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Suicidar-se Não

LXXIII

Fugir da vida não vai resolver seus problemas. O suicídio representa enorme delito aos olhos de Deus. É a supremacia das infelicidades que atingem um espírito. No dizer de nosso insigne Codificador: “O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores”.

Sair de uma aflição para entrar no desespero de sofrimentos atrozes e inimagináveis, de nada valerão. Sem que percebamos por nossa invigilância, deixamos arrastar por processos obsessivos cruéis que pouco a pouco minam nossas forças com um estado de alienação que nos leva a tentar contra nossa própria vida.

A revolta contra nossas provações, a incredulidade, a dúvida quanto ao futuro, e as idéias materialistas são as principais causas desse mal.

O candidato ao suicídio não pensa com equilíbrio e não se dá conta dos males que o seu gesto vai proporcionar a si e àqueles que o ama. Sem capacidade de discernimento, esquece que o tempo e a providência divina equaciona sempre todos os problemas.

Não há dor que o ser humano não consiga suportar. Através da calma, da resignação profunda, da fé em Deus e da fé no futuro é que conseguiremos a serenidade, que é o melhor preservativo contra a idéia de nossa auto-destruição.

Nossos sofrimentos são passageiros e ao invés de serem uma desgraça, constitui a oportunidade que Deus nos oferece para corrigir nossos erros.

Na fé encontramos o remédio seguro do sofrimento. Ela nos permite ver que as maiores dores de hoje são o prenúncio da felicidade que nos aguarda amanhã. Aquele que crê, é forte pelo remédio da fé e aquele que duvida é punido pelas angústias das aflições.

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