O Silêncio é Ouro

XXII

Somos efetivamente donos de nossos destinos e comandantes de nossas vidas. Temos que tentar governar da melhor maneira nossos atos e ações.

O destempero de nossas palavras tem nos causado inúmeros problemas espirituais. Uma palavra depois de proferida, possui um efeito devastador. Tenhamos pois muito cuidado com o que dizemos. Jesus nos alertou que o que contamina o homem não é o que entra pela boca e sim o que dela sai. “porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Lc 6:45)

Um homem de poucas palavras dificilmente será leviano nas suas conversas, pois sempre medirá suas palavras.

Os que muito falam tendem a realizar pouco. Se observarmos atentamente, verificaremos que em todo grupo, sociedade ou reunião de pessoas, as que mais falam, geralmente são as que menos fazem. Até mesmo o simbolismo de termos nascido com dois ouvidos e apenas uma boca, nos ensina que devemos ouvir mais e falar menos.

Deus é infinitamente silencioso, e quanto mais o homem se aproxima de Deus, mais silencioso ele se torna.

O ruído é dos homens, o silêncio é de Deus. Jesus era amante do silêncio, gostava de lugares quietos e ermos onde sempre se refugiava para fazer suas preces e meditações.

Nossa alma necessita de silêncio. Procuremos silenciar nossa voz interior para que possamos ouvir a voz de Deus.

A palavra é de prata. O silêncio é de ouro. Nestas duas afirmações estão contidas a sabedoria de milênios da evolução humana. Faça delas o seu lema de vida.

Montesquieu dizia que: “Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar.”

Para cada mal, há dois grandes remédios: o tempo e o silêncio.

O silêncio é sempre belo, e o homem que cala é mais belo que o homem que fala.