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Arte EspiritualGilberto Schoereder Os quadros do artista plástico Miguel Fonseca podem ser considerados entre aquelas obras chamadas de "arte espiritualista", apresentando concepções de mundos sutis e de seus habitantes que ele recebe em momentos de visualização e em sonhos. Não são apenas as mensagens psicografadas que podem nos fornecer algumas informações a respeito de outras dimensões da existência. De uns tempos para cá, vêm se multiplicando as pinturas que mostram imagens de mundos ou cidades espirituais, e também dos seres que neles habitam. No Brasil, um dos artistas que tem se dedicado a esse tipo de arte, é Miguel Fonseca, com resultados que muitas pessoas têm considerado surpreendentes. De alguma forma que ele própria não sabe explicar, Miguel conseguiu estabelecer uma ligação com os chamados planos sutis, de onde recebe as informações – visuais e sonoras – que posteriormente transforma em quadros e em músicas. Além das imagens de seres espirituais e cidades translúcidas que transporta para as telas, Miguel também atende particularmente, fazendo consultas pessoais. Em outras palavras, ele consegue revelar nos quadros o anjo protetor ou mestre espiritual da pessoa que realiza a consulta, a partir das informações que capta de outras dimensões. As pessoas que já passaram pela experiência, garantem que se trata de um momento especial: em alguns casos, os detalhes das pinturas fornecem informações sobre o ser espiritual retratado às quais Miguel Fonseca não poderia ter acesso, a não ser por meio de um contato direto com os planos mais elevados. Miguel diz que começou a trabalhar com arte na década de 70, mas foi a partir de 1989 que a forma pela qual atua começou a mudar radicalmente. Foi nessa época que ele encontrou a sensitiva Vera Lúcia C. Chagas, no que eles chamaram de um "encontro místico". O que era um trabalho sem preocupações mais profundas com o aspecto espiritual, se transformou num contato quase que constante com esses planos mais sutis da existência, enriquecendo-se de forma considerável. As dimensões normalmente invisíveis aos nossos olhos e à nossa percepção, passaram a surgir constantemente em sua pintura. A maneira como esse trabalho se dá, difere ligeiramente do que já estamos acostumados quando se trata de mensagens psicografadas, nas quais o médium entra em transe ou, em outros casos, passa por períodos de alteração da consciência, escrevendo algo que ele geralmente não compreende muito bem, mas permanecendo consciente. Miguel diz que percebe as imagens que vai transformar em telas, através de sonhos ou visualizações. Posteriormente, em estado de vigília, inicia o trabalho propriamente dito, utilizando técnicas de pintura que aprendeu de forma autodidata. A partir de 1997, sem deixar de lado as pinturas, o trabalho de Miguel Fonseca seguiu por um novo caminho, acrescentando à sua obra a composição e execução de peças musicais. Segundo conta, tudo começou quando, num momento em que estava em contato com o nível espiritual de existência, teve um encontro com músicos que habitam essa dimensão e que, de certa forma, levaram-no para esse caminho, que complementa o que já vinha fazendo. Como ocorreu com a pintura, Fonseca aprendeu a lidar com essa nova realidade de forma autodidata, começando a elaborar melodias que têm como função primordial elevar a alma, criar nos ouvintes estados de espírito mais elevados, fazendo com que as pessoas atinjam uma vivência mais equilibrada e harmoniosa, que é tudo o que os seres espirituais mais avançados desejam. Mesmo sem ter o conhecimento musical teórico e não escrever as músicas em pautas, as composições chegam até ele na forma de cores e sons, que aos poucos vão se compondo numa obra harmoniosa. Como ocorre com as pinturas, após ter surgido em sua mente a concepção geral das melodias, ele as executa por três ou quatro vezes; depois disso, ele diz, nunca mais as esquece, e está pronto para fazer a gravação, realizada em seu próprio estúdio. Também é o próprio Miguel que faz todo o trabalho de prensagem, divulgação e venda dos CDs, que ainda trazem como capas as suas pinturas. Segundo o artista, Vera foi uma espécie de ponte para que ele alcançasse essas outras realidades. Também trabalhando com arte, Vera mantém contato com os planos paralelos, ou sutis, recebendo informações sobre os ambientes e entidades que estão sendo visualizados por Miguel. Dessa forma, eles entendem que, de certa forma, a espiritualidade de um complementa a do outro, de forma a que possam realizar um trabalho coerente e harmonioso. Com sua sensibilidade, Vera realiza uma arte de mandalas pessoais, pintando com as mãos à medida que recebe informações que dizem respeito à pessoa que está se consultando com ela. O resultado da obra é um quadro do "ambiente espiritual" referente a cada pessoa. Para finalizar a composição, ela diz, os planos superiores lhe transmitem um símbolo, que é colocado no centro da obra. Os trabalhos de Miguel Fonseca já foram expostos nas maiores cidades brasileiras, e também no Japão. O resultado final dessa arte e comunicação com os planos sutis da existência, que pode ser visto em suas pinturas e músicas, se encontra à disposição do público. |
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