Mediunidade de inspiração

11/2/2002 - Uma colega nos pede comentário sobre a mediunidade de inspiração.

Prezada M. Primeiro vamos falar de mediunidade genericamente, lembrando que o melhor e mais perfeito compêndio sobre mediunidade, que existe, é O Livros dos Médiuns, de Allan Kardec. Alguns autores deram grandes contribuições sobre o assunto, especialmente Herculano Pires, com o seu livro – Mediunidade, Vida e Comunicação.

Tivemos um autor, já desencarnado, o Eliseu Rigonati, que escreveu um livro extremamente simples, que fez grande sucesso décadas atrás, e que ainda orienta os iniciantes, chama-se – Mediunidade Sem Lágrimas. A mediunidade é faculdade natural dos seres humanos, portanto ela não existe em animais. Estes podem ter uma percepção extrasensorial, mas não é mediunidade. A mediunidade não é prêmio, nem castigo, mas condição inerente aos homens. Embora ela seja generalizada, o grau de sensibilidade e capacidade de cada um é diferente. Alguns, mal se apercebem da presença de fluidos ou espíritos, outros, como Francisco Cândido Xavier, tem as faculdades em alto grau.

A mediunidade de inspiração é a possibilidade do médium receber pensamentos dos espíritos, ou elevar-se a uma condição que percebe os pensamentos ambientes e pode reproduzi-los ao seu modo. Ela é muito útil a escritores, poetas e oradores. Quando os poetas da antigüidade evocavam as musas inspiradoras, nada mais fazia que evocar os espíritos para inspirá-los. Há oradores espíritas que falam sob grande inspiração, mas isso não os desobrigam a preparar as palestras. Estude bastante, troque idéias com amigos e expositores. Estude muito O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.