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Curso Básico sobre MediunidadeUnião Espírita Mineira XIII - Animismo1 - CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO AKSAKOF.Aksacof, no século passado, admitiu um tríplice determinismo para os fenômenos mediúnicos, perfeitamente válido à luz dos conhecimentos atuais.
Adsakof - “Animismo e Espiritismo”.) Allan Kardec criou a palavra espiritismo para designar os fenômenos desta natureza e suas implicações filosófico-religiosas.(Ref. 1) 2 - EXPLICAÇÃO NEUROFISILÓGICA:Grosseiramente, diríamos que o cérebro humano possui duas partes distintas no que se refere à sua atuação durante o fenômeno mediúnico.A primeira delas é o subcórtex representado pela substância branca existente no interior do cérebro, e a segunda é o córtex, representado pela substância cinzenta, que envolve aanterior formando uma membrana de alguns milímetros de espessura.No córtex existem por sua vez, duas partes bem configuradas, a anterior, conhecida como lobos frontais e uma outra que compreende todo córtex restante.São chamadas respectivamente córtex frontal e córtex extrafrontal. Através do estudo de várias questões - ausência de diferenciação cortical nas crianças, psicocirurgias, evolução do cérebro dos animais, etc.- os cientistas chegaram à conclusão que o subcórtex e duas partes do córtex desempenham tarefas definidas e específicas no mecanismo da estruturação mental. “Em síntese, eis, segundo Pavlov os aspectos básicos de nossa estrutura mental:
Em outras palavras, ainda de uma forma um tanto genérica, poderíamos admitir, sob o ponto de vista reencarnacionista, que ao subcórtex corresponde o arquivo de nossas existências pretéritas e ao córtex, em particular ao extrafrontal, corresponde o arquivo dapresente existência.O fato de as crianças serem descorticadas, parece vir a favor de tal hipótese, pois desta forma, o cérebro perispiritual teria plasmado durante a gestação, apenas o subcórtex, retratando nele somente a parte de seu acervo que se torna necessária ao espírito durante esta última existência. 3 - O MECANISMO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS:Conjugando-se a classificação de Aksacof com a hipótese neurofisiológica aventada no item anterior teríamos:
Neste ponto vale lembrar que é básico dentro do Espiritismo, que o fenômenos espíritico não ocorre isoladamente.Há sempre uma maior ou menor interferência do próprio médium, o que eqüivale a dizer, ocorrem concomitantemente fenômenos mediúnicos personímicos e anímicos.As vantagens e os inconvenientes deste fato serão examinados mais adiante. 4 - CORRELACIONAMENTO ENTRE ESPIRITISMO E ANIMISMOO fenômeno anímico na esfera de atividades espíritas significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas além-túmulo. Essa interferência anímica inconsciente, por vezes, é tão sutil que o médium é incapaz de perceber quando o seu pensamento intervém ou quando é o Espírito comunicante que transmite suas idéias pelo contato perispiritual.Não podemos confundir o animismo com a “mistificação”, ou seja, a deliberação consciente de enganar, resultada da má intenção. A criatura anímica, quando em transe pode também revelar o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições, suas manhas ou venturas, seus sonhos ou derrotas.Se esta manifestação anímica é assinalada por cenas dolorosas, fatos trágicos ou detestáveis, então trata-se de médium desajustado ou doente que necessita mais de amparo e orientação espiritual. A criatura que supera a maioria dos médiuns, pois se é inteligente, de moral superior e sensível à vida espiritualangélica, não deixa de ser um médium intuitivo-natural, um feliz inspirado que pode absorver diretamente na Fonte Viva os mais altos conceitos filosóficos da vida imortal e as bases exatas da ascese espiritual. Só o médium com propósitos condenáveis é que pode ter remorsos de sua interferência anímica, pois nesse caso tratar-se-ia realmente de uma burla à conta de mediunismo.Não é passível de censura aquele que impregna as mensagens dos Espíritos com forte dose de sua personalidade mas o faz sem poder dominar o fenômeno ou mesmo distingui-lo da realidade mediúnica. Só há um caminho para qualquer médium lograr o melhor êxito no seu trabalho mediúnico:É o estudo incessante aliado à disciplina moral superior.Nenhum médium ignorante, fantasioso ou anímico transformar-se-á em um instrumento sensato, inteligente e arguto, se não o fizer pelo estudo ou próprio esforço de ascensão espiritual. 5 - REFERÊNCIAS:1. Cervino, Jayme - “Além do inconsciente”- FEB - RJ - 1ª Ed. 2. Aksakof, Alexander - “Animismo e Espiritismo” - FEB - RJ 3. Maes, Hercílio - Mediunismo - Liv. Freitas Bastos - Cr. 1961. 4. Xavier, Francisco Cândido - “Mecanismos da Mediunidade”- FEB - RJ 5. Bozzano Ernesto - “Animismo ou Espiritismo” - FEB - RJ 6. Crooks, William - “Fatos Espíritas” - FEB - RJ 7. Aksakof, Alexander - “Um caso de Desmaterialização” - FEB - RJ |
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