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Consciência CulpadaLXXXIII Cuidemos de que o arrependimento não perturbe e atrapalhe nossa vida. Se temos a consciência de que fizemos algo errado, de que prejudicamos alguém, peçamos perdão a Deus e prossigamos nossa caminhada procurando reparar as faltas e esforçando-nos para errar menos. O que passou é passado e como diz o ditado: “águas passadas não movem moinhos.” A consciência culpada implica em grande dor moral, tão profunda quanto a natureza de nossas faltas e o grau de nossa maturidade. Quanto mais evoluído é o espírito mais ele sofre ao avaliar a extensão de suas faltas e os prejuízos de que por ventura, tenha causado. Nossa consciência é um grande tribunal, onde invariavelmente seremos bons juizes se pautarmos nossa vida pelos padrões da moralidade e da ética cristã. O que parece excesso de zelo ou excesso de moralidade para o homem profano, é ponto fundamental de paz para o verdadeiro cristão. O arrependimento não redime. É fundamental que o mal seja reparado. Por isso a atitude de todo cristão que está comprometido com sua reforma íntima é: primeiro, perdoar a si mesmo, depois reformar atitudes procurando reparar as faltas cometidas. Para o verdadeiro cristão o arrependimento é marcado por grandes e profundas transformações que o impulsionará rumo ao seu progresso e a sua evolução. Paulo de Tarso, perseguidor implacável dos cristãos, experimentou o despertar de sua consciência às portas de Damasco transformando-se num dos vultos mais expressivos do cristianismo após seu encontro com o Cristo. Madalena, iludida pelos prazeres do mundo, e sob o domínio de cruéis perseguidores espirituais, se transforma numa das figuras exponenciais da Boa Nova, convertendo-se em ardorosa seguidora de Jesus, acumulando méritos suficientes para ser ela própria a mensageira da ressurreição. Esqueçamos de nossos erros passados e renovemo-nos dia-a-dia sepultando o homem velho cheio de faltas e de ressentimentos, transformando-nos em um homem novo harmonizado com a mensagem renovadora dos evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Afastemos o quanto nos for possível da infelicidade e da amargura com o preparo dos campos interiores do nosso coração. Amemos cada vez mais o nosso próximo fazendo para ele o que gostaríamos que ele nos fizesse. Perdoemos incondicionalmente a todos, orando também por aqueles que nos perseguem e nos caluniam. Nos esforcemos o quanto pudermos para sermos bons e caridosos e ouçamos os apelos de André Luiz: “Ho! Amigos da Terra Quantos de vós podereis evitar o caminho da amargura com o preparo dos campos interiores do coração? Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande sombra. Buscai a verdade antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois.” |
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