Portal do Espírito

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Portal do Espírito Informa

Março de 2004 N° 27 Ano 03

Portal do Espírito (www.espirito.ORG.br)

Nesta Edição

Nova conta para contribuições

Em nossa iniciativa de manter o Portal do Espírito, há algum tempo abrimos contas em diversos bancos de âmbito nacional, visando permitir que aqueles que queiram ajudar-nos nos custos financeiros possam contribuir de alguma forma.

Temos tido gratas surpresas, como algumas contribuições de valor expressivo e outros que metodicamente nos auxiliam todos os meses, somos imensamente gratos a todas estas iniciativas, mas na soma geral os valores têm sido, ainda, abaixo das nossas necessidades.

Assim, tentando facilitar a todos, abrimos uma conta em mais um banco, totalizando agora quatro deles, que esperamos ajudem a ampliar as contribuições e garantir a existência do Portal do Espírito. As contas são:

Banco do Brasil - 001, agência 1189-4, Conta Poupança: 10.014.893-X
Banco Itaú - 341, agência 1001, Conta Poupança: 10.201-9
Bradesco - 237, agência 105-8, Conta Poupança: 1.008.664-7
Caixa Econômica Federal - 104, agência 1572, Conta Poupança (013): 64.710-7

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Fale Conosco

Mensagem 1:

Assunto: Sobre o que foi levantado pelo programa Fantástico

Olá!

Penso que alguém da equipe deva ter assistido a matéria no Fantástico que levanta a questão sobre o Divaldo ser plagiador.

O Portal tem alguma orientação sobre esta ? O que me chamou a minha atenção foi a presença de um Sr que diz ser do circulo da pessoa de C. Xavier.

Obrigada

W.

Resposta:

Cara amiga,

Avisou-nos Jesus: olhai os frutos da árvore e sabereis se é boa ou não, árvore boa dá bons frutos, árvore má dá maus frutos.

O referido programa, que sempre deu tanta ênfase e espaço ao padre Quevedo demonstra uma histórico claro de difamação, que tenta denegrir a imagem do Espiritismo, sem nunca ter aberto seu tempo a qualquer um do meio espírita. Ao contrário do referido padre, que gasta seu tempo procurando meios de desacreditar os outros, o Sr. Divaldo mantém há mais de 40 anos um trabalho assistencial na Bahia, sustentando mais de 300 crianças órfãs, sendo que toda a renda de seus livros é voltada ao auxílio aos necessitados, inclusive ele, muitas vezes, foi socorrer a irmã Dulce, sim, aquela religiosa católica que auxiliava os pobres, porque lhe faltavam recursos e o clero superior não a ajudava. Julgue você mesma quem dá bons frutos aqui.

Não temos condições de ver tudo o que se diz por aí, o horário do referido programa dedicamos ao estudo do evangelho no lar, que certamente nos é muito mais útil, como não vimos nada a respeito, nada temos a comentar.

Muita paz.

Mensagem 2:

Gostaria de um esclarecimento. Neste informativo (Fev/2004), na seção FALE CONOSCO, na mensagem nº 1, vocês respondem que a pessoa deveria procurar uma casa espírita KARDECISTA. De onde surge a dúvida: O termo Kardecista é correto? Não poder-se-ia entender que Kardecista seria a criação de Kardec? O que seria errada já que ele foi o codificador e não o criador. Como se diz, por exemplo, sobre a teoria Freudiana, criada, logicamente por Freud? Já li diversos textos, que criticavam (crítica construtiva) o uso deste termo, de Kardecismo. É sabido que algumas pessoas utilizam-se deste termo para diferenciar da Umbanda, Candomblé, etc. Pois para muitos leigos Espiritismo é tudo isso, e Kardecismo seria uma linha do Espiritismo, o que sabemos não é verdade, pois Espiritismo não tem linhas ou sub-divisões.

Gostaria de saber na opinião de vocês sobre isso.

C.L.

Reposta:

Caro amigo,

Não temos condições de dizer se está correto ou não o uso desta palavra, cremos que é questão de opinião pessoal, ela consta dos dicionários, por ser de uso popular, de modo que já foi absorvida pela língua, mesmo que para os espíritas mais puristas ela não seja correta, pelo menos em termos ortográficos não há erro aqui.

Em nosso caso em particular usamos o termo para reforçar a compreensão do tipo de casa espírita a que nos referimos, já que existe, como você mesmo menciona, muita confusão, tendo já havido enganos causados pela supressão do termo em que pessoas fizeram o que dissemos e acabaram indo a casas de candomblé, o que não era o que desejávamos transmitir.

Em nosso site temos dois textos tratando do assunto, com posições contrárias:

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/porque-sou.html

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/porque-nao-sou.html

Muita paz.

Mensagem 3:

Queridos amigos.

Que a paz do nosso Divino Mestre os envolvam a todos hoje e todo o sempre.

Faço a seguinte pergunta referente à mensagem 1 do boletim informativo Fevereiro 2004 nº 26 ano 03:

Pelo grau evolutivo, moral e espiritual, podemos dizer que um Espírito foi criando antes do outro?

Podemos assim dizer que um Espírito é mais velho que o outro?

Antonio Mario

Reposta:

Caro amigo,

Não vemos como poderia ser de outra forma, n'O Livro dos Espíritos temos estas respostas de forma explícita e direta, dizendo-nos que sempre, por toda a eternidade, Deus criou espíritos, e ainda os cria, constantemente, de modo que é natural que em termos de tempo de existência, alguns são mais "velhos" do que outros, mas esta é uma associação problemática, pois o espírito não envelhece, ele evolui, e seu tempo não é medido necessariamente em anos terrestres.

Muita paz.

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Mensagem Fraterna

Nosso Pai

Quando acordamos para a razão, descobrimos os traços vivos da Bondade de Deus, por toda parte.

Seu imenso carinho para conosco está no Sol que nos aquece, dando sustento e alegria a todos os seres e a todas as coisas; nas nuvens que fazem a chuva para o contentamento da Natureza; nas águas dos rios e das fontes, que deslizam para o benefício das cidades, dos campos e dos rebanhos; no pão que nos alimenta; na doçura do vento que refresca; na bondade das árvores que nos estendem os galhos dadivosos, em forma de braços ricos de bênçãos; na flor que espalha perfume na atmosfera; na ternura e na segurança de nosso lar; na assistência dos nossos pais, dos nossos irmãos e dos nossos amigos que nos ajudam a vencer as dificuldades do mundo e da vida, e na providência silenciosa, que nos garante a conservação da saúde e da paz espiritual.

Muitos homens de ciência pretendem definir Deus para nós, mas, quando reparamos na proteção do Todo-Poderoso, dispensada aos nossos caminhos e aos nossos trabalhos na Terra, em todos os instantes da vida, somos obrigados a reconhecer que o mais belo nome que podemos dar ao Supremo Senhor é justamente aquele que Jesus nos ensinou em sua divina oração: “Nosso Pai”.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

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O Melhor do Site

A universalidade da reencarnação

José Reis Chaves

A palavra “rencarnacion”, em Francês, foi criada por Allan Kardec na segunda metade do Século XIX, e traduzida simultaneamente por sábios da época por “rencarnation”, em Inglês, e, para o Português, reencarnação, cujo significado etimológico em todas essas línguas é “ação de novo na carne”, isto é, retorno do espírito a um novo corpo.

Até então, usava-se geralmente o termo renascimento, entre quase todos os povos, para designar a idéia do que entendemos hoje por reencarnação. Mas empregavam-se também outros vocábulos para expressar esse fenômeno da busca de um novo corpo por parte do espírito desencarnado. E entre esses vocábulos destacam-se transmigração, metempsicose, metensomatose e ressurreição. A metempsicose, mais comum entre os Induístas, admite que o espírito possa voltar reencarnado em um ser biológico de outra espécie que não humana.

Já a ressurreição, palavra muito usada na Bíblia, era de sentido ambíguo para os Judeus, pois eles não sabiam direito se a ressurreição seria do espírito ou do corpo, embora prevalecesse mais o sentido da ressurreição do espírito, enquanto que o Cristianismo optou para a ressurreição do corpo, quando dele foi banida a reencarnação. Assim foi que, no Credo Católico, introduziu-se a expressão “creio na ressurreição da carne”, ao invés de “creio na ressurreição do espírito”, consoante o ensinamento e exegese bíblicos racionais e não dogmáticos, pois da Bíblia, no seu Novo Testamento, consta claramente que a ressurreição é do espírito.

Exemplifiquemos o que estamos dizendo com uma frase de São Paulo: “Há dois corpos, um natural e outro espiritual, e ressuscita o corpo espiritual” (1 Coríntios 15: 44).

Assim, quem crê na reencarnação, não nega a ressurreição, como o afirmam, freqüentemente, alguns anti-reencarnacionistas. Pelo contrário, estes até acreditam em mais de uma ressurreição, ou seja, a ressurreição do espírito no mundo espiritual, após a morte do seu corpo, a ressurreição do espírito na sua nova reencarnação, num novo corpo que nasce, e a ressurreição definitiva do espírito no mundo espiritual, quando de sua libertação da matéria carnal no nosso Planeta Terra. Um espírito nessas condições somente volta a reencarnar ou ressuscitar num novo corpo aqui na Terra, se ele por vontade própria o quiser, para, por exemplo, cumprir uma missão especial a bem da Humanidade.

E quem criou a frase “creio na ressurreição da carne” foi o reencarnacionista Santo Atanásio, a qual faz parte do retocado Credo de sua autoria rezado nas missas, não sendo ela, pois, da Bíblia. Santo Atanásio deveria ter querido dizer, pois, “creio na ressurreição na carne”, e não da carne. E poderia também ter querido expressar o seguinte: Creio na misericórdia de Deus, que fará ressuscitar para mim uma nova carne, um novo corpo carnal, para que eu possa continuar a minha evolução espiritual na minha peregrinação terrena.

Jamais existiu na História da Humanidade uma crença tão poderosa como a Doutrina da Reencarnação, que alguns pesquisadores modernos preferem chamar de Teoria da Reencarnação. Ela sempre existiu em todos os Continentes, em todas as épocas e em todas as religiões. No Ocidente, com o fim da repressão inquisitorial, ela ressurgiu a todo vapor, após ter sido perseguida pela Igreja durante cerca de mil anos. E isso se deu com o surgimento do chamado Neo-Espiritualismo, um movimento de novas idéias espiritualistas independentes, do qual merece destaque o surgimento do Espiritismo e da Sociedade Teosófica, bem como o renascimento da Maçonaria e dos templários, fatos estes todos acontecidos no Século XIX, o “Século das Luzes”. E foram esses movimentos filosófico-religiosos que fizeram frente ao materialismo representado pelo Positivismo e o Marxismo, entre outros, pois a Igreja, com a sua Filosofia e Teologia, via-se impotente para tal. Aliás, os ensinamentos dogmáticos dela estavam mais criando ateus do que adeptos para ela.

E a Igreja procurou reorganizar-se. Mas não pôde conter as novas idéias racionais que passaram a conquistar os meios católicos, merecendo destaque entre elas a da Reencarnação, que, em algumas partes do Ocidente, principalmente no Brasil, chega a ter a adesão de cerca de 70% dos católicos. No Oriente, como se sabe, essa cifra alcança praticamente 100% da população.

E, na atualidade, a Teoria da Reencarnação vem tendo o respaldo de renomados cientistas de vários segmentos da Ciência, como da Psiquiatria, Neurologia, Psicologia e Física Quântica.

A “Word Christian Enciclopédia” da Igreja Anglicana da Inglaterra, editada pela Universidade de Oxford (Time-Life nº 18), diz o seguinte: “500 pesquisadores e 121 consultores, depois de visitarem 212 países, concluíram em 100 relatórios que, no ano de 2000, a população da Terra alcançaria 6.260.000.000 de habitantes, e que 2/3 dessa população, isto é, cerca de 4.000.000.000 de pessoas, seriam reencarnacionistas”.

Esses dados são contundentes, e, por si sós, bastam para nos mostrarem, com uma clareza meridiana, o caráter da universalidade da Teoria da Reencarnação. Só não vê quem não quer ver! E esse é o pior cego, segundo o Mestre da Galiléia.

Bibliografia:

  • “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”, José Reis Chaves, Editora Martin Claret, São Paulo, SP, 2000.
  • “A Face Oculta das Religiões”, José Reis Chaves, Editora Martin Claret, São Paulo, SP, 2000.

AUTOR dos livros, entre outros, "A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência", "A Face Oculta das Religiões" e "Quando Chega a Verdade", Editora Martin Claret,São Paulo,SP.

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