Aborto e estupro

Pergunta No. 22, Data: 25/04/2003

Pergunta: A doutrina espirita condena o aborto. Mas o que dizer dos casos de estupro?

Resposta: Prezado Valter! Nosso lema é seguir o esclarecimento ético, moral e espiritual dentro da Nossa Doutrina. E a esse respeito a nossa Doutrina é extremamente clara, sem nos deixar dúvida. As condições físicas e as circunstâncias são exatamente aquelas necessárias ao reencarnante. Examinando a problemática do aborto quando a fecundação decorre da violência do estupro, mesmo em tal caso, a expulsão do feto pelo processo abortivo, de maneira alguma repara os danos já ocorridos. A renúncia a si mesmo pela salvação de outra vida concebe incomparáveis recursos de redenção para quem se tornou vítima da insidiosa trama do destino. O agressor e a vítima se atraíram de alguma forma, seja causado por motivos desta ou de outras existências anteriores. Importante salientar, que não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior, não foi em hipótese alguma programado o estupro Ninguém é mãe ou filho de outrem por casualidade, há sempre um mecanismo sábio da lei que visa corrigir ou atenuar sofrimentos. Pelo exposto, a interrupção da gestação mesmo decorrente de violência, é sempre uma atitude arbitrária e que só ampliará o sofrimento dos familiares. Se a jovem for emocionalmente incapaz de atender aos requisitos da maternidade, a adoção deverá ser o remédio indicado. Se não houver possibilidades psiquicamente aceitáveis, de recepção por parte dos familiares, encaminhe-se aos trâmites da adoção para quem receberá aquela criatura com o amor necessário ao seu processo redentor educativo. Matar nunca. No Livro dos Espíritos, questão 880 – “Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do Homem?” Os Espíritos esclarecidos responderam: “É o direito de viver; e é por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea”.

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