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Abril de 2002 N° 04 Ano 01

Portal do Espírito (www.espirito.com.br)

Nesta Edição


Semana Santa

Nos últimos dias de Março comemoramos o que convencionou-se chamar de Semana Santa, um período propício a relembrar dos ensinamentos de Cristo e também uma boa oportunidade para checar as diferenças existentes na versão mais disseminada sobre este período e os fatos que o Espiritismo vem nos oferecer.

Um exemplo da distorção que podemos observar é sobre a Ressurreição de Cristo vista como a "Ressurreição da Carne" enquanto o Espiritismo nos demonstra a Reencarnação. Qual é a origem destas crenças ? Qual é a diferença entre estes fenômenos ?

Para auxiliar nesta reflexão, indicamos a leitura dos artigos abaixo:

A universalidade da reencarnação
http://www.espirito.com.br/portal/artigos/jose-chaves/a-universalidade.html

Ressurreição
http://www.espirito.com.br/portal/artigos/paulosns/ressurreicao.html

A Reencarnação na Bíblia
http://www.espirito.com.br/portal/palestras/irc-espiritismo/palestras-virtuais/pv280298.html

Práticas Distantes
http://www.espirito.com.br/portal/artigos/geae/praticas-distantes.html

No grande dia do Calvário - Do livro: Há 2000 Anos...
http://www.espirito.com.br/portal/publicacoes/ha2000anos/ha2000-08.html

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Aumento de Tráfego

Na edição do mês passado, mostramos por ocasião do aniversário do Portal do Espírito o incremento de visitas ao site desde a sua criação.

Como recebemos mais visitas a cada dia, o volume de informações transmitidas do "hospedeiro" (computador onde fica armazenado o Portal do Espírito) para os computadores dos visitantes também aumenta (é claro).

Um dia, no mês passado, recebemos um e-mail do nosso hospedeiro informando que o volume de tráfego de informações ultrapassou a 2 GB (Gigabytes) por mês e que nosso plano de assinatura deveria ser atualizado.

Revendo as estatísticas, vemos que tivemos 503597 leituras de páginas em 26298 visitas, dando uma média diária de 848 pessoas.

Estes fato só vem reforçar nossa satisfação no trabalho realizado e em sua continuidade pois cada vez mais as pessoas se interessam pelo Espiritismo e utilizam da Internet como uma forma rápida e eficaz de realizar pesquisas sobre os assuntos de seu interesse.

E lembre-se: Este site é seu. Sem a sua visita, participação, sugestão ou crítica, todo o trabalho perde o seu objetivo.

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Mensagem Fraterna

PENSAMENTOS

Deus é nosso Pai.

Somos irmãos uns dos outros.

Jesus é o Divino Mestre que Deus nos enviou.

A oração é o meio imediato de nossa comunhão com o Pai Celestial.

Nossos melhores pensamentos procedem da inspiração do Alto.

A presença de Deus pode ser facilmente observada na bondade permanente e na inteligência silenciosa da Natureza que nos cerca.

Devemos amar-nos uns aos outros.

A voz divina pode ser reconhecida nos bons conselhos.

Sempre que ajudarmos, seremos ajudados.

Em nossa terna Mãezinha,
Cheia de santa afeição,
Sentimos que Deus nos fala
No fundo do coração.

* * *


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

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O Melhor do Site

Dando continuidade à nossa série, apresentamos a terceira parte do artigo do nosso colega Paulo.

Os Dez Mandamentos

Paulo da Silva Neto Sobrinho

2º - Não fazer imagens para adoração

Em Êxodo 20, 4-5: Não farás para ti ídolos, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, nem embaixo, na terra, nem do que existe nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles, nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas uso de misericórdia por mil gerações para com os que me amam e guardam meus mandamentos.

Percebe-se, claramente, que nem todas as correntes religiosas têm isso como integrante dos Mandamentos, já que necessitam justificar os “ídolos” (imagens) a que prestam culto, embora queiram dar outro nome para esse tipo de “adoração”.

E, assim, a questão das imagens, colocada no versículo 4, acabou tornando-se um motivo de controvérsia religiosa, entre aqueles que veneram imagens e os que, apoiados nesse versículo, não admitem de forma alguma tal veneração. Inclusive, há pouco tempo atrás, num canal de TV, assistimos, constrangidos, a um determinado líder religioso, numa atitude que demonstra uma completa falta de respeito e caridade cristã, chutando uma imagem religiosa. Perguntamos se Jesus, a quem dizem seguir, fez algo semelhante?

Respeitamos todos os pensamentos, mas a nosso ver, o Deus do Universo nunca se preocuparia com uma coisa insignificante dessa. Achamos que o homem tem para si que Deus é apenas o Deus da Terra e não de um Universo infinito. Se, por um momento pararmos para analisar a nossa ignorância a respeito do Criador do Universo, talvez não iríamos pensar que Ele iria ter uma atitude tão nesquinha dessa. Ao contemplar o céu numa noite bem estrelada, diante dos bilhões de astros, fora os que não se encontram no nosso campo de percepção, ficaremos deslumbrados diante da extrema grandeza do Universo, e só após isso, é que podemos mensurar sobre quem é o autor disso tudo. Aí, sim, é que teremos uma tênue idéia da grandeza do autor. E, depois disso, pensarmos que Ele estaria preocupado com imagens seria pura infantilidade.

Entretanto, cremos que, tudo isso tenha um motivo determinado. Ora, Moisés querendo impor ao povo hebreu a idéia de um Deus único, necessitava afastar daquele povo tudo o que poderia causar algum tipo de embaraço a tal idéia, e assim, não teve outra alternativa, a não ser proibir a adoração das imagens, já que isso era coisa muito comum naquela época, pois quase todos os deuses eram representados por ídolos, para que o povo pudesse adorá-los. Devemos entender que não tinham evolução espiritual suficiente para adorarem um Deus invisível.

Se admitirmos que isso seja realmente uma ordem divina, estaremos admitindo que Deus é incoerente já que em outras oportunidades manda exatamente que se façam imagens, senão vejamos:

1 - Êxodo 25, 18-19: “Farás dois querubins de ouro polido, nas duas extremidades do propiciatório; um de um lado e outro do outro lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório”.

Se formos consultar o “Aurélio” encontraremos que querubim é um ser da classe dos anjos, entretanto, à época da narrativa bíblica, o seu significado consistia de nada mais, nada menos, que um ser da mitologia babilônica, metade homem e metade animal. Era, portanto, um ser misto, representado com rosto humano e corpo de leão ou touro ou outros quadrúpedes com asas, vindo a ser, portanto, uma espécie de esfinge.

Assim, fica também configurado um absurdo: que Deus contrariando sua determinação anterior, tenha mandado fazer dois querubins, seres da mitologia babilônica, e, não bastasse isso, tinha que ser de ouro puro.

2 - Números 21, 8-9: “O Senhor lhe respondeu: ‘Faze uma serpente venenosa e coloca-a sobre um poste. Quem for mordido e olhar para ela, ficará curado’. Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou sobre um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado”.

Sabemos que a serpente na Antigüidade, era o símbolo da divindade de cura. Assim, mais uma vez, Deus, o contrário ao que havia dito antes, manda fazer uma imagem. E, para piorar ainda mais as coisas, essa imagem era o símbolo de uma divindade de cura. Talvez seja por isso que a medicina tenha tomado para seu símbolo duas serpentes envoltas num poste. E,a respeito dessa serpente de bronze que Moisés colocou num poste, o povo acabou por fazer dela um ídolo e por a adorar por 700 anos.

E quanto ao versículo 5º, onde se diz que Deus castiga a culpa dos pais nos filhos até à terceira ou quarta geração, é mais um outro absurdo. Uma vez que disso somos forçados a supor que Deus não seja tão justo quanto o ser humano, já que nossa justiça jamais admite que a culpa passe além de quem cometeu o delito. Mas por outro lado, também, se torna incoerente com essa outra determinação divina contida em Deuteronômio 24, 16: “Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada um será morto por seu próprio pecado”.

Somente por estas duas passagens já podemos questionar a tal de “inerrância” da Bíblia, como querem alguns fanáticos cegos, que se apegam só aos textos que lhes convêm, e passando a passos largos sobre os que não lhes interessam.

Mas, talvez digam que são apenas duas passagens. Como, pois, ser tão radical neste ponto? Entretanto, no conceito que temos de Deus, não podemos supô-Lo mutável ou contraditório em qualquer uma das suas determinações, uma mínima que seja, já que isso não se coaduna com a perfeição absoluta. E, além do mais, essas duas estão entre várias outras que numa análise desapaixonada podemos encontrar na Bíblia.

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Novidades

Você deve ter notado no canto direito inferior das páginas um contador com a mensagem: "Acessos: XX". Esta forma de controle de acesso foi possível após a implantação do novo sistema de navegação (Barra de Opções no canto superior direito da página) e tem como vantagem, medir o interesse do público visitante para cada assunto, página ou área de interesse.

Isso nos ajuda a direcionar nossos esforços de forma a atender o interesse de todos, conforme nossas possibilidades. 

Também recriamos completamente a área de Categorias, agora com um programa que associado a um banco de dados, mantém um catálogo dos artigos disponibilizados.

No momento ainda estamos na longa e penosa etapa de catalogação dos mais de 3000 artigos, grande esforço está sendo feito para completá-la o mais rápido possível, enquanto isso podem ser consultados os já catalogados.

Falaremos com mais detalhes sobre o assunto no futuro.

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