. Temos outro exemplo de arrebatamento na Bíblia, provando que esse tipo de fenômeno independe da morte. Gênesis 5:24 e Hebreus 11:5. A questão da "A Bíblia diz" nos coloca diante de uma situação difícil, pois qual destas duas Bíblias diz a verdade? Vejamos, então, o que está narrado em Lucas 1, 17: Na Anotada: E irá diante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. Na Ave Maria: E irá diante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto. Ora, as duas têm exatamente os dois termos que querem mostrar diferentes para assim fugirem, o mais rápido possível, da tal reencarnação de Elias como João Batista. Mas como diz Jesus: "Ouça quem tem ouvidor de ouvir" (Mateus 11, 15). Vamos voltar, um pouquinho na Bíblia e ver como foi profetizado, por Malaquias, a vinda de um profeta que ira abrir os caminhos para o Senhor. Veremos aqui, novamente nas duas Bíblias, que citamos um pouco atrás, pois a narrativa não está na mesma passagem: Na Anotada, encontramos em Malaquias 4, 5-6: Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fica a terra com maldição. Na Ave Maria, já está em Malaquias 3, 23-24: Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais de interdito a terra. Em qualquer das duas está claro, que a "Bíblia diz" que seria enviado O PROFETA ELIAS e não um profeta semelhante a Elias, já que pegam tudo ao pé da letra. Quer mais da "Bíblia diz"? Então aí vai: Ele respondeu: Elias de fato deve voltar e restabelecer tudo. Mas eu vos digo: Elias já veio e não o reconheceram. (Mateus 17, 11-12). Completando, para que não paire dúvidas: E se quiserdes aceitá-lo, ele é o Elias que há de vir. (Mateus 11, 14). Fica aí o nosso xeque-mate Quanto à prova que apresentam da semelhança entre Elias e João Batista, muito antes pelo contrário, está é mais para confirmar que eram animados pelo mesmo espírito. Vejam até que o carma que Elias contraiu ao mandar degolar os 450 sacerdotes de Baal (1 Reis 18, 22 e 40), na disputa para ver qual Deus era mais poderoso que o do outro, foi cumprido por João Batista, quando morre degolado por ordem de Herodes. (Mateus 14, 11). Para quem não sabe, a lei do carma a que estamos nos referindo é aquela dita por Jesus: Porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. (Mateus 26, 52). Antes de prosseguirmos, vamos recorrer a Dr. Severino Celestino da Silva, autor do livro Analisando as Traduções Bíblicas, para verificar o que aconteceu com a reencarnação e o carma (dic. Aurélio: Do sânscrito Karmam), diz ele: Orígenes afirmava ser a doutrina do Karma e do renascimento uma doutrina Cristã. Devido a esta sua crença, 299 (duzentos e noventa e nove) dias, após sua morte, contra ele a igreja decretou a excomunhão. O segundo Concílio de Constantinopla, no ano 553, decretou: "Todo aquele que defender a doutrina mística da preexistência da alma e a conseqüente assombrosa opinião de que ela retorna, seja anátema". Até esta época, a doutrina do renascimento e do karma era aceita pela Igreja Cristã. A história do II Concílio de Constantinopla teve marcante acontecimento com a figura do imperador Justiniano, um teólogo, que queria saber mais teologia do que o papa. Sua esposa, Teodora, teve muita influência nos assuntos do governo do marido e até no que se referiu à teologia. Por ter sido ela uma prostituta, suas ex-colegas se sentiam orgulhosas e decantavam tal honra. Mas esse fato a revoltava e se constituía numa desonra, fazendo com que mandasse matar todas as quinhentas prostitutas de Constantinopla. Os cristãos da época passaram a chamá-la de assassina e a dizer que deveria ser assassinada, quinhentas vezes, em vidas futuras. Este seria seu karma por ter mandado assassinar as suas quinhentas ex-colegas prostitutas. A partir daí, Teodora passou a odiar a doutrina da Reencarnação e como mandava e desmandava em meio mundo através do seu marido, resolveu partir para uma perseguição sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor que era Orígenes. Tudo isso culminou com o que já citamos, acima, a condenação de Orígenes realizada pelo patriarca Menas e seus bispos em Constantinopla. Voltemos ao texto, já no caso narrado em 2 Reis 2, 15: Quando os filhos dos profetas residentes em Jericó o avistaram no outro lado, exclamaram: "O espírito de Elias repousou sobre Eliseu". Para nós, seria o mesmo que dizer: "O espírito de Elias incorporou em Eliseu". Mas antes que voltem a afirmar que Elias não morreu, pois foi arrebatado ao céu, diremos que isto é impossível, senão vejamos. "A Bíblia diz": E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção (1 Coríntios 15, 50), deixa bem claro que o que é absolutamente impossível é a carne e o sangue herdar o reino de Deus, assim como pode Elias ter ido para lá de corpo e alma? Voltemos um pouco mais, para vermos os versículos 37 a 41: E Deus lhe dá o corpo segundo quis, a cada uma das sementes o próprio corpo. Não é toda a carne a mesma carne, senão que uma é a carne dos homens, outra a do gado, outra a das aves e outra a dos peixes. E há corpos celestes e corpos terrestres, e um é o resplendor dos corpos celestes e outro o dos terrestres. Um é o resplendor do sol, outro o da lua e outro o das estrelas, e uma estrela difere da outra no brilho. Que em outras palavras quer dizer que; Deus nos dá um corpo apropriado para cada situação, assim é que quando encarnados aqui na terra teremos um corpo físico por ser apropriado às condições do ambiente em que vivemos, mas como no mundo espiritual as condições são outras, via de conseqüência, também teremos um outro corpo que será compatível com essa nossa nova condição, esse corpo não é outro senão o nosso corpo espiritual. Então, não há como "vivermos" na dimensão espiritual com nosso corpo físico, por não ser adequado a ela. Entretanto teremos um corpo espiritual, que é o único próprio para o mundo espiritual. Considerando que as Leis de Deus são imutáveis e que tudo a nossa volta passa pelo ciclo de: nascer, morrer e renascer. Não existe a mínima condição de que alguém possa ter sido arrebatado. É pura ficção. Você pode falar; bem até agora só houve argumentos de ordem filosófica, onde estão os científicos prometidos no início do estudo? Muito bem lembrado, é que ainda não tivemos tempo para isso, pois estávamos mais preocupados em contra-argumentar sobre o que está contido no site. Vamos, sem mais demoras, a eles. No meio científico acompanhamos o desenrolar de pesquisas que buscam confirmar a reencarnação, onde trabalhos de pesquisadores de renome mundial, vem contribuindo para o fortalecimento, cada vez mais, desta crença. O Dr. H. N. Banerjee (Índia), autor do livro "Vida Pretérita e Futura", analisa casos em que crianças lembram-se, espontaneamente, de vidas anteriores. O Dr. Ian Stevenson (EUA), médico e professor de psiquiatria, estuda o mesmo assunto, já tendo lançado um livro "20 Casos sugestivos de Reencarnação", onde após o relato das crianças, procura confirmar tais relatos indo aos locais onde elas afirmaram ter vivido anteriormente. É cada vez mais empregada a TVP – Terapia de Vidas Passadas para a cura de traumas vivenciais das pessoas. O psiquiatra leva, por hipnose ou relaxamento, o paciente às vidas anteriores em busca da origem de um problema relacionado com o comportamento do indivíduo, cuja causa não se encontra nesta existência. Por exemplo: uma pessoa tem um medo tremendo de água, após a regressão descobre-se que em uma existência anterior ela morreu afogada, quando volta da regressão se liberta do medo, parecendo que ao reviver o problema o seu trauma também passa a ficar só no passado. Na pesquisa da TVP podemos citar os autores: - Dra. Edith Fiore, doutorada em Psicologia Clínica na Universidade de Miami, em seu livro Você Já Viveu Antes. - Patrick Drouot, francês, físico, diplomado pela Universidade de Columbia de Nova York, publicou os livros: Reencarnação e Imortalidade e Nós Somos Todos Imortais. - Brain L. Weiss, Psiquiatra, professor catedrático de um dos mais conceituados hospitais americanos, o Mount Sinai Medical Center, lançou os livros: Cura Através da Terapia de Vidas Passadas, Só o Amor é Real, A Divina Sabedoria dos Mestres e Muitas Vidas, Muitos Mestres. - Dr. Alexander Cannon, da Inglaterra, diplomado em nove universidades européias, autor do livro The Power Within. - Thorwald Dethlefsen, da Alemanha, da Universidade de Munique, autor dos livros A Regressão a Vidas Passadas como Método de Cura e o Desafio do Destino. - Dra. Helen Wambach, famosa Psicóloga americana, é autora de Recordando Vidas Passadas. - Joel L. Whitten, especialista em hipno-regressão e catedrático de Psiquiatria da Universidade de Toronto, no Canadá, que junto com Joe Fischer escreveu o livro Vida – Transição – Vida. É importante ressaltar que muitos dos livros destes autores se tornam "best-seller", mostrando com isso o enorme interesse que o público tem por este assunto. Interessante é a pesquisa do Dr. Raymond A Moody Jr (EUA), psiquiatra que estuda os casos de "morte aparente", onde as pessoas relatam o que se passaram com elas quando estavam "desligadas" deste mundo. Há casos em que a pessoa se encontra em coma no CTI de um Hospital e conta, com riqueza de detalhes, o que estava ocorrendo com ela neste período, tendo, inclusive, algumas relatado fatos que aconteceram em outro andar do Hospital. Estas pesquisas embora não busquem provar a reencarnação, vêm demonstrar que o espírito não depende do corpo físico, tendo assim "vida independente". Daí surgem os naturais questionamentos: se não depende do corpo para sobreviver, onde estará depois da morte? Onde esteve antes desta vida? Questões que são respondidas pelos princípios da reencarnação e da evolução do ser espiritual. No mais, quanto à reencarnação não estamos sozinhos nesta idéia, vejamos o que fala José Reis Chaves em seu Livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência: Mas, por ter uma certa afinidade com ela, vamos inserir aqui uma outra lista de todas as principais ou mais conhecidas filosofias que consagram a Teoria da Reencarnação como uma das questões básicas de seus ensinamentos:
Estamos todos errados? Somente está certo o autor do artigo que ora contestamos? Assim, demonstramos que a reencarnação também não é uma teoria exclusiva do Espiritismo. Mas por que combatem unicamente o Espiritismo? É pura implicância ou é o medo de possuirmos algo melhor que eles. Já dizia Monteiro Lobato: "O meio de combater uma idéia é lançar ao seu encontro uma melhor". Podemos para finalizar, trazer mais uma vez, as colocações de Jayme Andrade, em seu livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas: A explicação espírita que daremos a seguir nos parece tão lógica, tão simples, tão racional, tão evidente, que até se configura espantoso que, já quase no dealbar do século XXI, os homens permaneçam apegados aos seus velhos preconceitos e continuem fechando os olhos para não ver e tapando os ouvidos para não ouvir, como se lhes houvessem "grudado os olhos para que não vejam" (Isaías 44:18). E há tanto tempo disse o Cristo: "Quem tem ouvidos de ouvir, ouça" (Mat. 11:15). E eles presos às velhas concepções, com receio de encarar de frente a Verdade, da qual o mesmo Cristo falou: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" (João 8:32). Pois aqui está a verdade, amados irmãos, e ela para nós não é objeto apenas de crença, mas também de certeza! Sabemos porque não só a Escritura veladamente a ensina, como a História a refere, a lógica a evidencia, os mentores espirituais a confirmam e a própria Ciência já começa a ratificar todos os seus postulados. Assim, podemos estabelecer com absoluta segurança que o Espírito encarna no plano físico para se aprimorar e aí volta tantas vezes quantas necessárias para atingir determinado grau de aperfeiçoamento, compatível com o estágio evolutivo do nosso planeta, partindo em seguida para mundos mais adiantados, sempre avançando em conhecimento e virtude, até atingir a condição de Espírito Puro, integrado à comunhão do Pai Celestial. A esse respeito, lembramos que um amigo nos observou em tom jocoso: "Quão fatigante deve ser essa jornada interminável através dos astros e dos milênios!..." O que evidencia como falta a tantas pessoas a noção do que seja a Eternidade! A situação dos vários mundos em que devem estagiar os Espíritos em sua jornada para o infinito equipara-se à dos Colégios em relação aos alunos que os freqüentam. A criancinha começa no "Jardim da Infância", os Espíritos de evolução incipiente iniciam sua caminhada, em geral (mas não necessariamente) em orbes primitivos. O estudante vai tendo acesso às classes mais adiantadas quando aprovado no exame final de casa ano letivo; se não conseguir aprovação, terá que repetir o ano. O Espírito em seu aprendizado passa por um "julgamento" depois de cada existência no plano físico; se aprovado, recebe novos deveres e mais gratificantes encargos e, ao concluir o ciclo do planeta, tem merecido acesso a orbes mais evoluídos. Se, por negligência ou preguiça, não logra aprovação, terá que refazer a experiência, quiçá com maiores dificuldades, até que chegue à conclusão de que deverá encarar seus deveres com seriedade. E assim vai evoluindo, de prova em prova, não raro caindo mas se reerguendo, sempre com o seu livre-arbítrio respeitado, mas contando também, quantas vezes pedir, com o auxílio e apoio dos seus companheiros mais evoluídos e sem jamais retroceder em sua caminhada. As desigualdades chocantes que se observam na sorte dos homens não resultam de arbítrio do Onipotente, mas de condições criadas pelos próprios homens, nesta ou em existências precedentes. Se são ditosos, é que desempenharam bem suas tarefas e seguem progredindo. Se sofrem, é que fizeram sofrer os seus irmãos. "A cada um segundo as obras", disse o Mestre (Mateus 16:27). Se nascem cegos, ou surdos, é que empregaram olhos ou ouvidos na prática do mal. Deus é misericordioso, mas é sobretudo justo. Sendo misericordioso, não condena nenhum dos seus filhos a sofrimentos eternos; e sendo justo, não deixa nenhum bem sem recompensa e nenhum mal sem a conseqüente punição. (...) Todas essas ilações, que se fundamentam precipuamente na lógica, não parecem mais racionais, além de mais consentâneas com a idéia que fazemos da Justiça Divina, do que supor que Deus cria os Espíritos para uma só existência na Terra, e depois escolhe uns poucos para a salvação e condena a maioria a tormentos sem fim no inferno? E isso por faltas de que nem sequer tiveram culpa, porque resultantes do "pecado original", herdado de Adão... Está aí a visão que a Doutrina Espírita nos traz a respeito da reencarnação. Preferimos fechar este estudo com as palavras de Jayme Andrade, porque ele foi criado no seio da Igreja Evangélica, estudou em escolas protestantes, freqüentou assiduamente os cultos da religião que professava. Pesquisou, comparou, analisou e dá-nos conta das judiciosas conclusões a que pôde chegar, conforme nos diz Aurelino Alves Neto no prefácio do livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas. SALVAÇÃO PELA FÉA questão da salvação ainda é motivo de muita controvérsia religiosa. Algumas correntes religiosas querem colocar que somente se salvará os que seguem seus ensinamentos. Outras a têm como baseada exclusivamente na fé, ainda outras pensam ser apenas crer que Jesus é o Salvador ou que Ele morreu para nos salvar, e por fim, as que acham ser praticando a caridade. Vamos estudar esta questão, especialmente porque nesse site encontramos comentários a esse respeito, mas infelizmente, e como sempre, procura, como outros, mostrar que nós, os Espíritas estamos completamente errados. Fazem duas perguntas que eles mesmos respondem, colocando-nos como sendo contrários ao cristianismo. Tentaremos responder aos questionamentos ali encontrados, buscando, baseados na lógica e na razão, mostrar quem está mais próximo dos ensinos de Jesus. A eles, então: O que diz o espiritismo? O espiritismo afirma que fora da caridade não há salvação. A reencarnação é o processo de salvação, através do qual o homem evolui praticando as boas obras, até atingir a perfeição. Quem quer que estude o Evangelho de Jesus sem o mínimo de preconceito religioso e, principalmente, sem se julgar o único dono da verdade, fatalmente encontrará em seus ensinamentos que a única condição de nos "salvarmos" está mesmo é na caridade. Não é através dela que estamos cumprindo o "amar ao próximo como a nós mesmos", segundo mandamento, que nos fala para cumpri-la? Ao fazermos ao próximo o que queremos que os outros nos façam, não estaremos justamente praticando a lei do amor? Ora, quem ama verdadeiramente a todos, não estaria também amando a Deus? Não é assim que estaria respeitando a todos os seres humanos como filhos de Deus? Mas vamos, sem demora, recorrer ao Divino Mestre Jesus para saber o que ele realmente nos recomendava fazer. Para isso iremos, para uma melhor compreensão, responder aos nossos questionamentos iniciais.
Em Tiago 2, 14-18, temos: "De que aproveitará, meus irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Poderá a fé salvá-lo? Se o irmão ou irmã estiverem nus e carentes do alimento cotidiano e algum de vós lhes disser: "Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos", mas não lhes derdes com que satisfazer à necessidade do corpo, que adiantaria? Assim também a simples fé, se não tiver obras, será morta. Mas alguém dirá: "Tu tens fé e eu tenho obras". Mostra-me tua fé sem as obras que eu por minhas obras te mostrarei a fé". Fica claro que somente o fato de ter fé não representa nada; para que ela se torne alguma coisa de valor é necessário ser acompanhada das obras.Vem o próprio Jesus nos confirmar isto, conforme narrado por Lucas, 11, 27-28: "Enquanto assim falava, uma mulher levantou a voz do meio da multidão e lhe disse: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!" Mas Jesus retrucou: "Antes felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática". Não restando dúvida que a prática é o mais importante de tudo.
Busquemos em Atos 10, 34-35: Então Pedro disse: "De fato agora compreendo que Deus não faz distinção de pessoas; mas todos os que o adoram e praticam o bem são aceitos por ele, seja qual for sua nação." A percepção de Pedro é igual à afirmação de Jesus, conforme poderemos observar em Mateus 18, 20: "Porque onde estão dois ou três reunidos em meu nome, eu estou lá entre eles". Não diz, portanto, que estaria junto somente das pessoas de determinada corrente religiosa, mas a todos aqueles que reunirem em seu nome. Essa idéia de só se salvar aquele que pertence a esta ou aquela religião é coisa imposta pelo homem, que ainda extremamente egoísta, não percebeu que os ensinos de Cristo têm um caráter totalmente UNIVERSALISTA, e não um caráter exclusivista como querem alguns. Além do mais, o lugar onde vamos nascer é o próprio Deus que nos coloca. Assim, é bem certo que não colocaria qualquer um de nós em um lugar que Ele já sabia que não iríamos nos "salvar". Nesta condição não seria justo, e se agisse desta maneira seria pior que um pai humano que, com absoluta certeza, não daria uma condição desta a nenhum de seus filhos.
A questão da reencarnação parece ser um dos princípios da Doutrina Espírita que mais incomoda aos outros. Percebemos que não admitem de forma alguma que a "salvação" esteja em nossas próprias mãos, ou seja, não necessitamos de sacerdotes e pastores para esse plano de Deus para conosco. Mesmo sem aceitarem, realmente a reencarnação é a misericórdia divina se manifestando a nosso favor, de tal forma que o que fatalmente não conseguimos fazer numa só vida faremos em outras oportunidades, quando retornarmos ao corpo físico em outra vida. Também com isso colocará todos nós, espíritos criados por Ele, na senda do progresso até que um dia possamos estar junto a Ele no "reino dos céus". Se pararem para pensar, nem que seja por uma fração de segundos, perceberão que é preferível voltarmos para pagarmos até o "último ceitil" (Mateus 5, 26), do que sofrermos eternamente no inferno. Aliás, este é o argumento usado justamente para amedrontar os incautos, que por "tremerem" ao Deus bíblico, aceitam tudo que os seus líderes lhes passam, pouco se importando se é verdade ou não. E por temor acabam se submetendo aos mais variados tipos de opressão, colocando nas mãos de tais líderes o seu destino após a morte, nem que para isto tenham que comprá-lo a peso de ouro, ou melhor, de dízimos. O que diz o Cristianismo? A Bíblia é clara no que diz respeito à salvação. Afirma categoricamente que a salvação é um dom (presente) de Deus, e nada tem a ver com as boas obras. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie". Efésios 2:8-9 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos;" Romanos 3:23-25 "E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos". Atos 4:12 O que é bastante claro para nós, é que a Bíblia, como vimos nas citações acima, também está impregnada do pensamento de alguns de seus autores. E que o tal de "Cristianismo diz" não é nada mais, nada menos que o pensamento dos que ainda não perceberam que os ensinamentos de Jesus são e sempre serão superiores a todos os outros constantes da Bíblia, pouco importando a sua origem. Assim é que, talvez, percebendo Jesus que iriam deturpar muitos dos seus ensinamentos diz, conforme narra Mateus 10, 24: "O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão". Frase essa que não cansaremos de repetir até que todos definitivamente a entendam Além disso, também encontramos em seus discípulos estranhas contradições no que falam. Peguemos as passagens Efésios 2, 8-9 e Romanos 3, 23-25, para confrontar com outra do mesmo autor bíblico, Paulo, em I Coríntios 13, 1-7, 13, que citamos, um pouco atrás, onde é evidente que naquela oportunidade, a caridade está sendo colocada como maior que a Fé. Além disso, Tiago, conforme já falamos, coloca que a fé sem obras é morta. Ele apesar de ser contrário ao que Paulo diz, está justamente confirmando os ensinos de Jesus. Aí perguntamos: Com quem ficaremos? De nossa parte, até por coerência, pois ficamos com Jesus, pois temos convicção de que os ensinamentos d’Ele são superiores ao de todos os outros. Podemos concluir que a máxima "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO" está rigorosamente dentro dos ensinamentos de Jesus, mesmo a contragosto de alguns. Poderemos também afirmar que a Doutrina Espírita veio justamente para retomar os ensinos de Jesus que foram deturpados por interesses de poder e de dinheiro. E quer queiram ou não, podemos dizer que somos mais cristãos que muitos, pois além de não afirmarmos que a religião dos outros é falsa, como dizem de nós, tentamos nos esforçar para praticar o amor ao próximo como a nós mesmos. A Doutrina da TrindadeEstamos diante de um tema ainda muito polêmico, pois a maioria das correntes religiosas cristãs advoga o princípio da Trindade Divina. Estudaremos este assunto, buscando contra-argumentar o que diz a esse respeito nesse site, pois combatem especificamente a posição do Espiritismo sobre esse tema. Antes de entrar no assunto vamos recorrer a Paulo em sua carta aos Hebreus, mais precisamente no capítulo 5, versículos 11 a 14, que poderia muito bem ser usada sobre os fundamentos da Doutrina Espírita: "A este respeito teríamos muito a dizer e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus. Tendes necessidade de leite em lugar de alimento sólido. Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. O alimento sólido é para os adultos, aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal". Vamos então à análise do que consta nesse site. O que diz o espiritismo? 1) Sobre o Deus Pai Deus está muito longe, e o homem só pode alcançá-lo atingindo a perfeição. Livro dos Espíritos – 57a Ed. – Primeira Parte – Cap. I – Atributos da Divindade – Pergunta 11 – Pág. 54. Parece que o autor deste artigo não compreendeu mesmo o que estava lendo, talvez "o alimento era sólido" demais para ele, senão vejamos o que realmente temos no Livro dos Espíritos: "Pergunta 11: Um dia será dado ao homem compreender o mistério da Divindade? Cuja resposta foi: - Quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo dele, então, ele o verá e o compreenderá. Acrescentaremos a explicação de Kardec a esta resposta: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde freqüentemente com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições. Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento penetra melhor o fundo das coisas, e dele faz uma idéia mais justa e mais conforme a sã razão, embora sempre incompleta". Fica claro que o que está muito longe é o homem compreender o mistério da Divindade e não, como quer distorcer o autor, que Deus esteja longe de nós. Para melhor compreendermos isso, basta verificarmos, como fato incontestável, que a própria evolução da humanidade fez com que ela também evoluísse na idéia que tinha do que era Deus. Notamos claramente isto até nos relatos da Bíblia, onde um Deus sanguinário, vingativo, parcial conforme consta do Antigo Testamento está muito diferente daquele Deus que Jesus nos passa, pois nesta nova perspectiva, e por já estarmos evoluídos para compreender, nos apresenta um Deus-Pai. Jesus o coloca como "meu Pai e vosso Pai", assim podemos verificar que o conceito de Deus já teve uma certa evolução. É isso que os espíritos queriam dizer. E é tão óbvio que quanto mais evoluídos estivermos maior será a nossa compreensão de Deus. Podemos até repetir o que Paulo disse em sua primeira carta aos Coríntios (13, 11): "Quando eu era criança, falava como criança pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança". Como ainda somos crianças espirituais não conseguimos raciocinar como um adulto (espírito puro). É tudo tão claro que fica até difícil entender como alguém não percebe coisas tão obvias. Mas sabemos que um dia a luz se fará para todos, mesmo os retardatários irão conseguir alcançar os que estão muito à frente na evolução, aí sim, teremos a verdadeira compreensão do que é Deus. 2) Sobre o Deus Filho O Espiritismo não crê que Jesus Cristo seja Deus. Obras Póstumas – 19 a Ed. - Primeira Parte - Cap. III - As palavras de Jesus provam a sua divindade?- Pág.134 Se aceitarmos que Jesus Cristo seja o próprio Deus, estaremos diante de um absurdo, pois forçosamente teremos que admitir que Deus tenha evoluído. Ora se por um motivo qualquer Deus possa ter evoluído é porque ele não era Deus, pois um dos seus atributos é a imutabilidade. Mas porque estamos dizendo que Deus evoluiu. É só ler a Bíblia que encontraremos nitidamente esta evolução divina. Comparemos, então, estas duas passagens: 1ª) 2 Reis 2, 23-24: De lá ele subiu a Betel. Enquanto ia subindo a estrada, um bando de meninos saíram da cidade e começaram a fazer troça dele, gritando: Vem subindo, seu careca! Vem subindo, seu careca! Eliseu se virou e, quando viu os meninos, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Então saíram duas ursas do mato e despedaçaram 42 destes meninos. 2ª) Marcos 10, 13-14: Apresentaram-lhe umas crianças para afagá-las mas os discípulos os repreendiam. Vendo, Jesus se aborreceu e lhes disse: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque delas é o reino de Deus". Vejam que na primeira passagem, por uma simples brincadeira de criança, Deus (=Jesus?) manda duas ursas ferozes que matam 42 delas. Enquanto que na segunda querendo os discípulos afastar as crianças de Jesus (=Deus?), ele fica aborrecido com essa atitude e os repreende. É ou não é uma evolução? Mas não bastasse isso veremos nos Evangelhos o que podemos tirar a respeito disso. Aí também iremos entender os argumentos de Kardec, quanto questiona se as palavras de Jesus podem provar a sua divindade. Consultando os quatro evangelistas, iremos observar que em cinqüenta e quatro ocasiões Jesus se diz "filho do homem", significando com isso que era mesmo um homem. Neles também encontramos vinte e uma situações onde é dito "filho de Deus", ou seja, um mensageiro de Deus, o Messias, destas somente quatro são proferidas por Jesus. Especificamente no Evangelho de João temos vinte e duas vezes em que Jesus diz, ter sido enviado por Deus, não fazer a sua vontade, mas daquele que o enviou, que o Pai é maior que ele, etc. mostrando uma completa submissão a Deus. Ora, o raciocínio aqui é até simples: quem é subordinado não pode estar simultaneamente na mesma posição de superior. Como por exemplos podemos, citar: João 14, 28: Ouvistes a que vos disse: vou e volto para vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos. Eu vou para junto do Pai porque o Pai é maior do que eu. Em Lucas 18, 18-19 lemos: Um certo homem de posição perguntou-lhe, dizendo: "Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?" Jesus lhe respondeu: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão Deus. Afinal como Jesus mesmo se definia, o que os discípulos e o povo pensavam dele, é o que veremos agora: a) Jesus
b) Discípulos
c) O povo
3) Sobre o Deus Espírito Santo O Espiritismo não crê que o Espírito Santo seja Deus, ant |