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Portal do Espírito InformaDezembro de 2002 N° 12 Ano 01 Portal do Espírito (www.espirito.ORG.br) Nesta Edição
Nossa PazHá pouco tempo, num trabalho mediúnico do qual participei, ouviu-se, como de costume, a palavra de orientação do guia espiritual do respectivo grupo. Como sempre acontece, nos momentos que antecedem a comunicação superior, o ambiente se transforma de uma forma bem perceptível numa energia muito mais elevada. Sentimos todos, uma paz profunda e uma sensação de alegria que beirava ao sorriso. “___ Que a paz esteja no coração de todos.” -- A voz do médium transmitia a brandura do comunicante espiritual. Essa saudação é comum entre aqueles que buscam o convívio com o Cristo Jesus, e nós, em muitas atividades de nossa doutrina, iniciamos os trabalhos com esse desejo: Paz a todos. Naquela noite, a palavra do Alto lembrou-nos da grande tarefa de Jesus que, desde o início do “nosso tempo”, tem buscado nos trazer a paz, instruindo, amparando e sinalizando nossos rumos. Lembrou-nos, o bondoso comunicante, da importância do Espiritismo como um grande consolador e que, pela luz da verdade, brindou ao mundo com uma nova claridade. Falou-nos, o querido amigo, da importância do trabalho de todos aqueles que compreendem a necessidade da paz entre todos e do “momento chegado” das transformações, prenunciado por muitos videntes do passado e da atualidade. Mostrou-nos, o porta-voz da espiritualidade, que somos partes de uma grande família e que todos buscamos a felicidade e que a paz será conquista de todos nós e, alertou-nos para que não a buscássemos no mundo antes de semeá-la em nosso interior. ...E terminou sua mensagem desejando que nossa paz se expandisse. Este é um pálido resumo da simples, porém, terna mensagem, de um dos trabalhadores da espiritualidade. Resolvemos estendê-la a vocês, para que possam também, refletir sobre seu conteúdo e, principalmente, sobre a paz, esse sentimento tão importante e necessitado nos dias de hoje. Esta mensagem servirá como a nossa mensagem de Natal e votos para o ano que se iniciará. Desejamos, com sinceridade, que cada vez mais, possamos unir as nossas luzes, por diminutas que sejam, para que juntas sirvam para iluminar um pouco mais nossos caminhos, para que não tropecemos jamais nas sombras. Que a paz e a alegria, definitivamente, estejam conosco. Humberto Pazian Conhecendo Melhor o Portal do Espírito (5)Dando continuidade à matéria que iniciou no Portal do Espírito Informa de Agosto/2002 (número 8) passamos a descrever a seção Codificação: Nesta seção estão disponíveis as obras de Fundamentação Doutrinária, e ainda mais algumas obras de Allan Kardec além de alguns interessantes artigos sobre a Codificação. Na seção Codificação as consultas podem ser feitas diretamente a cada um dos capítulos dos livros. Uma vez consultado, pode-se (como em qualquer outro documento do Portal) baixar o mesmo para o seu computador, permitindo a leitura sem a conexão com a internet. Na seção Download (Arquivos formato PDF), não se pode fazer consultas (on-line) aos livros, apenas pode-se baixar os mesmos para os seu computador. Uma vez que este processo esteja concluído, a consulta pode ser feita a qualquer momento (também sem necessidade de conexão com a internet). Para maiores detalhes em como proceder para "baixar" estes arquivos clique em "Dicas de Download", disponível nesta seção. Ainda na seção Codificação, encontramos outros livros de autoria de Kardec: O que é o espiritismo, O Espiritismo na sua expressão mais simples, Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas, Revista Espírita e Obras Póstumas. A coleção da Revista Espírita, editada mensalmente por Kardec entre 1858 e 1869, infelizmente não está completa por falta de diversos exemplares em meio eletrônico. A disponibilização de todas as edições é um sonho antigo da equipe do Portal que ainda vai demorar até virar realidade. Aproveitamos a oportunidade para indicar o artigo "Leitura Espírita" (http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/estudo/leitura-espirita.html) de autoria do Grupo Espírita Batuíra que nos traz um bom roteiro de leituras e definições dos livros que formam a base da nossa Doutrina, disponível na seção aqui apresentada. Muita Paz, Equipe Portal do Espírito. Leitura EspíritaGrupo Espírita Batuíra – São Paulo INTRODUÇÃO"ESPÍRITAS! AMAI-VOS, EIS O PRIMEIRO
ENSINAMENTO; Ao se aproximar da Doutrina Espírita, por diversos motivos e variados caminhos, em algum momento as pessoas são orientadas para a leitura. Deparam-se então, com vasta bibliografia que, se bem orientada, levará o leitor a descobrir um leque de possibilidades com informações, estudos, reflexões e consolo facilitadores do viver. O livro é um instrumental importante para o cumprimento da afirmação inicial do Espírito da Verdade pois "Não só fala mais de perto à inteligência e à sensibilidade do leitor, como atua fora do centro, alcançando um número maior de pessoas, passando de mão em mão como luzeiro a aquecer os corações e iluminar as consciências." Emmanuel OBJETIVOOrientação de leitura para o público freqüentador do Grupo Espírita Batuíra. OBRA ESPÍRITAFundamentação DoutrináriaAllan Kardec O Livro dos Espíritos – 1o. livro da Codificação (1857).
O Livro dos Médiuns – 2o. livro da Codificação (1861).
O Evangelho Segundo o Espiritismo – 3o. livro da Codificação (1864).
O Céu e o Inferno – 4o. livro da Codificação (1865)
A Gênese- 5o. livro da Codificação (1868)
Reflexões Sobre os Fundamentos da DoutrinaReflexões DoutrináriasAllan Kardec O que é o Espiritismo
Seguidores – Final do Dec. XIXLéon Denis – O Problema do Ser, do Destino e da Dor; No Invisível. Gabriel Dellane – A Alma é Imortal; O Fenômeno Espírita. Ernesto Bozzano – Animismo e Espiritismo; A Crise da Morte. Seguidores – ContemporâneosAry Lex – Pureza Doutrinária. Carlos Peppe – Jesus, Kardec e Emmanuel; Espiritismo Segundo Século – uma opinião Carlos T. Rizzini – Evolução para o Terceiro Milênio. Deolindo Amorim – O Espiritismo e os Problemas Humanos; O Espiritismo e as Doutrina Espiritualistas. Herculano Pires – vasta obra filosófica. Hermínio C. Miranda – Nossos Filhos são Espíritos; Diversidade dos Carismas. Hernani Guimarães Andrade – vasta obra científica. Obra MediúnicaEmmanuel – O Consolador (forma: perguntas e respostas); Pão Nosso; Fonte Viva; Vinha de Luz; Caminho, Verdade e Vida: reflexões sobre o Evangelho; Seara dos Médiuns: reflexões sobre o Livro dos Médiuns; Roteiro; Pensamento e Vida; Vida e Sexo: reflexões sobre o cotidiano. Médium: Francisco Cândido Xavier. André Luiz – Nos Domínio da Mediunidade; Missionários da Luz; Obreiros da Vida Eterna: reflexões romanceadas. Médium: Francisco Cândido Xavier Mensagem Fraterna
AcessóriosEsta seção visa a sugestão de um tema que possa ser motivo de maiores reflexões permitindo assim nosso aprimoramento moral e intelectual. Dada a proximidade das "festas de fim-de-ano" selecionamos para este mês o artigo de Sender Salles Leite. Comemoração Espírita do NatalSander Salles Leite As antigas e primitivas civilizações viviam quase que exclusivamente da caça e da pesca para a sobrevivência. O instinto sobrepujava a razão e a vida em coletividade propiciava certamente grandes reuniões em torno da comida caçada, seja para festejar a vitória do homem sobre o animal, para saciar a fome ou pelo prazer de estarem juntos. O progresso da humanidade pela utilização da inteligência proveu ao homem sua casa, sua roupa, suas armas, até a invenção das letras e o registro escrito das idéias, mas o senso de coletividade, da vida em sociedade descrito no Livro dos Espíritos(1) sempre existiram e todas as grandes ou pequenas reuniões sempre foram acompanhadas de farta alimentação, não raro para "informar" a condição social do grupo. Este hábito milenar não mudou. Pequenas e singelas reuniões espíritas também são acompanhadas do tradicional chazinho, bolinho, bolachinha e outros humildes "inhos", reflexo das fortes impressões secularmente marcadas em nosso espírito. Daí, para entendermos a razão de comemorarmos o Natal com banquetes deslumbrantes, bebidas alcoólicas e demais desatinos não é necessário muito exercício de raciocínio. O que nos interessa, portanto, após a compreensão desse fato, é desvinculação dele do verdadeiro sentido da data natalina. Já que não podemos fugir da convenção da existência do 25 de dezembro como sendo a comemoração do nascimento de Jesus; não podemos nos esconder no porão da casa para fugir ao consumismo comercial provocado pela euforia da troca de presentes, nós espíritas devemos nos envolver mais profundamente com seu significado maior, lembrando aos amigos e freqüentadores das Casas Espíritas que Jesus, em nenhuma hipótese espera que comemoremos seu aniversário empanturrados de comida ou bêbados, pois Ele veio nos ensinar a viver em paz, a amar os semelhantes e a compreender Deus como Pai bondoso e sempre disposto a nos oferecer oportunidades de aprendizado através da reencarnação como forma de crescer espiritualmente e atingir as altas paragens espirituais, até sermos perfeitos(2). Lembrar aos espíritas, que a data é propícia para as famílias que realizam reuniões de estudos do Evangelho no Lar, oferecerem neste dia aos demais familiares a oportunidade de comemorar o Natal sem os exageros conhecidos. Participar da vida social normalmente, participando até das conhecidas brincadeiras de amigo secreto, almoço confraternativo na empresa também faz parte do nosso dia-a-dia terreno, porém , tendo sempre em mente a condição espírita: o Natal é uma alusão ao nascimento do Cristo e em nenhuma hipótese os exageros devam fazer parte de nossa vida e o nosso exemplo junto aos não espíritas poderá ser uma útil fonte para reflexões. (1) O Livro dos Espíritos, A. Kardec - Q. 766 - 76ª Ed. - FEB Saiba Mais Sobre o Portal do EspíritoVocê já notou que o Portal do Espírito iniciou em 10 de março de 2001 e que desde então recebeu mais 441 mil visitas. Conheça agora, alguns detalhes:
Se você quiser saber mais sobre o Portal do Espírito, entre em contato pelos e-mails: ajuda@espirito.org.br ou colabore@espirito.org.br Saudações da Equipe Portal do Espírito O Melhor do SiteContinuação da seção Melhor do Site, com mais uma parte do artigo do nosso colega Paulo. Os Dez MandamentosPaulo da Silva Neto Sobrinho http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/os-dez-mandamentos.html 10º - Não desejar a mulher do próximo nem cobiçar nenhum de seus bens.Em Êxodo 20, 13: Não cobiçarás a casa do próximo, nem a mulher do próximo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma do que lhe pertence. É comum vermos esse Mandamento desmembrado em dois: Um como o nono mandamento: Não desejar a mulher do próximo e o outro, como décimo: Não cobiçar as coisas alheias. Falamos um pouco atrás que as determinações de Deus devem ser atemporais, universais e imparciais. Se formos fazer uma análise do texto bíblico, utilizando desses critérios, chegaremos à conclusão que este não passa por esse crivo. A sociedade machista em que se constituía o povo hebreu é a única coisa que encontramos para justificar a questão de “não cobiçar a mulher do próximo”. Veja que seria um absurdo admitir que a mulher do próximo poderia desejar o marido da outra, já que isso não está explicitamente proibido. E o que não é proibido é permitido. Mas, se bem analisarmos a questão, o desejar a mulher do próximo ou o marido da próxima, ela já estaria no contexto do “não adulterarás”, assim ficaríamos com duas ordens divinas para a mesma situação. Voltando ao que já dissemos anteriormente, devemos entender os fatores culturais da época. Assim, podemos perceber que o que se encontra listado nessa passagem reflete apenas o que, para época, era de suma importância para aquele povo. Veja, por exemplo a questão do escravo. Qual o sentido de sua aplicação nos dias de hoje? Poderemos cobiçar a “Mercedes” do próximo? O jumento era um meio de transporte muito utilizado na época, entretanto, hoje utilizamos o carro, como ficaria, pois, a aplicação literal desse Mandamento? Quanto à questão da mulher, ela era tida como propriedade do homem, talvez, assim considerada, por causa da narrativa bíblica de sua criação. Já que, pela Bíblia, Deus criou o homem primeiro, para só depois resolver dar-lhe uma companheira. Mas, ao invés de criá-la também do barro, donde veio o homem, como consta da Bíblia, toma-a da costela do homem. O significado disso tudo realça que a mulher não tinha valor algum, e até para ser criada, foi dependente do homem. E será que isso foi orientado por Deus, ou Ele, também, era ainda muito atrasado, como o era a Humanidade daquele época? É óbvio que tudo isso tem muito a ver com o homem, e não com a Inspiração Divina, pois Deus é imutável, sendo sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre. Outra conclusão interessante desse machismo hebreu daquela época vamos encontrar em dois castigos para a mulher (Eva), registrados em Gêneses 3, 16: “...e o teu desejo será para o teu marido”, e “...e ele te dominará”. É desnecessário qualquer outro comentário. ExpedienteEste boletim foi distribuído para 2.454 e-mails. Todos os boletins passados podem ser vistos no endereço: http://www.espirito.org.br/portal/internet/boletim.html Para cancelar o recebimento do boletim, basta enviar mensagem em brando ao endereço: "boletim-unsubscribe@topica.com" (sem as aspas). |
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