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Portal do Espírito InformaDezembro de 2003 N° 24 Ano 02 Portal do Espírito (www.espirito.ORG.br) Nesta EdiçãoO fim do Bate PapoNo final do mês de novembro tivemos que tomar uma decisão bastante difícil, que causou grande indignação por parte de um bom conjunto de visitantes de nosso site, foi a retirada do serviço de Bate Papo, também conhecido como Chat. O Bate Papo era uma solicitação antiga, que de tempos em tempos voltava a ser feita por diferentes pessoas, é uma ferramenta muito interessante de troca de informações e conversa, bastante popular na internet em geral e que foi muito bem recebida pelos nossos visitantes. Não foi fácil selecionar um programa que atendesse às nossas necessidades, dadas nossas restrições de custos, provedor, linguagem e etc. Mais de 18 programas diferentes foram avaliados e, quando finalmente um foi selecionado, ainda precisou de um bom tempo para adaptar, traduzir, integrar ao site e etc. Infelizmente, nossa falta de conhecimento de internet nos pregou uma peça, pois nos critérios de avaliação em nenhum momento foi ponderado o tráfego que estes programas geram. Acreditem, eles geram muito tráfego. Um site na internet tem seus custos baseados numa fórmula que inclui duas grandes variáveis. A primeira é espaço em disco que ele ocupa. A segunda é chamada banda, ou a quantidade de tráfego que o site gera. E o preço maior é sempre do tráfego. O Portal do Espírito recebe hoje mais de 200.000 (isso mesmo, duzentos mil) visitantes por mês, fornece mais de 2,7 milhões de páginas a estes visitantes, o que gera um tráfego, um consumo de banda, da ordem de 10 a 15 GB. É muita coisa! Qual não foi nossa surpresa quando, no mês de novembro, vimos nosso tráfego triplicar, isso mesmo, triplicar, apenas por causa do bate papo! Os custos foram parar nas estrelas! Atualmente o site se mantém com a ajuda de 3 ou 4 doadores esporádicos e dois permanentes, sendo que desde que se começou a campanha de solicitação de doações, há mais de um ano, recebemos até agora um total de 320 reais. Um ano de campanha, e ainda não cobrimos o custo de um único mês (que é de 350 reais). Estamos dizendo tudo isso, não é para receber doações, mas para justificar a desativação do serviço de Bate Papo, porque naquele mês em que ele ficou ativo, nossos custos saltaram para 1.200 reais, tornando simplesmente impossível a manutenção do mesmo. Assim, a todos que, quase que diariamente nos escrevem, reclamando de nossa atitude chamada de "arbitrária", "radical", "insensível" e outros epítetos que não imaginávamos que espíritas usariam, fica aqui nossa explicação pública. Gostaríamos mesmo de poder reativar o serviço, quem sabe, no futuro, quando pudermos contar com um conjunto de doadores e patrocinadores que garantam uma renda estável no volume necessário, possamos voltá-lo, até lá pedimos paciência a todos. Fale ConoscoMensagem 1: Muita Paz! Freqüentamos uma Casa Espírita em ..., Casa essa de pequeno para médio porte, onde se estuda e pratica as atividades mediúnicas, como tantas Casas em todo nosso grande país. Em recente visita ao nosso arquivo, nos deparamos com apreciável quantidade de mensagens psicografadas, arquivadas em livros próprios, mensagens estas obtidas em épocas diversas e por diversos médiuns, sem qualquer outra finalidade senão a do arquivamento. Isto posto, pergunto então: há necessidade que mensagens psicografadas, em sessões públicas de estudo doutrinário (O Livro dos Espíritos) sejam arquivadas como até então? Em caso positivo, qual seria o objetivo deste arquivamento e qual o tempo desejável para tal? Que a luz do Senhor continue a nos iluminar. J. Resposta: Caro amigo, Interessante esta sua questão, vem levantar
outras também interessantes, referentes especialmente à questão de
documentação e história. Muita paz. Mensagem 2: Meu nome e R., moro nos Estados Unidos, tenho uma filha maravilhosa de 5 anos e sou espírita. No mês passado, passei pela pior coisa da minha vida: fiz um aborto! Um ato que sempre condenei e que jamais pensei que fosse acontecer comigo. Primeiro pensei que minha gravidez não estava indo bem, depois foi problemas financeiros... meu divorcio ainda não saiu e o bebe não era do meu marido... Me vi com dois filhos de pais diferentes e como meu ex-marido e alcoólatra, passei uma faze muito ruim ao lado dele e estou tomando antidepressivo... o que me disseram que não faz bem na gravidez e mais um monte de nicotina... Já não estava bem emocionalmente e resolvi não ter uma vez que iria nascer sem saúde quase.... Tudo isto me levou a decisão que cortou meu coração... tem quase um mês, e me sinto muito mal pelo que fiz e pelo que passei já que os médicos tiveram que fazer o procedimento 3 vezes.... Como já foi feito e não dá para voltar atrás, gostaria de saber como esta este espírito? Onde foi? Será que me perdoa? Será que se eu ficar grávida novamente (mais tarde) ele volta ou outro vem??? O que mais me deixa a pensar, e quando ia a centros espíritas, sempre me perguntavam se havia feito um aborto??? Não NUNCA.... Ate pensava se havia feito e tinha esquecido, pois era tão freqüente que me perguntavam que achava que deveria ter feito e não me lembrava... Não , nunca havia feito..... Mas falavam como se então iria acontecer... Espero resposta... ando depressiva Muito obrigada pela atenção Reposta: Cara amiga, Sentimos muito por sua atitude, realmente foi um
erro muito grande, mas como você mesma diz, já passou, de modo que o melhor
é se concentrar agora em tentar compensar aquele erro. Muita paz. Réplica, dois dias depois: Se eu resolvesse ter um filho novamente (ficar grávida e ter meu bebe- mais pra frente) também serve como trabalho??? Resposta à réplica: De nossa parte entendemos que não, não serve,
porque isso é algo que você já ia fazer mesmo, um erro deve ser compensado
com ação direta em sentido contrário. Mensagem 3: Pelo amor de Deus, eu não sei o que fazer, meu marido bebe, fala mal de mim para os amigos, sai, volta de madrugada, diz que não quer mais ficar perto de mim, coloca nosso filho de 8 anos contra mim, só quer ficar no bar, pra ele o mais importante é a bebida jogo de dominó e sinuca nos bares, nós moramos com minha sogra que o apóia e cuida do nosso filho mais novo, de quase dois anos, minha família é de C., estou em S., sozinha, porque se estivermos bem, meu marido me apóia, é carinhoso até ajuda a pagar as contas, mas se eu cobrá-lo de qualquer coisa minha vida fica infernal, pois ele faz a s coisas que citei anteriormente, e o que parece nada, pra ele é motivo de se vingar de mim, eu sofro muito com tudo isso, é sempre a mesma coisa, estávamos em um centro, saímos para freqüentar outro, pois o que estávamos cobrava dinheiro das pessoas e não concordávamos, depois disso nada deu mais certo, nem achar outro centro, por favor se puderem me orientar, eu já fiz cursos, entendo um pouquinho da doutrina e preciso de muita ajuda. Que Deus abençoe vocês. M. C. Reposta: Cara amiga, Você fez muito bem em se afastar daquela casa
que cobrava, seja lá que nome usassem, aquilo não é Espiritismo. Sugerimos
que procure freqüentar apenas casas espíritas kardecistas. Muita paz. Mensagem Fraterna
O Melhor do SiteAdeus, Ano Velho!Carlos Augusto Abranches Na memória de cada um, a vontade de dar rápido adeus ao ano que se acaba. É que nem todos conseguiram executar os projetos elaborados lá atrás, no fim de dezembro e início de janeiro, quando o ano vigente ainda era um bebê, cheio de promessas em potencial. Depois de 365 dias, é hora não só de esperar por tempos melhores, mas de igualmente avaliar como foram aproveitadas essas milhares de horas de vida do período anterior. E é aí que, para muitos, começam as dificuldades. Na auto-avaliação do fim desta jornada, para muitos a lembrança é de que foram difíceis os momentos de provar essa capacidade. Assumir desafios é buscar tentativas de solucionar definitivamente os problemas, e não nos deixar levar por eles indefinidamente. Em alguns momentos, os obstáculos foram maiores do que a possibilidade de superação, mas uma lição foi aprendida; foi possível encontrar amigos, que ajudaram a vencer barreiras quase intransponíveis. Investimos em um aspecto, e outro, de valiosa grandeza, nos foi descortinado. Retomando o projeto que elaboramos para o ano ser o melhor possível, publicado em REFORMADOR de janeiro de 1996*, projetamos para o primeiro mês do ano a coragem de assumir desafios. Em fevereiro, a proposta foi desenvolver a qualidade de assumir compromissos. Boas lições foram assimiladas. No lar, pelo esforço em educar a alma. No grupo espírita, pelo crescimento da colaboração junto aos trabalhos da casa, e no Planeta, pela compreensão de que um pequeno auxílio anônimo que se presta repercute de forma permanente no fortalecimento das vibrações de paz, em benefício da coletividade. No mês de março, a decisão foi trabalhar em nós a paciência. E como foi bom termos incluído essa qualidade da alma no roteiro de ações. Com um pouco mais de paciência, foi possível tolerar, pelo menos por instantes, aquele companheiro menos simpático, até porque, sob outro ângulo de observação, ficou mais fácil para tantos outros aprimorarem a paciência deles para conosco. Um esforço heróico e recíproco, em nome da fraternidade... Abril nos pediu maior vigilância para enfrentar o inesperado. Hoje, a poucos momentos de um novo ano, afirmamos o valor de termos nos preparado para as dores de algumas tristezas profundas, que ocuparam nossos dias sem perguntar se estávamos prontos para recebê-las. Foi útil, também, para outros instantes de intensa alegria, nos quais mantivemos a serenidade, ao reconhecer que a vida é feita de todos estes tipos de situação; a diferença está na forma com que cada um vai lidar com o que lhe chega: se em desespero descontrolado, diante da dor, ou se com efusividade inconseqüente, no outro extremo. Em tudo, as lições ajudaram-nos a conquistar um pouco de serenidade e equilíbrio. Maio foi a época do exercício da fé e da esperança. Período trabalhoso, já que, da forma que o mundo veio sendo conduzido, foi difícil consolidar um pouco mais do cimento da fé e do perfume da esperança nos alicerces da própria alma. Em junho, depois de algumas derrotas vividas nos meses anteriores, foi fundamental lembrar que somos capazes, que não iríamos desistir por causa de um ou outro deslize, e que a vitória é nossa meta final. Julho foi o mês da sensibilidade. Por ela, foi importante dedicar alguns momentos do dia ao silêncio, à meditação relaxante, ao aprimoramento da capacidade de ouvir as canções que a natureza entoa e que se não consegue ouvir. Em agosto, abrimo-nos para o novo. O mesmo novo que permitiu uma melhor administração da Casa Espírita, através de técnicas mais modernas que não descaracterizaram os fundamentos doutrinários. Um novo que abriu possibilidades de aprofundamento na relação com os colegas, já que no coração de um homem renovado sempre há espaço para se guardar novas alternativas de convivência. Durante setembro, exercitamos o acionamento da vontade, o leme vigoroso que conduz nossa empresa mental. A vontade foi (e continua sendo, porque aprendemos a tarefa) o elo mais forte que permanece nos unindo aos compromissos com os movimentos mais avançados de transformação da Humanidade, para melhor. No mês de outubro, tratamos de nossas doenças. Poderíamos ter ido mais fundo, mas já foi possível descobrir que seremos sempre nossos próprios médicos, promovendo a cura pessoal, quando aprimoramos cada vez mais a capacidade de fazer escolhas justas. Novembro foi o período de dar e receber as melhores impressões, relativas aos alimentos que nutrem a fome da alma. Fizemos alguns bons amigos, e pudemos nos tornar simpáticos a outros, que outrora não nos queriam tão bem assim. Finalmente, em dezembro, estamos exercendo o item da auto-avaliação. Com certeza, não rompemos com a realidade, ao citar lembranças boas dos compromissos assumidos para os meses anteriores. Apenas quisemos reforçar o fato de que o mundo precisa de projetos de vida esperançosos. Para que desfiar o relatório de derrotas, se temos pela frente tantos avanços por realizar? É óbvio (e o bom senso nos sugere isto) que não podemos desprezar as pedras aparecidas pelo caminho. Mas uma coisa é se machucar com elas, e outra é seguir adiante, apesar dos tropeços, por mais dolorosos que tenham sido. Antes de se despedir do ano, recoste-se por uns momentos e revisite as experiência vividas nesta etapa. Aproveite o instante de arquivar estas lições, para que sua vida não seja mais uma das tantas que, na hora das festas natalinas, prefere beber para esquecer o ano velho e sair bem bonita, a fim de assistir a entrada do ano-novo vestida de branco, pouco antes da festa de reveillon. ExpedienteEste boletim foi distribuído para 9.352 e-mails. Todos os boletins passados podem ser vistos no endereço: http://www.espirito.org.br/portal/internet/boletim.html Para cancelar o recebimento do boletim, basta enviar mensagem em brando ao endereço: "boletim-unsubscribe@topica.com" (sem as aspas). |
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