Os Sacrifícios e a Adoração a Deus

Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Pedro Vieira
Rio de Janeiro
07/05/1999

Organizadores da palestra:

Moderador: "Dejavu" (nick: _Moderador_) "Médium digitador": "Brab" (nick: Pedro_Vieira)

Oração Inicial:

<_Moderador_> Amigos, daremos início à reunião desta noite. Neste momento, vamos asserenar nossos corações, procurando entrar em sintonia com os bons espíritos, dirigindo nosso pensamento ao Alto, em harmonia, agradecendo a Deus pela oportunidade de estarmos aqui reunidos, e pedindo o auxílio dos espíritos benfeitores, para que, através da intuição, transmitam ao palestrante de hoje um pouco de sua luz e paz. Que possamos ter uma reunião bastante produtiva. Amém!

Apresentação do palestrante:

<Pedro_Vieira> Boa noite a todos. Meu nome é Pedro Vieira, sou trabalhador da Casa dos Cristófilos e também colaborador do Centro Espírita Léon Denis, ambos no Rio de Janeiro, além de Operador do Canal #Espiritismo (nick Brab). (t)

Considerações iniciais do palestrante:

<Pedro_Vieira> A proposta em nossa conversa da noite de hoje não é uma análise histórica simplista nem uma análise técnica sobre os sacrifícios e a adoração a Deus, mas, como Kardec em "O Livro dos Espíritos", a idéia é focalizar o assunto observando o progresso do próprio Espírito. Progresso que, partindo da ignorância e chegando à civilização, ajudou a modificar antigos hábitos, compreender antigos dogmas, aceitar algumas verdades, rejeitar algumas superficialidades. A história da adoração a Deus reflete a história do próprio homem. No início, refletindo suas idéias egoísticas e personalistas. Mais tarde, envolvendo a coletividade, posto que de maneira ainda cega, depois, com o advento da consciência de si mesmo, a ligação a Deus no ápice dessa adoração, com Jesus, "em Espírito e Verdade". O objetivo é trazer uma análise da Adoração a Deus e, em especial, dos sacrifícios humanos e animais que ocorreram e que ainda ocorrem, discutindo sua real necessidade e as razões por que o homem os busca ainda, sob muitas formas, como maneira de agradar a Deus. Seria interessante focalizarmos a visão que a Doutrina Espírita nos dá acerca desses assuntos, porque, estudando as nossas próprias reações no passado, poderemos inferir ações futuras mais equilibradas e conscientes, colaborando para o nosso progresso. Estamos abertos aos questionamentos (t)

Perguntas/Respostas:

<_Moderador_> [1] <Caminheiro> Outrora sacrificávamos animais e até vidas humanas para aplacar a fúria dos deuses. Hoje, o único sacrifício agradável a Deus, é o sacrifício de nosso orgulho e de nosso egoísmo. Seria válido buscarmos sacrifícios pessoais - físicos e/ou psicológicos - com a finalidade de nos purificarmos de nossos males para agradarmos a Deus e conseguirmos evoluir mais rapidamente?

<Pedro_Vieira> O amigo inicia a pergunta com um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XXII, item 06, que fala do Sacrifício mais Agradável a Deus. Vamos observar mais atentamente esse item, fazendo uma pequena regressão ao conceito que Jesus nos trouxe acerca dos sacrifícios para entender bem o que significam. Em Mateus, Capítulo V, versículos 23 e seguintes, lemos: "Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta." A palavra Sacrifício vem dos radicais "Sacrum" e "Facere", ou seja, "tornar alguma coisa santa". A idéia de "santo" é que foi alterada por Jesus, das práticas exteriores à santificação do próprio coração. Dentro desse conceito e retornando à pergunta do amigo, esses "sacrifícios pessoais" (físicos e psicológicos) a que se referem devem passar pelo crivo do Cristo: são sacrifícios do próprio coração? Isso equivale a dizer que de nada adianta a busca de sofrimentos pelos sofrimentos porque os sofrimentos não santificam por si sós, só a ação boa perante eles é que "facere" "sacrum" essas situações da vida. Erramos nós, portanto, quando afirmamos que o "sofrimento faz crescer". A postura de nosso coração, abstendo-nos de reações indignas perante as provas é que nos fazem crescer e não as provas por si sós. Se assim fosse, tanto mais evoluído seria aquele que mais tivesse provas a suportar e sofrimentos a combater, e não aquele que tivesse vencido os seus, posto que poucos ainda. Resumindo: não é a busca de sacrifícios físicos e psicológicos, no sentido de sofrimentos voluntários que fazem o crescimento do Espírito, mas a santificação real daquelas situações corriqueiras do nosso dia a dia, "tornar santo aquilo que é comum", a proposta do Cristo é bem clara. (t)

<_Moderador_> [2] <CBI> Por acaso, o Baal condenado por Moisés não tem exatamente as mesmas características divinas do Deus bíblico? Apenas, Deus antropomórfico, Baal, na lingua semítica, o "Senhor". Qual, portanto, a diferença entre adorar um ou adorar o outro?

<Pedro_Vieira> Baal era um deus cultuado durante a época do profeta Elias pelos Fenícios. Referências a esse culto podem ser encontradas no livro do Antigo Testamento: 1 Reis, capítulos 18 e 19, onde Elias trava uma "batalha" com os "seguidores de Baal" no Monte Carmelo. Para nos situarmos melhor, o deus Baal era representativo da fertilidade, da abundância de chuvas, dos trovões, etc, e seus cultos eram regados a atos sexuais explícitos e sacrifícios humanos sangrentos às vezes dos próprios filhos. Quanto à pergunta do amigo, a finalidade do culto a Baal era imediatista e personalista (várias e várias foram as denominações regionais que recebeu Baal), voltado para a satisfação egoística de desejos e necessidades imediatas de uma pessoa ou de pequena coletividade. Além disso, não inspirava nos seus crentes nem a fé, nem a confiança, nem o sentimento de piedade, mas sim de troca mercenária, de ilusão e de venda do que era sagrado. Esse tipo de postura era vista, especialmente, nos cultos que mencionei, onde a satisfação desse deus era a satisfação dos prazeres mais imediatistas possíveis. Jeová, o deus Hebreu, cultuado pelo povo judeu da época de Moisés, tinha características muito mais sublimes em comparação com Baal. Por exemplo, não tratava-se de UM Deus, mas do ÚNICO Deus (idéia monoteísta), era um Deus que inspirava a fé, posto que ainda cega, que inspirava a misericórdia, ainda que dentro de normas rígidas necessárias à boa conduta e que trazia ao povo a noção de união e de cooperação por um ideal muito mais "espiritual" que a simples satisfação dos seus desejos imediatistas. Sob a óptica da desnecessidade do sacrifício exterior as duas concepções trazem semelhanças porque eram de homens ainda muito mais simples que nós outros hoje em dia, mas se colocarmos as crenças num nível de evolução, o Deus Jeová traz em si qualidades muito mais sublimes do que Baal, sendo, portanto, meios de adoração diferentes, se reconhecermos as nuances de sua evolução, que foi fundamental para preparar a vinda do Cristo. (t)

<_Moderador_> [3] <Nadja> Como se explica que os homens - por mais primitivos que fossem - tenham um dia acreditado que Deus poderia apreciar sacrifícios de sua própria criação?

<Pedro_Vieira> A idéia de Deus que faziam era uma idéia muito limitada e restrita. A pergunta 669 de "O Livro dos Espíritos" responde diretamente a essa questão. Na realidade a crença do homem primitivo era de que tudo que o cercava deveria ser tão precioso a Deus quanto era para ele. O valor do que desejava expressar pela força superior que sentia era medido segundo sua acepção material ainda, pela sua ignorância, pelo valor "divino" que atribuía ao que era parte do seu meio natural. Por isso a vida de um animal valia mais para ele que uma pedra inanimada, achava com isso que também tivesse mais valor para um Deus que ainda não compreendiam como fonte de bondade. (t)

<_Moderador_> [4] <Skitter> Complementando a pergunta: como explicar que povos tão avançados como os incas, por exemplo, usassem sacrifícios humanos? Não seria isso uma contradição?

<Pedro_Vieira> Povos "avançados" materialmente, intelectualmente, nem sempre são povos avançados moralmente. A questão da valorização da vida é uma questão que transcende o simples cunho científico, tocando diretamente a moral do Espírito, que, nesses povos, não se achava compassada com sua intelectualidade. Não é de se espantar. (t)

<_Moderador_> [5] <Dejavu> Agrada a Deus que façamos sacrifícios morais?

<Pedro_Vieira> Se você entende "sacrifícios morais" como a supressão do egoísmo, do orgulho e dos vícios de que somos portadores, sim, são os sacrifícios que fazem com que o homem se volte dos cultos exteriores para dentro de si, melhorando-se. Esses são os sacrifícios mais agradáveis a Deus, porque colaboram para o crescimento do próprio Espírito, derramando o "sangue" do próprio esforço e oferecendo o "pão" da própria existência, ao invés de derramar o sangue de outrem e oferecer o corpo de outrem, atitude bem mais simplista e fácil. (t)

<_Moderador_> [6] <Hilla> Deus nos exige sacrifício, ou espera que possamos evoluir através de nossos atos de amor com o próximo e nós mesmos?

<Pedro_Vieira> Desde que somos espíritos imperfeitos ainda, não nos é natural o bem irrestrito, pelos vícios que carregamos. Daí podemos inferir que é necessário que tratemos esses vícios adequadamente. Se considerar você, como o amigo Dejavu, "sacrifícios morais", as duas coisas são interrelacionadas. Se considerar como "sacrifício" os cultos exteriores, esses são totalmente dispensáveis, como nos disse Jesus em Mateus, Capítulo 9, versículos 11 a 13: "E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: 'Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?' Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: 'Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. (...) Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores.". Acho que Jesus responde diretamente a essa sua pergunta. (t)

<_Moderador_> [7] <Nadja> Ainda hoje, em algumas religiões, é comum o sacrifício de animais. O que leva alguns desencarnados a se comprazerem nesse tipo de ação?

<Pedro_Vieira> As religiões que ainda praticam o sacrifício animal hoje são alguns ramos do Candomblé, por acreditarem que os animais não possuíram no início da criação o "sopro de vida", ou "Emi", como chamam, e algumas seitas Satanistas, que sacrificam animais para "provarem a superioridade dos homens perante eles". Vemos que, mesmo entre as seitas que praticam o sacrifício animal ainda hoje há diferenças fundamentais de filosofia e de finalidade. O pensamento é tudo para o espírito e uma mesma ação pode esconder por trás de si pensamentos e intenções muito diferentes. Quanto aos espíritos desencarnados, é a mesma finalidade com que os encarnados se ligam: afinidade com as intenções. Mais uma vez repetimos: abstenhamo-nos de julgar, uma mesma ação pode esconder pensamentos distintos que a motivaram. (t)

<_Moderador_> [8] <Caminheiro> De que forma podemos considerar sacrifício a ídolos modernos, todas as privações - em termos de qualidade de vida - que passamos em nome do amontoar, do consumir? Os bens materiais, seu acúmulo, será o novo ídolo a requerer nossos sacrifícios mais atuais?

<Pedro_Vieira> "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo X, item 8: "O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício.". O culto oferecido mudou de forma, mas não de finalidade. Repetimos, para Deus a intenção é tudo, a forma nada é. O que move o homem a cultuar ídolos em benefício próprio é o seu egoísmo, sua vaidade, seu orgulho quando coloca seu pensamento na satisfação de seus interesses materiais, pode comprar a divinidade com um animal sacrificado sanguinariamente para conseguir favores ou sacrificar seu tempo somente em benefício de si mesmo com o consumo exacerbado que não há diferenças fundamentais. É difícil constatar isso, mas o que fazemos hoje em nossas vidas é somente mais "socialmente correto", mas, fundamentalmente, criamos os mesmos ídolos e ainda dedicamos a eles nosso tempo e nossas forças na busca de recompensas imediatas materiais, porque ainda não estamos com o Cristo, no sentido de "espiritualizar o sacrifício". (t)

<_Moderador_> [9] <Hilla> Podemos então acreditar que esses deuses (adorados por meio de sacrifícios) seriam espíritos líderes de falanges inferiores?

<Pedro_Vieira> "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XII, item 06. "Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos (...) que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade (...)" Acredito que a passagem responda à pergunta de maneira direta, não havendo mais necessidade de explanações adicionais (t)

<_Moderador_> [10] <Dejavu> A manifestação de adoração a Deus, feita de forma reservada, é benéfica ao homem?

<Pedro_Vieira> Desde que não seja usada no sentido de privar-se, numa vida contemplativa, das provações da vida, o recolhimento é hora essencial à reestruturação do nosso pensamento. Vamos lembrar que a maior adoração a Deus que podemos fazer não são de palavras, mas do nosso exemplo construtivo com nossos irmãos, e, para isso, é necessária a vida em sociedade. Portanto, cuidado com a palavra "reservada". Se a adoração em conjunto é feita de maneira sincera, a união de pensamentos em nome de Deus é sempre mais poderoso atrativo dos bons Espíritos, mas se se refere à adoração exterior por palavra com sentido de demonstrar a todos que ela é feita, é tão vazia a Deus quanto a intenção boa de que é revestida. (t)

<_Moderador_> [11] <ILLA> Qual é o significado do sacrifício do vinho e do pão de Jesus na última ceia?

<Pedro_Vieira> É ótimo termos uma pergunta assim. Para o povo judeu, o "pão" representava o fruto da terra, a matéria. O "vinho" representava o que se extrai do trabalho. Jesus transmutou a noção de matéria e de trabalho quando disse: "Tomai todos e comei. Este é o meu sangue" - referindo-se que o fruto do trabalho não poderia ser senão o do sacrifício do próprio esforço, do próprio sangue - "que será derramado por vós e por todos para a remissão de vossos erros" - nos falando que essa atitude de santificar o sacrifício do próprio trabalho traria para nós a paz espiritual. "Fazei isto em memória de mim" - incitando-nos a todos a colocarmos em lugar de simbolismos e de sacrifícios externos o nosso próprio "sangue", nosso esforço, nossa luta, nosso trabalho em nós mesmos e nos nossos corações. "Este é o meu sangue, é o sangue da nova e da eterna aliança" - representando essa aliança que veio fazer entre a noção de sacrifício e a noção de auto-aprimoramento. Acho que a análise das palavras de Jesus responde o sublime significado que teve a última ceia na correta conceituação dos sacrifícios em todos os tempos (t)

<_Moderador_> [12] <Dejavu> Agrada a Deus ser adorado (em preces)?

<Pedro_Vieira> Um pai, Dejavu, vê-se recompensado quando vê o interesse de seu filho por buscar seu próprio auto-aprimoramento, ouvindo-lhe os conselhos, não pelo fato de ser o objetivo que o faz crescer, mas pelo próprio crescimento. Agrada a Deus não a adoração, mas o efeito que ela produz, pela prece na busca mais correta do Espírito pela sua evolução. Porque a prece eleva o Espírito a um patamar em que consegue captar mais limpidamente os conselhos de seus orientadores espirituais, que trabalham em nome de Deus, dando-lhe uma visão mais clara e acertada sobre sua vida e abrindo portas para o seu auto-aprimoramento. Nesse sentido, agrada a Deus que seus filhos cresçam, mas é lógico que se concebêssemos uma divindade que se envaidecesse com elogios e adorações estaríamos não só tornando-a humana, mas mais imperfeita, às vezes, que nós mesmos o que é um absurdo segundo a concepção de Supremacia que temos de Deus. (t)

Considerações finais do palestrante:

<Pedro_Vieira> A questão da adoração a Deus é, repito, uma questão do próprio espírito humano, porque ilustra a sua busca por si mesmo, no conhecimento da divindade. O assunto é muito extenso e pode ser encontrado no Capítulo II, Livro III de "O Livro dos Espíritos", que trata das Leis Morais, em especial o capítulo sobre a Lei de Adoração. Também em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo X, itens 7 e 8 e Capítulo XII, item 06. Aparentemente um assunto histórico deve tocar-nos o coração e colocarmo-nos a refletir se ainda hoje, mesmo que não sacrifiquemos seres humanos e animais, se ainda dedicamos nosso pensamento de adoração a Deus em objetos e satisfações materiais, em questões imediatistas não oferecendo a nós mesmos como holocaustos para a vontade de Deus, mas a outrem, cujo sacrifício é, além de mais fácil, mais comum. Cada vez que nos postamos perante as coisas da vida de maneira a priorizá-las perante a finalidade principal do Espírito, que é aprender. Estamos criando "bezerros de ouro" e cultuando-os, sacrificando para eles o que temos de mais precioso: nosso tempo. Para finalizar, gostaria de deixar a mensagem de Paulo de Tarso, escrita na Epístola aos Hebreus, capítulo 9, versículo 11, falando de nosso amado Mestre Jesus: "Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo, e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.". Que Deus nos abençoe a todos. (t)

Oração Final:

<_Moderador_> Amado Pai, queridos irmãos espirituais que nos acompanham, agradecemos pelos ensinamentos aqui recebidos, os quais serão objeto de estudo e reflexão por nós, visando a ampliação de nossa consciência sobre a realidade espiritual. Rogamos ao Pai fazer bom uso desses conhecimentos, aplicando-os à nossa própria evolução, e em benefício daqueles que nos cercam. Abraça-nos com tua paz e luz. Ampara-nos agora e sempre. Amém!