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VigiarLXXVIII Assim como na Física existe o princípio de que: “Toda ação provoca uma reação igual e oposta”, assim também acontece no aspecto psíquico e emocional de nosso ser. Toda reação, ou melhor, violação das leis de amor provoca uma reação consequencial. Essa reação é chamada de lei, de carma por alguns; de retorno ou de ação e reação por outros. O certo é que, o que semearmos haveremos de colher. Nosso livre arbítrio permite que semeemos livremente, no entanto, nos obriga à colheita. Sempre que semearmos o mal colheremos o mal, se no entanto semearmos o bem colheremos o bem. Diz um ditado que: “todo o mal praticado, vem a cavalo e o remorso na garupa, tanto quanto a sombra é inseparável do corpo”. O homem é pois herança de si mesmo por isso o apóstolo Paulo asseverou inspirado: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear isso também ceifará”. (Ef 6:7) Muitas vezes agimos como crianças espirituais, acreditando em prêmios e castigos divinos. Na verdade, Deus não recompensa nem castiga ninguém. Ele apenas criou leis perfeitas e imutáveis que governam os universos. Com o nosso proceder é que vamos direcionar o caminho de nossas vidas. Nosso carma será positivo ou negativo de acordo com a natureza positiva ou negativa de nossas ações. É lógico que se não fizermos higiene bucal, certamente aumentarão muito as possibilidades de termos problemas dentários. Se abusarmos de alimentos gordurosos e de açúcar engordaremos muito. Se fumarmos teremos câncer, problemas circulatórios e cardíacos. Então não poderemos culpar a cárie, a gordura, o açúcar e o cigarro. Mas se por outro lado semear o bem haveremos de colher o bem. O sentido evangélico do termo: “vigiar” não é somente manter-se acordado, observar, manter atento; é também discernir, comparar, escolher o melhor. Nossa felicidade é uma conquista e por isso temos que ser vigilantes, escolhendo sempre o melhor, não nos deixando seduzir pelos prazeres e facilidades terrenas. A bondade de Deus nos concede a liberdade de nossos atos e ações, entretanto, Paulo em I Coríntios 6:12 nos adverte: “Todas as cousas me são lícitas, mas nem todas me convém”. Se realmente estamos comprometidos com nossa evolução espiritual, temos que traçar planos corretos para alcançá-la. O que tem determinado à infelicidade de muitos é a falta de objetivos e falta de roteiro, de rumo e sobretudo, de vigilância. Infelizmente a maioria dos que habitam nosso orbe querem apenas comer, beber, dormir e reproduzir, deixando-se levar pela lei do menor esforço. Temos que trabalhar nosso interior. É necessário força e esforço para as mudanças. Toda transformação requer fibra e determinação. Por isso nosso insigne codificador nos alertou: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações”. |
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