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Quando não se aprende através do AMOR aprende-se através da DORGrupo Espírita Apóstolo Paulo
Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque. OBJETIVO:Inicie a palestra citando um velho ditado espírita que diz que: "Quando não se aprende através do Amor, aprende-se através da Dor", demonstraremos ao público que realmente existem dois principais caminhos a escolhermos durante a nossa existência e as suas devidas conseqüências. Podemos escolher o caminho do aprendizado e do esforço próprio, mais difícil mas meritório e com consequências felizes; ou, pelo contrário, o caminho mais fácil, que é o das paixões e da preguiça, que com certeza nos trará consequências dolorosas. INTRODUÇÃO:A Doutrina Espírita tem como maior objetivo nos fazer adquirir uma fé
racional, ajudando-nos a mudar os nossos posicionamentos perante as mais
variadas situações da vida. Esta mudança se dá quando procuramos pensar antes de
agir ou de falar, raciocinando se aquela atitude é correta ou não, se as
conseqüências são boas ou ruins. Mas para fazermos este julgamento de valores,
devemos procurar conhecimentos em que possamos basear nossas análises, para
termos uma visão mais justa do conjunto de fatos em que estamos inseridos.
Mostre aos frequentadores que o Evangelho de Jesus Cristo, junto com a Doutrina
Espírita, são os que nos oferecem as mais perfeitas informações neste sentido,
onde acharemos a fonte dos mais valiosos ensinos morais e comportamentais, para
a melhoria de nossa personalidade. Humildade e Orgulho:
O orgulho é o maior dos defeitos e o mais difícil de ser combatido, pois ele
está no âmago do nosso ser. Dizem os espíritos superiores que é o último a ser
eliminado. Ele nos faz ter a falsa idéia de que somos melhores e superiores às
outras pessoas, e em alguns casos até mais que o próprio Deus. Ele dificulta
muito o aprendizado moral, pois o orgulhoso não está disposto a se melhorar
porque acha que não necessita disto. Este defeito se manifesta de várias formas
e maneiras. Diga que podemos encontrar dentro de nós o orgulho racial,
profissional, religioso, social entre outros. Cite alguns exemplos cotidianos
para ilustrar, mas sem se estender muito. Depois, mostre que temos até mesmo o
orgulho de sermos caridosos, de sermos espíritas, e por isto mesmo nos iludimos
ao acharmos que somos melhores que as outras pessoas. Caridade e Egoísmo:
O Egoísta pensa primeiro em si, depois pensa nas necessidades dos outros, e é
isto exatamente que o mundo nos ensina atualmente. Se deixarmos o materialismo
tomar conta do nosso ser, iremos nos tornar uma pessoa do mundo, ou seja, um
egoísta de primeira. Para combater isto é necessário procurarmos compreender o
que a Doutrina fala a respeito da verdadeira caridade e vivenciarmos este
sentimento que vai trazer a felicidade para nós e para os que nos rodeiam. A
verdadeira caridade modifica o nosso posicionamento de vida, fazendo-nos
perceber que os nossos problemas não são os maiores e nem os mais importantes do
mundo. Onde vamos compreender as necessidades e os problemas dos nossos
semelhantes e trabalhar para melhorar este estado de coisas. Paciência e Irritação:
Irritação e nervosismo mostram bem a situação atual de desequilíbrio por que
passa a sociedade. Todos estão com pressa, correndo atrás apenas de sua vida e
de seus interesses. E se alguém ou algo atrapalha esta correria, as pessoas se
descontrolam e se atiram contra este obstáculo de uma forma lamentável. Estes
descontroles emocionais não só trazem conseqüências espirituais funestas, como
também causam graves males físicos. Fé e Insegurança: Nos ensina Kardec que a fé não é só religiosa, mas é sim um sentimento de força de vontade, ou vontade de querer, que pode ser usado em todos os aspectos de nossa vida. A fé nos dá a capacidade de usarmos os nossos atributos para atingirmos certos objetivos. Ela tem que estar aliada à humildade, para reconhecermos as nossas limitações e procurarmos superá-las. Já a fé religiosa direciona todas as nossas capacidade para procurar somente o bem, dando-nos uma confiança no futuro e na justiça de Deus. A Doutrina Espírita alia a este sentimento a lógica e a razão, transformando este sentimento em fé racional, que é o maior instrumento para combater as inseguranças que tomam conta do nosso ser em alguns momentos de nossa vida. Simplicidade e Vaidade: A vaidade reflete em todos os aspectos do nosso ser e não somente na aparência. Claro que devemos nos vestir de uma forma adequada ao lugar em que estivermos indo. Para as mulheres não é proibido se arrumar ou usar maquiagem ou jóias. Também não é proibido cuidar do nosso corpo com exercícios ou dietas. O que a Doutrina pede é que não haja exageros e que não se faça disto o objetivo de nossa existência. Antes de tudo, deve-se pensar no Espírito, e depois na saúde do corpo e então a boa aparência física será consequência, pois o belo não é só aquilo que está na moda. É bom lembrar-nos que a simplicidade é a atitude dos espíritos superiores, aqueles que já estão despidos dos defeitos mais grosseiros. Perdão e Mágoa: A mágoa é um dos mais destrutivos venenos espirituais, trazendo prejuízos incalculáveis ao ser. Jesus colocou uma grande ênfase ao perdão das ofensas, porque ele sabia que só assim poderemos evitar sofrimentos profundos, para nós e os nossos companheiros de vida. E só se perdoa de verdade quando esquecemos emocionalmente as ofensas recebidas, não relembrando mais os sentimentos negativos que aquele ato gerou. Esta atitude é indispensável para a nossa saúde mental, espiritual e física. Indulgência e Maledicência:
A pessoa indulgente é aquela que é tolerante e compreensiva para com os defeitos
alheios. Não comenta levianamente os erros dos outros, e sempre procura realçar
o melhor lado das pessoas. Quando fala de um defeito ou erro alheio, é sempre
com caridade e benevolência e com objetivo de aprender ou ensinar. Mansidão e Brutalidade: Jesus ensinou que precisamos ser como ele, que foi manso e humilde de coração. E ser manso é ser afável para com o próximo, evitando o máximo a destemperança e a violência, mesmo em situações adversas. Nós que pretendemos ser espíritas temos a obrigação de cultivarmos a mansidão, pois ela é filha da racionalidade, viga mestra da Fé Espírita. Obediência e Revolta: A obediência aos desígnios da vida e às Leis de Deus é a condição primordial para evitarmos um sentimento comum, que é a revolta perante as mais variadas situações da vida. Ensinam-nos os espíritos evoluídos, que a melhor e mais rápida maneira de passarmos por um período ruim é aceitarmos a situação, e não reclamar dela, trabalhando incessantemente para melhorá-la. Revolta gera desequilíbrio e desequilíbrio gera mais dor e sofrimento. Razão e Ignorância: A ignorância é a ausência de conhecimento e compreensão das coisas. E só iremos superar a ignorância que mora dentro de todos nós, exercitando o que Deus nos deu de mais valioso, que é a nossa inteligência. E ela deve ser usada a todo o momento para analisarmos tudo o que iremos falar ou fazer, para evitarmos o máximo os erros provenientes de nossa ignorância das situações vivenciadas por nós. A razão ou racionalidade é o exercício deste ato, que deve ser contínuo e diário. Só assim iremos aproveitar o máximo as oportunidades de aprendizado que esta atual reencarnação nos oferece. Encerre dizendo que é desta forma que conseguiremos cumprir a nossa tarefa primordial aqui na Terra, que é a de sairmos desta vida mais evoluídos e sábios do que entramos. Copyright by Grupo Espírita Apóstolo Paulo |
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