Vícios e Espiritismo

Pergunta No. 32, Data: 25/04/2003

Pergunta: Sou espirita, participei de alguns cursos, básico, aprendizes, servidores, passes e desenvolvimento e educação mediúnica porém fui impedido de desenvolver qualquer tipo de trabalho dentro da casa, motivo sou fumante e a pergunta é a seguinte: alguns irmãos que trabalham em muitas casas espiritas, constantemente matem pensamentos maledicentes, caluniosos e de baixa moral, podemos considerar isso vícios ou defeitos, será que não é pior estes do que aqueles que são visíveis.

Resposta: As tarefas dentro da Casa Espírita, como qualquer outra que se desempenha no campo religioso, carece de preparo moral e esforço constante para vencer as más inclinações. Só a boa vontade não basta. Os Espíritos superiores ensinam que os fluidos espirituais podem ser alterados quando passam pela estrutura do encarnado e que apenas a moralização deste pode dar a garantia de bons resultados. Daí a razão pela qual nem sempre as pessoas se beneficiam, com os fluidos a que se submetem por anos a fio nas casas espíritas que não primam pela boa qualidade espiritual de suas práticas. Qualquer pessoa pode doar de suas energias, mas nem todos devem fazê-lo, pois a condição moral do indivíduo influencia diretamente na qualidade dos fluidos doados. Quanto ao médium quem tem o vício de fumar, acreditamos que, nesse caso, “deve” participar para que seja tratado e não como alguém que possa ajudar na doação de fluídos. A nicotina e o alcatrão, além de danificarem a constituição sutil do duplo etérico, envenenam os fluidos vitais do médium, dessa forma, tornando-o nocivo para o trabalho de doação desses mesmos fluidos. Nesse caso, o médium igualmente se torna um veículo utilizado por entidades viciosas que se utilizam de suas emanações para atenderem aos seus hábitos de fumantes dos quais ainda não se desvincularam, mesmo após o desencarne. O fluido de um médium que fuma é tão prejudicial ao ambiente espiritual que consegue envenenar as energias manipuladas no local, exigindo das equipes espirituais que trabalham na reunião um esforço maior a fim de isolá-lo do ambiente para que não prejudique outros que ali comparecem para receberem as transfusões fluídicas. Além disso, pode o irmão imaginar como alguém que ainda não se dominou a ponto de abrigar um vício tão daninho, possa manipular fluídos e forças que não vê e cuja ação requer vontade firme e a disciplina? Certamente não ignora os danos causados pelo vício do fumo, não só na organização física como na espiritual. Por isso mesmo, aquele médium que dele se utilize, deverá primeiramente se dominar, libertando-se de seu domínio e dedicando-se a outras tarefas que possam auxiliá-lo a se livrar do domínio da viciação infeliz. É apenas uma questão de bom senso. A questão a ser tratada não deveria ser o que é menos pior, o hábito de ter pensamentos maledicentes, caluniosos e de baixa moral ou o vício de fumar. Sabemos que tudo isto é errado, o que devemos saber é que se já identificamos em nós algum hábito errado ou vício devemos combatê-los até a sua eliminação, sem se preocupar com os hábito errado ou vício das outros pessoas, primeiro façamos a nossa parte.

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