Portal do Espírito

Mapa do Site | Pesquisa no Site
Página principal » Codificação » Revista Espírita » 1859

Aforismos Espíritas e pensamentos destacados

Revista Espírita, maio de 1859

Quando quiserdes estudar a aptidão de um médium, não evoqueis à primeira vista, por seu intermédio, qualquer Espírito, porque não foi dito que o médium esteja apto a servir de intérprete a todos os Espíritos, e que os Espíritos levianos podem usurpar o nome daquele que chamais. Evocai de preferência seu Espírito familiar, porque este virá sempre; então o julgareis por sua linguagem e estareis em melhor condição de apreciar a natureza das comunicações que o médium recebe.


Os Espíritos encarnados agem por si mesmos, segundo sejam bons ou maus; podem agir também sob o impulso de Espíritos não encarnados, dos quais são os instrumentos para o bem ou o mal, ou para o cumprimento de acontecimentos. Assim, com o nosso desconhecimento, somos os agentes da vontade dos Espíritos por aquilo que se passa no mundo, ora num interesse geral, ora num interesse individual. Assim, encontramos alguém que é causa para que façamos ou não façamos alguma coisa; cremos que seja o acaso que no-lo envia, ao passo que, o mais freqüentemente, são os Espíritos que nos impelem um contra o outro, porque esse reencontro deve conduzir a um resultado determinado.


Os Espíritos, encarnando-se em diferentes posições sociais, são como atores que, fora da cena, se vestem como todo o mundo, e na cena, revestem todas as roupas e desempenham todos os papéis, desde rei ao de trapeiro.


Há pessoas que não temem a morte, que a afrontam cem vezes, e que experimentam um certo medo da obscuridade; não têm medo de ladrões e, todavia, no isolamento, no cemitério, na noite, têm medo de qualquer coisa. São os Espíritos que estão perto deles, e cujo contato produz sobre eles uma impressão, e, por conseqüência, um medo do qual não se rendem conta.


As origens que certos Espíritos nos dão pela revelação de pretensas existências anteriores, freqüentemente, são um meio de sedução e uma tentação para o nosso orgulho, que se vangloria por ter sido tal ou qual personagem.

ALLAN KARDEC

Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site
Creative Commons License