Manifestação Mediúnica

Pergunta No. 34, Data: 25/04/2003

Pergunta: Um médium, durante vários trabalhos mediúnicos vem recebendo o mesmo espírito comunicante, sentindo-se perturbado pelo fato. isto poderia ser um indicio de obsessão? existe mais casos assim? tem uma outra interpretação?

Resposta: Prezada Maria Madalena! Nenhum Espírito entra na Casa Espírita sem permissão. O Espírito comunicante somente recebe permissão para adentrar a Casa Espírita para manifestar-se através dos médiuns, quando aceita todas as condições necessárias numa comunicação de respeito e comportamento. Em seguida o Espírito recebe uma carga de energia positiva, que o deixa de certa forma imobilizado para realizar os transtornos que desejava, por isso reclama muito de que esta amarrado, que não o deixam fazer o que ele quer, que não queria estar ali, que foi obrigado a vir, etc. Isto não é verdade, ele sabia o que iria acontecer quando lhe foram colocadas as condições, a reclamação é para impressionar a nós encarnados e por causa do seu orgulho. Após esta fase de energização espiritual, os Espíritos Auxiliares aproximam o Espírito que irá se manifestar e fazem a ligação da sua mente perispiritual ao órgãos sensórios do médium. Se o médium é moralmente equilibrado irá manter o domínio energético sobre o Espírito durante o transcorrer da manifestação, e o Espírito será facilmente doutrinado e encaminhado. Mas se o médium não se mantém moralmente equilibrado, irá passar energia negativa que irá fortalecer o Espírito e o médium perderá o domínio energético proporcionando ao Espírito o domínio sobre a manifestação, ocasionando comunicações muito desagradáveis de natureza grosseiras ou frívolas. O Espírito não será doutrinado, e transmitirá suas energias inferiores para o médium que se sentirá com mal estar após está comunicação. O plano espiritual fez tudo que era possível para ajudar o Espírito comunicante, trazendo-o á reunião, tomando as providências de energização, etc. Aí quando o Espírito é conectado ao médium, forma -se uma simbiose energética entre o médium e o Espírito. O médium passa a sua energia que é negativa para o Espírito, que neste caso volta a se fortalecer negativamente. Portanto, para evitar essa situação é importantíssimo a moralização do médium. O Espírito que se comunica várias vezes e não é encaminhado é porque o médium não oferece condições energéticas para o encaminhamento e doutrinação e certamente isto vai acabar em obsessão.


Pergunta No. 40, Data: 25/04/2003

Pergunta: O Livro dos espíritos foi codificado por Kardec, ditado pelo espíritos utilizando a cestinha como meio de comunicação, e os outros livros pertencentes ao pentateuco, foram feitos da mesma forma? Se foram , como já se relaciona outros tipos de intercâmbio mediúnico, e gostaria de perguntar também se existem datas aproximadas do aparecimento oficial destas outras manifestações. Vocês conhecem outro nome utilizado para designar as mesas girantes usadas na França no século xix? grato pela atenção, no aguardo de uma possível resposta.

Resposta: Prezado Airton! Em 1850, na França, surgiu um tipo de brincadeira chamada "mesa falante", "mesa girante" ou “dança das mesas”, que tomou conta dos salões festivos da época. A mesa girante era uma mesinha redonda, de três pés, em torno da qual se ajuntavam as pessoas para provocar manifestações de forças sobrenaturais. Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu pela primeira vez falar nas mesas girantes, a princípio do Sr. Fortier, com quem mantinha relações em razão dos seus estudos sobre magnetismo, que disse que mesas podiam não apenas girar, mas também respondia perguntas. As comunicações por batidas eram lentas e incompletas; verificou-se que, adaptando um lápis a um objeto móvel (cesto, prancheta ou um outro, sobre os quais se colocavam os dedos), esse objeto começava a movimentar-se e traçava sinais. O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião" ou “cesta de bico”, um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita. No ano seguinte, em 1856, seguia ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se tinham na rua Tiquetone, na casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Essas reuniões eram sérias e mantidas com ordem. As comunicações ocorriam por intermédio da Srta. Japhet, médium, com a ajuda de uma cesta de bico. Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia. Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu "O Livro dos Espíritos", lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento. Pelo que pudemos apurar apenas no início o contato do Prof. Rivail com os Espíritos foi feito através da das mesas girantes e das cestas de bico. Aperfeiçoaram-se os processos. As comunicações passaram a ser escritas – era a psicografia indireta. Posteriormente, eliminaram-se todos os instrumentos e apêndices: o médium, tomando diretamente o lápis, passou a escrever por um impulso involuntário e quase febril – era a psicografia direta. Não temos informações precisas das datas. Alguns outros nomes utilizados para as mesas girantes citamos acima.

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