Curso para Gestantes
Grupo Espírita Bezerra de Menezes
Vacinas e saúde
Oitava aula
8.0 - INTRODUÇÃO
Existem doenças que são comuns na vida dos bebês. Algumas delas são próprias
da sua condição de recém-nascido e não provocam conseqüências danosas ao
organismo físico. No entanto, seus sintomas costumam trazer desconforto a ele.
Quando isso ocorre, o ideal é manter a calma e procurar descobrir a causa da
irritação para ajudá-lo.
As visitas mensais que o bebê fará ao médico no 1º ano de vida poderão evitar
doenças graves, que serão diagnosticadas e cuidadas antes que ocorram
complicações maiores.
Essas avaliações periódicas são feitas tomando como base o desenvolvimento
proporcional entre peso, altura e crescimento do diâmetro do crânio. As
orientações do pediatra devem ser bem observadas para manter a saúde e o bem
estar do bebê. Evite ambientes fechados, aglomerações, contatos com pessoas
doentes e mudanças bruscas de temperatura.
8.1 - VACINAS
Um dos mais importantes itens na vida do bebê é a sua vacinação básica no 1º
ano de vida. A vacinação pode ser iniciada logo após o nascimento da criança e
pode causar algumas reações comuns a todos os bebês. Observa-se o inchaço dos
gânglios em diversos locais do corpo (ínguas), sintomas de resfriado, irritação
no humor, crises de choro, dificuldades para dormir etc. Nenhum destes sintomas
é sinal de contra-indicação para o uso da vacina.
Diz um ditado popular: É melhor que ele chore agora do que eu mais tarde. É
preferível ver nossos filhos com alguns desses sintomas passageiros do que mais
tarde vê-los sofrer com as doenças. A vacina só deve ser adiada da data
aconselhada nos casos em que a criança já estiver apresentando algum dos
sintomas abaixo:
1 - Febre, vômitos ou diarréias, de consequências graves. Os casos leves não
contra-indicam.
2 - Bebês com deficiências imunitárias.
3 - Bebês que estão recebendo terapia com corticóide e drogas
imunosupressoras (remédios que alteram o sistema de defesa do organismo).
A vacina é ministrada gratuitamente no posto de saúde. Mesmo que a criança
não tenha sido vacinada na idade ideal, ainda assim a mãe deverá procurar o
posto para vaciná-la. Seja uma mãe zelosa e consciente da sua responsabilidade.
Proteja seu filho, imunizando-o com a vacina contra doenças graves.
8.2 - QUADRO DE VACINAS
Idades- Vacinas
0 a 30 - dias BCG e Hepatite B
02 meses - Sabin, Tríplice (DPT) e Hepatite B
04 meses - Sabin e Tríplice (DPT)
06 meses - Sabin e Tríplice (DPT)
07 meses - Hepatite B
09 meses - Anti-sarampo
15 meses MMR - (caxumba, sarampo e rubéola)
18 meses - 1º reforço de Sabin e Tríplice (DPT)
3 a 4 anos 2º reforço de Sabin e Tríplice (DPT)
5 a 6 anos - Difteria e tétano
Observação:
D - Difteria
P - Coqueluche
T - Tétano
8.3 - DOENÇAS MAIS COMUNS
Coqueluche: a coqueluche começa com sintomas leves das vias
respiratórias superiores, com tosse (estágio catarrral) e pode progredir para
paroxismos graves de tosse (estágio paroxístico), em geral com um estridor
característico, seguido de vômitos. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais
comum em crianças pequenas. É vulgarmente conhecida como "tosse comprida". É
doença particularmente grave no 1º ano de vida e potencialmente transmissível no
período catarral.
Tétano: é uma doença que acomete o sistema nervoso central e se
caracteriza por contraturas musculares fortes. O germe causador se encontra no
solo cultivado e nas fezes dos animais herbívoros (terra adubada, cocheira,
estábulos) e seres humanos.
A infecção se dá pela contaminação das feridas com os esporos do bacilo que
se implantam nos tecidos. Aí proliferam, secretando uma potente exotoxina, que
se liga aos tecidos do sistema nervoso central.
No homem, os sintomas do tétano aparecem de 1 a 2 semanas após a
contaminação. Primeiramente acomete os músculos na região do ferimento, depois
os músculos mastigadores, tornando difícil a abertura da boca para a fala e
ingestão de alimentos (trismo). É uma doença muito grave, com alto índice de
mortalidade. O tétano de bebês (neonatal) surge da contaminação do coto
umbilical, portanto o cuidado com a limpeza dele é importante.
Difteria: é uma doença infecto-contagiosa aguda que ataca sobretudo as
crianças de 1 a 4 anos de idade e se caracteriza essencialmente por febre,
inflamação da garganta e pulsação cardíaca muito rápida. As amígdalas, os
pilares anteriores e a úvula se recobrem de um exsudato pseudomembranoso (placas
amareladas). Nos casos mais graves, o processo se estende à laringe e aos
brônquios, causando sufocação. Esta enfermidade é conhecida popularmente como
"crupe".
Poliomielite (Sabin): também denominada de paralisia infantil, é uma
doença causada por um vírus que tem predileção pelas células da medula. Os
primeiros sintomas desta doença são: diarréia, febre, vômito, dor de cabeça, dor
de garganta e dores musculares. Nos casos mais graves pode deixar sérias lesões
nas células nervosas, ocasionando paralisias musculares em algumas partes do
organismo, principalmente nos músculos do tronco e dos membros superiores e
inferiores. Essas lesões podem acompanhar a criança por toda a vida. A melhor
proteção contra a paralisia infantil é a vacina.
Sarampo: é uma doença epidêmica aguda caracterizada por febre,
coriza, conjuntivite, catarro nas vias aéreas superiores e erupção cutânea
(manchas avermelhadas). Inicia-se na face e propaga-se progressivamente ao
tórax, membros superiores e inferiores. A doença apresenta um período de
incubação de 10 a 12 dias. Sua manifestação dura aproximadamente 10 dias.
Geralmente, é complicada por infecções do ouvido e broncopneumonia.
Rubéola: é uma infecção eruptiva leve, também causada por vírus.
Manifesta-se com febre baixa, dor de cabeça, enfartamento dos linfonodos
cervicais e manchas avermelhadas, que se iniciam na face para depois
generalizar-se ao tronco e às extremidades. Persiste apenas por 2 a 5 dias. Tem
período de incubação de 14 a 21 dias.
A rubéola é uma infecção benigna, mas durante o período de gestação, a mulher
grávida deve evitar o contato com pessoas portadoras desse vírus. Se contrair a
doença, a enfermidade poderá atacar o feto provocando o aparecimento de
malformações. Nos três primeiros meses, durante a formação do sistema nervoso
central, existe um risco maior de atingir o feto com sérias conseqüências,
podendo levar a cegueira, surdez, retardo mental e malformações cardíacas
graves.
Febre: é uma espécie de alarme que o nosso corpo faz soar. E ela quer
nos dizer que algo não está bem no organismo. Enquanto não houver a manifestação
dos sintomas da doença que a criança está sendo vítima, deve-se controlar a
febre apenas com antitérmicos.
A temperatura acima de 37 graus na criança já não é normal. O seu nível
crítico situa-se por volta dos 40 graus.
Caso ela atinja 39 graus e você não estiver conseguindo controlá-la apenas
com o antitérmico, é necessário tomar medidas rápidas para que a criança não
tenha uma convulsão.
Coloque-a em um banho morno por alguns minutos e, depois de enxugá-la,
vista-a com roupas leves. Abra as janelas para manter o quarto fresco. Observe a
temperatura seguidamente. Se persistir o quadro, procure ajuda médica
imediatamente.
Atenção: o termômetro é um instrumento que não pode faltar em casa que
tem bebês. Os antitérmicos também são medicamentos que prestam grande auxílio e
que devem estar ao alcance da mão a qualquer hora do dia ou da noite.
Cólicas: as cólicas são a principal causa dos choros demorados
e ininterruptos que atingem a maioria dos bebês. Elas começam nas primeiras
semanas de vida, e só terminam por volta dos três meses de idade.
Segundo alguns pesquisadores, sua causa pode estar relacionada com a
alimentação e seus processos metabólicos. Varia de intensidade de bebê para bebê
e ocorrem geralmente no período noturno.
Vejamos o que fazer para diminuir o máximo possível a ocorrência de cólicas:
procure sempre fazer seu bebê arrotar durante e após as mamadas; quando ele
estiver com cólicas, deixe-o de bruços. Depois, deite-o de costas e faça
massagens, aplicando- lhe calor suave na sua barriguinha com uma fralda
aquecida.
Se você não conseguir controlar as cólicas dessa maneira, procure o pediatra
de sua confiança, para que ele possa orientá-la.
Sapinho: é uma infecção causada por fungos. Também chamada monilíase.
Causa um grande desconforto ao bebê, dificultando a sua alimentação.
Caracteriza-se pelo surgimento de manchas brancas na língua, bochechas e palato.
Geralmente é provocado pelo uso inadequado de mamadeiras e chupetas. Procure
limpar as lesões com uma gaze embebida em solução de bicarbonato de sódio e
água. Nos casos mais graves, procure uma orientação médica.
Nariz entupido: a obstrução nasal é comum nas primeiras semanas de
vida do bebê. Geralmente não há necessidade de uso de medicamentos. Entretanto,
se estiver atrapalhando a amamentação, você pode usar, após o banho, um
conta-gota de Cloreto de Benzalcônio (cloreto de sódio), Sorine infantil ou
Rinossoro em cada narina do bebê. Isso o ajudará a manter uma respiração melhor.
Diarréia: é observada quando o bebê tem freqüentes evacuações com
grande quantidade de água. Não deixe seu bebê desidratar. Ao primeiro sinal de
diarréia, o pediatra deve ser consultado imediatamente. Enquanto isso, dê
bastante água ao bebê. Você pode também preparar um soro caseiro que o ajudará a
repor a água perdida. Não dê medicamentos para deter a diarréia, eles podem
agravar o quadro, que na maioria das vezes cede por conta própria.
Nota: em caso de aleitamento materno exclusivo, a ocorrência de
evacuações líquidas é normal, assim como a ausência de evacuações por 3 a 5
dias.
SORO CASEIRO: em 1 litro de água fervida, coloque 2 colheres de sopa rasas de
açúcar e 1/2 colher de chá de sal. Dê ao bebê algumas colherinhas desse líquido
de 10 em 10 minutos.
Icterícia: é uma ocorrência comum nos bebês e aparece em torno do 3º
dia de vida. O bebê fica com a pele e a esclerótica amarelada. Essa alteração de
cor na pele do recém-nascido é causada pelo acúmulo de um pigmento denominado
bilirrubina. Esse pigmento é proveniente do catabolismo dos glóbulos vermelhos
do sangue. O fígado tem a função de eliminar o pigmento de bilirrubina. No
entanto, numa grande maioria dos recém-nascidos, ele ainda não se encontra
maduro o suficiente para assumir essas funções. Não sendo eliminado, esse
pigmento começa a se acumular tingindo todos os tecidos com aquele amarelão
característico da icterícia. É a icterícia fisiológica, que nenhum dano traz ao
bebê.
Além da imaturidade hepática, outros fatores como a prematuridade, a anoxia
durante o parto ou a incompatibilidade entre o sangue da mãe e o sangue da
criança em relação aos fatores A, B, O e Rh, também são causadores da icterícia.
Nestes casos, é considerada patológica. A bilirrubina em taxas muito altas pode
impregnar o cérebro da criança, causando danos irreparáveis. No entanto,
tomando-se as precauções logo de início, dificilmente esses problemas chegam a
ocorrer.
Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto - SP
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