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Satã [do hebreu chaitán= adversário, inimigo de Deus] – A palavra satã é sinônimo de diabo, com a diferença de que este último é mais genérico, aplicando-se a todos os demônios, enquanto o primeiro aplica-se a um ser único, o rival de Deus. No entendimento espírito, todavia, Satanás ou satã não é um ser distinto, sendo a personificação alegórica do mal e de todos os maus Espíritos. Ver: Diabo, Demônio.

Satanás [do hebreu chaitán= adversário, inimigo de Deus] – Forma derivada de Satã. Ver: Diabo, Demônio.

Segunda-vista ou Dupla-vista - Efeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vígilia. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não vêem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda a parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miargem. Esta faculdade não é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela parece-lhes um efeito natural, e produz o que denominamos visões.

Seita [do latim secta] - 1. Doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos. 2. Conjunto de indivíduos que professam a mesma doutrina.

Semântica [do grego semantiké= a arte da significação] - Estudo das mudanças ou trasladações sofridas no tempo e no espaço, pela significação das palavras.

Sematologia [do grego sema, semato= sinal + logos= discurso] – Transmissão do pensamento dos Espíritos por meio de sinais, tais como pancadas, batidas, movimentos de objetos, etc.. Ver: Tiptologia.

Septuaginta - É a mais importante tradução grega do Antigo Testamento. Conhecida pela sigla LXX.

Sepulcro [do latim sepulcru] – Sepultura, túmulo, local em que o cadáver é inumado.

Sessão espírita – É a reunião de pessoas na Casa Espírita, com o objetivo do estudo e da prática da Doutrina dos Espíritos. Pode ser pública, como as sessões doutrinárias e de passes, ou privada, como as mediúnicas de orientações dos Espíritos, de desobsessão ou de educação e desenvolvimento da mediunidade.

Sibila [do grego sybilla] – Profetisa que fornecia os oráculos e que os Antigos julgavam inspirada pela Divindade. Levando-se em conta a parte de charlatanismo e o prestígio com que as sibilas era cercadas por aqueles que as exploravam, reconhece-se nelas e nas pitonisas todas as faculdades dos sonâmbulos, dos extáticos e de certos médiuns.

Sílfides [do francês sylphide] Variante na mitologia céltica e germânica da Idade Média para Silfos.

Silfos [do latim sylphu] – Segundo a mitologia céltica e germânica da Idade Média, os silfos eram os gênios do ar, como os gnomos eram os da terra e as ondinas os das águas. Eram representados sob forma humana, semi-vaporosa, com traços graciosos, asas transparentes. Atribuia-se-lhes o poder de se tornarem visíveis ou invisíveis à vontade. Ver: Sílfides.

Simbiose [do grego symbíosis] – 1. Vida em comum com outro(s). 2. Associação e entendimento íntimo entre duas pessoas.

Sincretismo [do grego sygkretismós] - 1. Reunião de idéias ou de teses de origens disparatadas. 2. Amálgama de doutrinas ou concepções heterogêneas.

Sinergia [do grego synergía] - 1. Ato ou esforço coordenado de vários órgãos na realização de uma função. 2. Associação simultânea de vários fatores que contribuem para uma ação coordenada.

Síntese [do grego synthesis= composição, pelo latim synthese] – 1. Operação mental que procede do simples para o complexo. 2. Reunião de elementos dispersos para formar um novo conjunto. 3. Combinação de uma tese e de uma antítese em uma nova proposição que contenham um ponto de vista superior, retendo o que elas tenham de legítimo. 4. Resumo.

Sintonia [do grego sýn + tonos + -ia] - 1. Condição de um circuito cuja freqüência de oscilação é igual à de um outro circuito ou à de um campo oscilante externo. 2. Acordo mútuo; harmonia, reciprocidade. 3. Estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio.

Soma [do grego sôma= corpo] O mesmo que corpo físico, material.

Sonambulismo [do latim somnus= sono e ambulare= marchar, passear] - Estado de emancipação da alma mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo, visto que a independência da alma e do corpo é mais completa do que no sonho.

Sonambulismo artificial – Sonambulismo provocado por emanação magnética ou passe. Ver: Sonambulismo magnético.

Sonambulismo magnético – Aquele que é provocado pela ação de uma pessoa sobre outra por meio do fluido magnético que esta derrama sobre aquela. Ver: Sonambulismo artificial.

Sonambulismo natural – Aquele que é espontâneo e se produz sem provocação e sem influência de nenhum agente exterior.

Sonâmbulo [do francês somnambule] – Pessoa em estado de sonambulismo, podendo levantar-se, andar e falar durante o sono. Ver: noctâmbulo.

Sonho [do latim somniu] – Efeito da emancipação da alma durante o sono. Quando os sentidos ficam entorpecidos, os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Esta, tornando-se mais livre, recupera em parte suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres do mundo incorpóreo. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações da vigília, resultam daí, na seqüência dos fatos, soluções de continuidade que lhes rompem a concatenação e produzem esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos, como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases.

Soniloquia [do latim somnus= sono + loqui= falar] – Estado de emancipação da alma intermediário ao sono e ao sonambulismo natural.

Soníloquo [do latim somnus= sono + loqui= falar] – Aquele que fala sonhando.

Sono magnético – Atuando sobre o sistema nervoso, o fluido magnético produz, em certas pessoas, um efeito que se comparou ao sono natural, mas que difere dele essencialmente em muitos pontos. A principal diferença consiste em que, neste estado, o pensamento se encontra inteiramente livre , o indivíduo tem um conhecimento perfeito de si mesmo e o corpo pode agir como no estado normal, o que é devido a que a causa fisiológica do sono magnético não é a mesma que a do sono natural. Contudo o sono natural é um estado transitório que precede sempre o sono magnético, a passagem de um para outro é um verdadeiro despertar da alma. Eis porque aqueles que são postos pela primeira vez em sonambulismo magnético respondem quase sempre não a esta pergunta: dormis? E, com efeito, visto que vêem e pensam livremente, para eles isso não é dormir no sentido vulgar da palavra.

Sono natural – Estado especial do organismo, caracterizado por inatividade relativa, consciência reduzida e escassa reação aos estímulos externos. Nesse estado ocorre o fenômeno da emancipação ou desdobramento da alma.

Subconsciente [do latim sub + consciente] - O conjunto dos processos e fatos psíquicos que estão latentes no indivíduo, mas lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência: tendências, hábitos, lembranças e conhecimentos.

Subjetivo [do latim subjectivu] - 1. Relativo a sujeito; existente no sujeito. 2. O que somente existe em virtude de uma experiência psíquica ou mental da pessoa. 3. Individual, pessoal, particular.

Súcubo [do latim succubo] – 1. Que se coloca por baixo. 2. Segundo velha crença popular, demônio (Espírito) feminino que pelas noites vem copular com um homem, perturbando-lhe o sono.