Portal do Espírito

Mapa do Site | Pesquisa no Site
Página principal » Palestras » Grupo Espírita Apóstolo Paulo

Como falar ao Público no Centro Espírita

Grupo Espírita Apóstolo Paulo

(O Espírito de Verdade, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo VI, item 5).

Doutrina Espírita, como pudemos observar na orientação do Espírito de Verdade, busca antes de mais nada o esclarecimento de seus adeptos. O espírita sabe que somente há duas formas de conseguir o desejado progresso espiritual, motivo de nossa existência terrena: a prática do amor e o desenvolvimento da inteligência.
O centro espírita tem papel fundamental nesse sentido. É nele que os seguidores do Consolador Prometido por Jesus encontrarão as orientações necessárias para vencer as dificuldades da vida, alimentando o ânimo e obtendo consolação de suas angústias.
Para isso, a casa espírita conta com um precioso método: a palestra.
É durante as explanações doutrinárias que o indivíduo fará uma viagem dentro de si mesmo, auto-analisando-se e criando as condições propícias para receber o amparo dos amigos espirituais.
Porém, alguns cuidados devem ser tomados pelo palestrante e pelo próprio núcleo, visando um bom aproveitamento deste momento reflexivo dos assistentes.

  • Ambiente: procure deixar o ambiente onde se realiza a palestra o mais agradável possível. Deve ser arejado, bem iluminado e limpo. As cadeiras ou bancos precisam estar bem conservadas, evitando aquele ranger desconcentrante. Evite colocar fundo musical durante a palestra. Isso pode tirar a atenção do ouvinte.
  • Tema: o assunto a ser comentado deve abranger os aspectos básicos da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus. Evite aprofundar-se demais. Boa parte do público geralmente está vindo na casa pela primeira vez e talvez nunca tenha ouvido falar direito o que é Espiritismo. Os estudos específicos, que devem fazer parte dos trabalhos da casa, servem para se discutir assuntos mais profundos.
  • Tempo: 30 a 40 minutos são suficientes para dirigir-se ao público. Mais do que isso, torna-se cansativo. O povo começará a bocejar, incomodar-se na cadeira, e a palavra do orador passará a ser improdutiva. Lembremos: concisão é um atributo dos Espíritos esclarecidos. Transmita muito, falando pouco.
  • Oratória: utilize um palavreado correto, mas simples. De que adianta rebuscar a palestra se apenas alguns dos ouvintes a entenderão? O apóstolo Paulo já dizia, na I Epístola aos Coríntios, capítulo XIV, versículo 14, que nada adianta falarmos o que os outros não entendem, pois nossa palavra não estará dando frutos.
  • Fale pausadamente: a boa dicção ajudará o ouvinte a absorver melhor os princípios abordados. Não tenha pressa, controle a respiração, mas também não fale como se estivesse preocupado em demasia. Seja natural, alterne os tons de voz, para não ficar maçante, dando ênfase em algumas frases e sendo pausado em outras.
  • Desça do pedestal: há alguns oradores que fazem suas palestras de dedo em riste, como se fossem os donos da verdade. É essencial que o orador coloque-se como participante da orientação dada. Ou seja, mostrar que aquilo que fala também serve para ele próprio. O público ficará mais à vontade e o expositor atrairá simpatia, pois será visto como uma pessoa que tem defeitos como qualquer outra, mas está buscando corrigir-se.
  • Sentimento: mais importante do que qualquer outra dica é estarmos vivenciando aquilo de que estamos falando. A prática do que ensinamos é a força moral que se necessita para atingir o coração e a razão do assistente. O orador que só fala, mas não age, é semelhante à figueira estéril da parábola de Jesus (Evangelho de Marcos, capítulo XI, versículos 12 a 23), que deixa de dar o seu fruto quando é exigida. Ao exemplo, então.

Copyright by Grupo Espírita Apóstolo Paulo

Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site
Creative Commons License