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A Autoridade dos PaisSergito de Souza Cavalcanti IIIIndício infalível da verdadeira auto-realização é a mansidão. O homem espiritualizado é por conseguinte, manso. “Aprendei de mim, disse Jesus que sou manso e humilde de coração (Mt 11:29) Quando o homem avança decisivamente rumo à sua evolução espiritual, compreende que toda violência física e mental é sinal de fraqueza. Para o homem inexperiente e profano, constitui-se a violência em força suprema por excelência, pois ainda ignora as forças espirituais. Ser manso é ser pacífico, saber dominar-se, ser cordato. O Salmo 37:11 de Davi diz: “Os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância da paz.” Mesmo em instituições respeitáveis e no recesso dos lares, homem há que, para ocupar os primeiros lugares, ou poderem dizer: “aqui mando eu”, não titubeiam em constranger companheiros e tiranizar familiares, pondo em evidencia o espírito belicoso que o caracteriza. Exercer a autoridade paterna, é necessário diante de nossos filhos, pois todo agrupamento necessita de um líder. Autoridade no entanto, não é tirania do poder absoluto e cruel. Com o autoritarismo, só conseguiremos a submissão cega, que fará de nossos filhos indivíduos tímidos, com forte sentimento de inferioridade ou então criaturas revoltadas, futuros tiranos. A educadora Tânia Zagury lembra-nos que: “é perfeitamente possível uma pessoa ser democrática e ter autoridade ao mesmo tempo”. A amor deve ser o grande fundamento da educação de nossos filhos. É sabido que a criança que não é amada não tem condições de amar. A maioria de nossos prisioneiros e de desajustados foram criaturas que não receberam amor e carinho de seus pais. É portanto, através do diálogo, que obteremos o sucesso que todos almejamos na educação de nossos filhos. Dizem alguns psicólogos que nossos rebentos são tão receptivos à conversação fraterna que até mesmo, quando estão dormindo, a conversa ao pé do ouvido lhes fazem bem. A disciplina é portanto compatível com o relacionamento maduro e afetivo. Amar é também impor limites aos filhos. É dizer “não” quando for preciso e sempre exemplificando o porquê da proibição. Existe a necessidade da corrigenda e da proteção no trabalho da educação, mas muito cuidado para não romper a linha que separa a autoridade do autoritarismo, a energia do rigor excessivo para que a criança possa ser verdadeiramente corrigida sem plantar o pavor e a revolta em seu coração. Crianças que destroem brinquedos, objetos domésticos, estragam paredes, matam animais e plantas e explodem em birra à menor contrariedade, devem ser corrigidas com pulso e autoridade pelos pais. Habituando-as às pequenas transgressões e ao equilíbrio, estaremos imunizando-as contra o descontrole e o desequilíbrio. Hilário Silva nos alerta: “Se no trato da natureza, a vida pede atenção, como entregar a criança a si mesma?” Não esqueçamos de eliminar a violência no trato com nossos filhos, pois as coisas violentas não duram e nem deixam seguidores. O que permanece é a mansidão e a suavidade que provêm do amor. |
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