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Vontade

XLIV

Poucos em nossa sociedade são criticados pelo fato de fumar, beber, jogar, ou ter suas aventuras sexuais ilícitas.

Nossa sociedade é por demais permissiva e tudo isso é tido como “costumes da época”.

Quanto mais profano é o homem, mais alheio ele é aos perigos e às conseqüências que esses hábitos nos acarretam.

Nossos jovens estão cada vez mais envolvidos com a problemática dos tóxicos, levando-os às mais trágicas e dolorosas experiências, enquanto enriquecem as secretas organizações que manipulam o submundo dos traficantes.

Condicionados como somos pela mídia, como poderemos reagir a tantos vícios e a tanta permissividade? Qual o caminho para afastarmos definitivamente desses males?

Nossos amigos espirituais nos ensinam que para superarmos os defeitos mais enraizados no nosso espírito, precisamos sobretudo fortalecer nossa vontade através do nosso querer.

Nunca se convença de não ser capaz de fazer isto ou aquilo; nunca seja negativo a ponto de afirmar que é impossível. Primeiro pense que é capaz, depois trate de tentar e tentar de novo e, por fim, verificar que é mesmo capaz.

O princípio do querer é poder, é válido e viável até mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Tudo é possível ao homem que crê e que entra em comunhão com seu Pai Celestial.

Ao contrário, quando imaginamos que não podemos fazer alguma coisa, estamos já determinando que não iremos fazê-la; conseqüentemente essa tarefa ser-nos-á impossível.

Quando nossa vontade decide atingir um objetivo, força nosso corpo, nossa mente e nosso espírito para o alvo escolhido.

Walter Doyle disse que: “Quando você se vê freqüentemente atingindo uma meta em sua imaginação, começa a acreditar que pode atingi-la na vida real.”

Pensemos seriamente em abandonar logo o fumo, a bebida, o jogo, a gula e o sexo desvairado, pois comparados com o orgulho, a vaidade, a inveja, a avareza, o ódio, a vingança, o personalismo, a maledicência e a intolerância, são vícios fáceis de se desfazer. Mas não nos esqueçamos de que para vencermos nossos vícios e nossas más tendências, necessitamos da mesma ferramenta, que é a “vontade”.

Por isso, Allan Kardec disse que: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações.”

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