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Aceitando a MorteLIV É natural que sintamos saudades e choremos nossos mortos queridos. Poucos sofrimentos se comparam ao sentimento de um coração amargurado que um dia se debruçou sobre o cadáver de um ente amado. Choremos pois, nossos mortos sem nos deixar levar pelo desespero e pela mágoa, porque os que acreditamos mortos, estão mais vivos do que imaginamos. Eles não partiram definitivamente, ao contrário, adentraram a porta da imortalidade para viverem num espaço mais maravilhoso e sutil. Retornaram apenas mais cedo do que nós. Se estamos sofrendo com sua partida, eles também sofrem e se inquietam com nosso desespero. Tenhamos confiança e aceitemos a morte com paz e serenidade. Sempre que podem, eles nos enviam mensagens dizendo as mesmas coisas: “Eu te amo”. “Estou bem”. “Cuide-se, não sofra por mim.” Convençamos que tudo que o Pai nos envia é para nosso bem, portanto, a morte não é um mal, mas um bem para o homem. Ghajali, famoso escritor persa, disse poeticamente: “Não chores os mortos, que a vida não é mais do que a gaiola de onde os pássaros voaram”. Libertos da carne, somos espíritos livres, prontos para voar mais alto. A morte é um fenômeno natural de natureza biológica e que nunca atinge a essência do nosso ser que é o espírito. Temos de nos familiarizar com ela, considerando-a com naturalidade, não a transformando em tragédia ou em espetáculo inútil de desespero. É necessário que nos preparemos para a morte, pois assim fazendo, estaremos nos preparando para a vida em nova e mais grandiosa dimensão. Coube ao apóstolo Paulo, explicar na 1ª Epístola aos Coríntios que temos corpo material e corpo espiritual e que este corpo, o espiritual, é o corpo da ressurreição. Há dois mil anos, Jesus de Nazaré, ensinou ao mundo, os princípios da educação para a morte e enriqueceu seus ensinos com a exemplificação pessoal. Exemplificou a própria imortalidade, ressuscitando em seu corpo espiritual. Tenha confiança que num futuro mais próximo que imagina, estará junto dos seus, comungando com eles os mesmos ideais de paz e fraternidade eterna. |
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