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Fim do MundoLXXIX Com o advento do terceiro milênio aumentaram as profecias catastróficas do fim do mundo que tendiam a assustar cada vez mais as pessoas. Avolumaram-se artigos, conferências e opiniões sobre essa transição que passaria nosso planeta. A ignorância, mãe de muitas superstições, faz chover previsões do catastrofismo apocalíptico ou juízo final, para que a terra se transformasse rapidamente no paraíso dos eleitos. Há até os que afirmam que já se aproxima da terra um planeta que ao chegar próximo do nosso orbe verticará o eixo da terra, não deixando pedra sobre pedra. Muitas dessas previsões catastróficas sobre o “final dos tempos” já se fizeram e logicamente foram desmoralizadas no devido tempo, mas não sem antes promoverem alguns distúrbios e apreensões. É lógico que de acordo com a lei de destruição, um dia a terra realmente se extinguirá. O nosso planeta, sendo mantido pela energia que se despreende do sol e que este astro aos poucos vai perdendo massa, é certo que um dia ele perderá a sua capacidade de promover e manter a vida e o equilíbrio vital sucumbindo exaurido. Isso porém, somente vigerá daqui a alguns bilhões de anos. No item número 267 de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec enfatiza que os espíritos superiores nunca determinam data para tais acontecimentos. A doutrina espírita nos ensina que o progresso se processa de acordo com as leis imutáveis criadas por Deus e que a terra não terá de transformar-se através de cataclismos que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Uma parte dos espíritos que encarnavam na terra deixarão de fazê-lo e aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um espírito inclinado ao mal, que, antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem. É preciso pois que acreditemos que Deus é sabedoria suprema e jamais destruiria nada por vingança. Numa lenda hilariante, conta-se que um pai, ao encontrar sua filha namorando de maneira inconveniente no sofá da sala, tomou esta severa decisão: queimou o sofá. Seria um gesto idêntico, se Deus destruísse as coisas do mundo só por que seus filhos estão procedendo de maneira errada. Precisa, o homem convencer-se de que as mudanças que nosso Pai Celestial espera de nós são as mudanças no campo do sentimento e das emoções, da ética e da moral. Se houver a mudança do homem, o mundo também mudará. Sobre esse controvertido assunto, assim se expressa Allan Kardec no seu livro A Gênese: “O que haverá é pois o fim do mundo velho, do mundo governado pelos preconceitos, pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo fanatismo, pela incredulidade, pela cupidez e por todas as paixões pecaminosas”. Esforcemo-nos para que essas transformações aconteçam no nosso íntimo para que possamos merecer continuar vivendo neste orbe. |
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