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Ser Velho

XLV

Desde o dia que nascemos, envelhecemos progressivamente. Jamais mantenhamos a idéia da velhice, porque quer queiramos ou não, a ela chegaremos naturalmente. Não são os anos que nos envelhecem, mas sim a idéia de ficarmos velhos.

Há pessoas que são jovens aos oitenta anos e outros que são velhos aos quarenta.

A juventude ou velhice não fazem parte de um período de nossas vidas, e sim, de um estado de espírito.

Não é por termos vivido um certo número de anos, que envelhecemos. Envelhecemos quando perdemos o ideal, a alegria de viver e a alegria de amar.

A decisão de não sermos um velho infeliz, ajuda e muito a termos uma velhice saudável.

A primeira idéia é não “desligar-se” do mundo e da vida, não a dando por encerrada.

É preciso continuar aprendendo, acreditando, amando, sonhando e, portanto, vivendo.

Procuremos um tipo de objetivo ou meta que dê sentido à nossa vida. Pode ser um trabalho ou um hobby; ver crescer os netos; um livro que se pretenda escrever; quadros que se deseje pintar; um curso a fazer; uma sonhada viagem; algo enfim que confira interesse à nossa vida.

Manter sobretudo acesa a busca e o desejo do prazer que a vida nos proporciona para que nunca percamos o prazer de viver.

A velhice nunca pode por medo, entristecer o homem que crê, que tem fé na imortalidade de seu espírito e na sucessão de sua vida.

Ao invés do medo da velhice, usufruamos das vantagens que ela nos traz, quais sejam: a tranqüilidade da missão cumprida, o alívio das responsabilidades de criar e educar, a prazerosa sensação de ter testemunhado a vida acontecer e a sabedoria adquirida com os anos vividos.

O velho de hoje será o jovem de amanhã, pois a verdade é que: “Nascemos, vivemos, morremos, renascemos ainda, progredindo sempre sem cessar”.

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