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Mediunidade

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Carlos Alberto
Rio de Janeiro
16/11/2001

Organizadores da Palestra:

Moderador: "M_Alves" (nick: [Moderador]) "Médium digitador": "Cacs" (nick: Carlos_Alberto_)

Oração Inicial:

<carlosNVG> Pai de Infinito Amor. Agradecemos a oportunidade do convívio fraterno no qual buscamos o esclarecimento, através do qual nos iluminamos e podemos iluminar o caminho do próximo. Sempre devemos ter em mente a Sua Infinita Bondade que nos permite encontrar nos caminhos da vida, todas as experiências de que somos necessitados para crescer, progredir. A beleza de suas leis educativa enternece mais e mais os nossos corações na medida em que nós as compreendemos melhor. Neste momento queremos direcionar nossas vibrações de carinho para todos os trabalhadores, dos dois lados da vida, que possibilitam a abençoada ocorrência das palestras virtuais. Obrigado Pai, por mais essa oportunidade. Assim Seja! (t)

Apresentação do Palestrante:

<Carlos_Alberto_> Boa noite a todos os amigos que aqui comparecem. Trabalho no Núcleo de Caridade Espírita Irmão Joé, trabalho com informática na área profissional, e aqui apareço como o amigo cacs. Temos poucos a acrescentar a um tema tão vasto quanto rico. A mediunidade é abençoada oportunidade de trabalho e ajuda aos semelhantes. Ainda hoje, antes de começarmos a reunião mediúnica, no estudo do livro "Seara dos Médiuns", lá no centro que freqüento verificamos que a mediunidade é qual instrumento que cada um de nós utiliza de acordo com as nossas possibilidades. Pobremente comparando, o que entendi da lição, diria que a mediunidade seria como uma caneta. Nas mãos de quem não estudou, um instrumento limitado. Nas mãos de um grande conhecedor das letras, mas vinculado a interesses menores, um instrumento que pode ferir os semelhantes. Mas nas mãos do Chico, um instrumento precioso, que esclarece e consola. Logo, não basta estudarmos ou praticarmos, mas estudarmos E praticarmos. O mundo atravessa mais um grave momento, em que Deus, como sempre, nos envia mais e mais oportunidades onde dadas as enormes possibilidades que a comunicação nos oferece, é chagado o momento de todos sermos responsabilizados pelo que estamos fazendo com o conhecimento que possuímos no que diz respeito à "saída da fase de ignorância das coisas espirituais". O momento de irmos para frente de serviço é agora. E mediunidade, como dissemos, é abençoada oportunidade. Arregacemos as mangas e vamos a luta no trabalho mediúnico com estudo, trabalho no bem, disciplina, ordem, servindo a Jesus, dando de graça o que de graça recebemos, sem desculpismos, pois somos nós mesmos os maiores beneficiados. Que Deus nos ajude nesta oportunidade de falar sobre mediunidade. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Carlos_Alberto_> Temos pouco a acrescentar a um tema tão vasto quanto rico. A mediunidade é abençoada oportunidade de trabalho e ajuda aos semelhantes. Ainda hoje, antes de começarmos a reunião mediúnica, no estudo do livro "Seara dos Médiuns", lá no centro que freqüento verificamos que a mediunidade é qual instrumento que cada um de nós utiliza de acordo com as nossas possibilidades. Pobremente comparando, o que entendi da lição, diria que a mediunidade seria como uma caneta. Nas mãos de quem não estudou, um instrumento limitado. Nas mãos de um grande conhecedor das letras, mas vinculado a interesses menores, um instrumento que pode ferir os semelhantes. Mas nas mãos do Chico, um instrumento precioso, que esclarece e consola. Logo, não basta estudarmos ou praticarmos, mas estudarmos E praticarmos. O mundo atravessa mais um grave momento, em que Deus, como sempre, nos envia mais e mais oportunidades onde dadas as enormes possibilidades que a comunicação nos oferece, é chagado o momento de todos sermos responsabilizados pelo que estamos fazendo com o conhecimento que possuímos no que diz respeito à "saída da fase de ignorância das coisas espirituais". O momento de irmos para frente de serviço é agora. E mediunidade, como dissemos, é abençoada oportunidade. Arregacemos as mangas e vamos a luta no trabalho mediúnico com estudo, trabalho no bem, disciplina, ordem, servindo a Jesus, dando de graça o que de graça recebemos, sem desculpismos, pois somos nós mesmos os maiores beneficiados. Que Deus nos ajude nesta oportunidade de falar sobre mediunidade. (t)

Perguntas/Respostas:

<[moderador]> [1] - <farias> Todos podem ser médiuns de alguma maneira ou desenvolver a mediunidade?

<Carlos_Alberto_> Allan Kardec, nos explica a este respeito, na questão 159 do Livro dos Médiuns. Nos diz ele: "Pode-se então dizer que todos são mais ou menos médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aquelas em quem as faculdades mediúnicas se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade...". Ou seja, todos somos médiuns, pelo simples fato de convivermos incessantemente com os espíritos e por estes sermos influenciados este o conceito genérico, mas médium na acepção da palavra, precisa "mostrar" algo, se assim posso dizer, ou seja, ser influenciado pelo espírito, escrevendo, vendo, curando através da psicografia, vidência, incorporação na mesma questão ainda continua Kardec: "A mediunidade depende de uma organização mais ou menos sensitiva". Logo, a mediunidade é preparada antes de reencarnarmos, onde pode ser desenvolvida, se existir, de forma latente. Agora, uma pessoa que não tem fluido de cura, por exemplo, NUNCA poderá ser um médium de cura, e por aí vai. (t)

<[moderador]> [2] - <Maristela> No livro "Nos Domínios da Mediunidade", em seu capítulo XVIII, por André Luis, através do Chico Xavier, o instrutor Áulus diz que a mediunidade hoje é uma concessão do senhor à humanidade em geral, considerando-se a madureza do entendimento humano à frente da vida. O que você compreende a partir da leitura deste texto?

<Carlos_Alberto_> Entendo que nunca precisamos tanto da mediunidade. De forma que nunca ela nos foi tão concedida. Não que não tenha sido antes, pois a mediunidade está na Natureza. Nas Leis de Deus sempre existiu, mas à medida que evoluímos, intelectualmente, mas principalmente, moralmente nossas percepções espirituais, da vida espiritual, da nossa realidade como espírito, aumentam de forma que naturalmente voltamos as nossas atenções à própria questão da saúde e doença uma amiga nos falava esta semana: "os médicos cada vez mais mandam as pessoas irem aos centros espíritas quando se vêem impossibilitados de chegar a cura, através dos meios acadêmicos, puramente materialistas". Logo, estamos avançando cada vez mais no campo da mediunidade substituindo os efeitos físicos tão a nosso gosto pelo gesto de curar pelo olhar, pelas mãos, através dos passes, pelo gesto de conversar e atender a multidão de necessitados que passam para o outro lado da vida órfãos de conhecimentos da sua realidade, na maioria das vezes pelo orgulho de só aceitar o que vêem ou pela prática milenar da fé cega. Não falamos isso com sentimento de condenação, pois o que eu sou, para julgar? Apenas para que reflitamos juntos, a bela oportunidade que temos com a mediunidade e o que estamos fazendo com ela. (t)

<[moderador]> [3] - <carlosNVG> Durante muito tempo entendi que certos sintomas constituíam-se em sintomas da mediunidade. Como por exemplo: arrepios, pressão na nuca, etc. Afinal de contas, existem sintomas físicos que sejam indicativos da presença de um dom mediúnico?

<Carlos_Alberto_> A mediunidade varia de pessoa para pessoa. De forma geral, podemos dizer que no desenvolvimento da mediunidade, alguns sintomas podem realmente ser indicativo sim da sua presença, pois o médium é como uma antena a perceber o que acontece a sua volta com relação ao mundo material, mas principalmente com relação aos espíritos logo, arrepios, pressão na nuca e outros sintomas, quando repetidos, podem fazer parte do início do desenvolvimento mediúnico sim. (t)

<[moderador]> [4] - <Maristela> O médium intuitivo pode sentar-se à mesa de desobssessão e permitir a comunicação dos espíritos através dele?

<Carlos_Alberto_> Depende. Se for detectada a possibilidade de incorporação, sim. O procedimento mais natural para sabermos se somos ou não médiuns na acepção da palavra, é perguntando ao plano espiritual. Se for identificado que somos médiuns de incorporação, devemos trabalhar sentar-se à mesa sim no começo com muitas dificuldades em identificar se as idéias são fruto de nosso pensamento ou são do espírito até que com o tempo, persistência e experiência, tudo se arrume, mas se não somos médiuns de incorporação, eu realmente não saberia dizer, pois não conheço nenhum caso, nem particular, nem de leitura acrescentado, que antes de sentar a mesa, para trabalho mediúnico, é essencial, eu diria, fundamental, o estudo sério, persistente e continuado, pois senão, seremos quais cegos querendo conduzir cegos. Guardo precioso ensinamento do amigo Altivo, presidente do Centro Espírita Leon Denis: "Mediunidade sem estudo não é mediunidade, apenas fenomenologia". (t)

<[moderador]> [5] - <[Criszinho]> A mediunidade nasceu com o Espiritismo, ou já existe desde muito?

<Carlos_Alberto_> Sendo a mediunidade um dom, uma força da natureza, algo que está nas Leis de Deus, para nos auxiliar, unindo os que foram ao os que aqui estão temporariamente, a lógica nos diz que sempre existiu. Mais do que a lógica, a própria observação da nossa história, nos mostra de forma absolutamente clara, que a mediunidade sempre esteve presente. O espiritismo vem no momento certo, e previsto por Jesus, quando nos disse que nos enviaria "Um consolador" nos mostrar como lidar com a mediunidade. Moisés proibiu os abusos, Kardec nos mostra como evitá-los. Por isso, estudemos sempre, principalmente o Livro dos Médiuns, um verdadeiro "manual" da mediunidade. (t)

<[moderador]> [6] - <Safiri> A mediunidade de um médium na umbanda é diferente de um médium na doutrina espírita kardecista? Você poderia comentar algo para nós, Carlos?

<Carlos_Alberto_> Não diria que a mediunidade é diferente, mas trabalhada de forma diferente. Pouco posso falar da umbanda, que só conheço através da literatura, mas podemos traçar algumas diferenças básicas. Para se tornar um médium espírita, é preciso que conheçamos a nós mesmos, antes de tudo, processando a nossa reforma moral, para em sintonia com os bons espíritos, sermos bem orientados. O médium espírita precisa conhecer a realidade espiritual, conhecer a fenomenologia, para então, pela fé raciocinada, compreender que é dono do seu corpo, onde não deve se submeter à vontade do espírito. Logo, o médium espírita, trabalha com disciplina, ajudando com a fé raciocinada, se "impondo" pelo exercício da autoridade moral, amparado pelos bons espíritos. Uma outra diferença, é que não há necessidade de rituais, na prática da mediunidade no espiritismo, no sentido das cantorias, incensos, etc. O médium espírita trabalha com o pensamento e com o coração. Mas longe de nós de imaginarmos que o médium espírita é melhor que o médium umbandista. Ou que a umbanda é pior que o espiritismo. Para não nos delongarmos muito, recomendo a leitura de um livro excepcional, que tenho de cabeceira chamado "Loucura e obsessão" ditado pelo espírito de Manoel Philomeno de Miranda, através da psicografia de Divaldo pereira Franco. Este livro me mostrou o quanto eu era (e talvez ainda seja) preconceituoso com relação a algo diferente do espiritismo principalmente com relação a umbanda e ao candomblé e é com extrema felicidade que vejo a possibilidade de tirar as algemas do preconceito com uma narrativa belíssima do candomblé, pelo que posso entender e para deixar muito de nós espíritas elitistas de "cabelo em pé", pois até então, achamos que a Doutrina Espírita (posso falar por mim), é proprietária das mensagens e presença do amorável amigo Bezerra de Menezes. Leiam, é um livro maravilhoso. "Um soco no estômago" dos nossos preconceitos. (t)

<[moderador]> [7] - <[Criszinho]> No livro Tormentos da Obsessão, existem casos relatados por Manuel Philomeno de Miranda de psicofonias de espíritos "incorporados" em espíritos. Existe mediunidade no plano espiritual, na mesma acepção da palavra que aqui no plano material?

<Carlos_Alberto_> Sem dúvida nenhuma. A nossa dificuldade de entender esta questão, falo em tese, é porque estudamos muito pouco o perispírito. O perispírito é "o corpo do espírito". Enquanto encarnados, emprestamos o corpo físico, para a comunicação mediúnica. Quando desencarnados, emprestamos o "corpo espiritual" também para a manifestação mediúnica. O perispírito será mais ou menos denso de acordo com a nossa evolução. Logo, nem todos os espíritos podem "se ver". Daí nasce à incorporação, também no plano espiritual. Vemos também estas narrativas no livro que citei na questão anterior, chamado "Loucura e Obsessão" do mesmo autor de "Tormentos da obsessão". (t)

<[moderador]> [8] - <farias> Existe algum tipo de exercício para desenvolver o seu lado de médium?

<Carlos_Alberto_> Vários. Eu diria que um deles foi ensinado por Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". Outro nos ensina Jesus: "Orai e vigiai". Porque? Porque o médium não é "uma massa de carne" passiva nem somente aquele que "empresta seu corpo" mais muito mais. Um médium é aquele que se esforça por se melhorar desta forma, sintoniza com os bons espíritos compreende as Leis de Deus e se solidarizando com os sofredores ajuda a cada um deles, com a fé raciocinada e o coração. Na atualidade, ao pensarmos em algum exercício para desenvolver aa mediunidade, busquemos o grande exemplo de Chico Xavier, busquemos desenvolver a humildade, atendendo as recomendações de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebestes" agora, no que se refere à parte física o Espírito que dirige os trabalhos no centro que eu freqüento nos recomendou a respiração. É fundamental que nós aprendamos a respirar. Nos disse o Inácio (espírito): "Se vocês aprendessem a respirar, até mesmo algumas dores de cabeça (física mesmo) poderiam ser evitadas". Logo, eu repetiria o conselho que foi dado: façamos o exercício de aprender a respirar. (t)

<[moderador]> [9] - <carlosNVG> O que você pensa da projeciologia?

<Carlos_Alberto_> Conheço pouco sobre a projeciologia. Sei que o médium Waldo Vieira que trabalhou muitos anos com o Chico explica uma boa parte da fenomenologia da mediunidade defendendo a tese de que a mente é a responsável por estes fenômenos, mas nunca li nada mais detalhado a respeito da projeciologia. Ficarei devendo. (t)

<[moderador]> [10] - <Maristela> No livro Tormentos da Obsessão de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco e também em uma das obras de André Luis no livro "Os Mensageiros", vários casos de fracasso na tarefa mediúnica são trazidos ao nosso conhecimento. No seu entender como devemos agir para não incorrermos nestes erros, uma vez que como médiuns e como pessoas falíveis estamos sendo constantemente colocados à prova?

<Carlos_Alberto_> Estava pensando em como abordar esta questão na conclusão Vamos então misturar a resposta na conclusão. Tenho visto muitas pessoas fracassarem na tarefa mediúnica. Desde pessoas que freqüentam a casa espírita esporadicamente, até mesmo aquelas que participam ou participaram da fundação, como dirigentes mesmo. Um dos maiores motivos a meu ver para este ou aquele fracasso atribuo ao materialismo. Não o materialismo de não crer, pois o espírita é abençoado pela crença na vida espiritual pela certeza até, desta vida, da sua realidade como espírito eterno e imortal, mas o materialismo que é sutil que está escondido e entranhado o materialismo que está relacionado ao nosso apego a matéria não necessariamente à sovinice, mas o gostar das coisas materiais da nossa ligação com as sensações com os prazeres do mundo. Ou seja, a mediunidade é sinônimo de trabalho. Mediunidade é sinônimo de dedicação. E quando fica na balança a ida ao centro espírita uma sexta feira à noite e uma festa com os amigos para o materialista, não há dúvidas, Há? Não queremos aqui dizer que o espírita deve se isolar. E que mediunidade requer viver em um mundo à parte. Claro que não. A Doutrina Espírita é libertadora. E se estamos no mundo, estamos subordinados as leis desse mundo. Se estivermos em um corpo estamos subordinados as leis deste corpo. Precisamos e DEVEMOS nos divertir buscar o lazer, a alegria, a leitura, e porque não dizer, a praia, a reunião com os amigos, o show de nosso artista preferido, o cinema, o teatro, claro que sim, mas com moderação, com equilíbrio, pois uma atividade não impede a outra, mas para o materialista, existe o impeditivo sim sempre que duas atividades concorrem, ele escolhe a atividade material, pois o materialista não quer compromisso, pois compromisso para ele é impeditivo de "viver a vida". Logo, eu diria que devemos olhar para dentro de nós com muita sinceridade como nos ensina a Doutrina Espírita e perguntar, com coragem e franqueza: "Onde eu estou sendo materialista?". Quando eu substituí a mediunidade por uma tarefa material? Tenho visto muitos amigos, infelizmente, se enganarem.

Considerações finais do palestrante:

<Carlos_Alberto_> Vamos as considerações finais. Na pergunta sobre médium intuitivo interpretei como o médium de forma genérica ou no meu caso que sou médium e brinco dizendo que sou médium "paralelepípedo" pois não vejo nem sinto de forma extensiva à presença dos espíritos logo, não sou médium de incorporação e nem poderei ser nesta existência, mas o amigo moderador me deu uma "cola" em private sobre a questão 180 de "O Livro dos Médiuns", trago então para que nosso entendimento não fique obscurecido com a resposta que eu dei anteriormente:

"Médiuns intuitivos
180. A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. E o que se chama médium intuitivo. Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo." (t)

Oração Final:

<Dinda> Deus, Pai amado de infinita bondade. Agradecemos por mais esta oportunidade de aprendizado. Por todos que aqui puderam estar e por aqueles que aqui não se fizeram presentes, Permita que nossa vibrações possam, em comunhão com a Vossa, estender-se por este universo fantástico, chegando aos mais necessitados, tocando aqueles que se encontram sofrendo todo e qualquer tipo de violência. Permita que possamos aprender, através da prática, a caridade, o amor e o perdão, a fim de sermos melhores para conosco mesmos, e para com nosso semelhante. Seja feita a Vossa vontade Pai, e que tenhamos sempre dignidade de aceitá-la com sinceridade em nossos corações. Assim seja! (t)

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