A Parábola do Semeador
Grupo Espírita Apóstolo Paulo
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A Parábola do
Semeador
"Eis que o semeador saiu a
semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e
vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e
logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e
sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e
outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
(Mateus, XIII, 3 a 9).
"Cada um contribua segundo
propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque
Deus ama ao que dá com alegria".
(Paulo, II aos Coríntios, IX,
7). |
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Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma
lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.
A Parábola do Semeador
Comece a explanação lembrando ao púbico que geralmente, quando temos contato
com novos conhecimentos e princípios, a primeira atitude é tentar levar estas
novidades aos nossos parentes e amigos íntimos. Isto porque gostaríamos que eles
sentissem a mesma satisfação que estamos tendo. Porém, muitas vezes nosso
próximo não entende os princípios como nós entendemos. Acham-nos irreais,
complicados ou bons para ouvir, mas não para praticar.
Isso acaba nos desanimando. Mas há uma passagem evangélica, uma parábola, em que
Jesus comenta esta situação e à luz da Doutrina Espírita passaremos a
compreender por que isso acontece. Nas parábolas, são contadas histórias,
geralmente com personagens típicos do ambiente do contador e ouvinte, com um
fundo moral. Jesus utilizava muito deste recurso, pois poucos de sua época
tinham a condição de entender o que ele dizia, devido à evolução espiritual
deles. Ele mesmo afirma isso em Mateus, capítulo XIII, versículo 13 desta
passagem. E existindo diferentes graus de evolução espiritual e de entendimento,
cada um enxerga de uma maneira, e mesmo que queiramos fazer com que alguém
compreenda algo à força, nossa tentativa será em vão. Tudo tem sua hora. Esta é
a lei da natureza.
"Eis que o semeador saiu a semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves,
e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu,
porque não tinha terra funda;
Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a
trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
(Mateus, XIII, 3 a 9).
O semeador da parábola é Jesus. As sementes são seus ensinos, os quais são
distribuídos ao mundo através das religiões.
A partir daí, o Mestre começa fazer um comparativo na maneira de ver e entender
de cada pessoa, demonstrando as nuanças da personalidade humana.
As sementes que caem ao pé do caminho e que são comidas pelas aves do céu antes
que nasçam simbolizam aqueles que, mesmo tendo a oportunidade de conhecer a
palavra de Deus, não se importam com ela. Estão com o pensamento totalmente
voltado para a vida mundana. Tudo que se relaciona a Deus ou à moral cristã é
visto com desprezo. Jesus compara as aves aos Espíritos maus que aproveitam as
más tendências destes indivíduos para os atormentar e inspirá-los a permanecerem
longe do Criador.
Já as sementes que caem em pedregais, nascendo logo devido à pouca profundidade
da terra, lembra os que conhecem a palavra de Deus e como que num passe de
mágica, maravilham-se. Sua mudança de conduta é instantânea, chegando mesmo a
ser radical. Tudo que fazem passa a ser voltado para Deus e qualquer deslize de
atitude é um martírio.
Na verdade, retratam os seres que creram, mas não compreenderam os ensinos
espirituais. Acreditam estar isentos de qualquer outra dificuldade em suas
vidas, por estarem dedicando-se ao extremo no trabalho de Jesus. Porém, a
existência não é assim, e logo virão as provas e expiações, necessárias ao nosso
aprimoramento moral e intelectual. É o sol da parábola, que queimará aquela
planta que cresceu sem que tivesse raízes profundas, ou seja, verdadeiro
entendimento da vida e suas leis. A pessoa sente-se injustiçada por Deus, que,
segundo ela, deveria evitar-lhe dores e dúvidas. E então, deixa por completo o
trabalho espiritual e volta para sua descrença, não compreendendo que a natureza
não dá saltos, e toda mudança abrupta tende a levar o ser ao ponto inicial.
A parte que caiu entre os espinhos leva àqueles que até escutam e entendem a
palavra de Deus. Porém, os espinhos, que são suas preocupações excessivas com o
trabalho material sufocam sua tentativa de entendimento e prática da caridade,
afastando-os do conhecimento espiritual.
Finalmente, há a semente que cai em boa terra, cresce e frutifica. São aqueles
que, compreendendo que a matéria não é tudo, buscam nos ensinamentos espirituais
as respostas às suas dúvidas e o consolo às suas dores, fazendo da prática da
caridade um hábito da existência.
Mas alerta Jesus que mesmo entre estes há diferenças de entendimento, pois
alguns produzirão mais do que os outros. Caberá a cada homem saber se deverá dar
trinta, sessenta ou cem por um. A consciência será seu guia.
Quem tiver ouvido de ouvir, ou seja, condição de entender, que assim o faça.
"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou
por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria".
(Paulo, II aos Coríntios, IX, 7).
Para encerrar, comente esta passagem do apóstolo Paulo de Tarso. Ele lembra
que aqueles que têm condições de trabalhar em nome de Jesus, fazendo algo em
benefício do próximo, deve fazer de coração, e não por obrigação ou esperando
uma troca com Deus. Verdadeiramente tem entendimento e faz parte da terra boa da
parábola quem compreende sua função na Terra: Fazer ao próximo o quer que seja
feito para si mesmo. Esta é a Lei, disse Jesus.
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