Muita Prece para Nossos Desafetos

LXXXVI

Jesus sempre nos concitou a responder o mal com o bem porque sabia que através do pensamento ligamo-nos uns aos outros. Quando somos submetidos a estados de excitação emocional tais como: paixão, raiva, ódio etc., estes estados ensejam sempre uma ligação mental forte entre os que estejam participando deles.

A mágoa é um exemplo de sentimento que nos deprime física e psiquicamente. Quanto mais nos lembrarmos com amargura e ressentimento dos malefícios, emitimos vibrações inibidoras que repercutem sobre o nosso organismo, prejudicando-lhe a normalidade das funções.

O sistema nervoso em desequilíbrio passa a emitir impulsos destrutivos sobre os demais sistemas e aparelhos afetando-nos a saúde e perturbando a paz interior. O ódio tem a mesma força de ligação do amor. Quando odiamos alguém estamos em permanente comunicação com o ser odiado, permutando fluídos tóxicos e destruidores.

Como no campo psíquico, os afins se atraem. É preciso cortar a sintonia negativa estabelecida com nossos desafetos. Orar pelos que nos fazem mal, sendo uma das formas de fazer-lhes o bem, significa interromper qualquer ligação negativa, por isso Jesus nos convida à orar por aqueles que nos difamam e nos perseguem: “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos amaldiçoam, orai pelos que vos difamam.” (Lc 6:27-28)

A vibração positiva da prece em favor dos que nos querem mal age sobre o psiquismo de nosso desafeto, colaborando assim para que saiam dessa situação, influenciando seu inconsciente de forma favorável a nosso respeito.

Está provado que o ódio, a raiva, a mágoa e o ressentimento causam doenças graves em nosso corpo somático. A medicina moderna já descobriu que existe uma relação estreita entre nosso estado emocional e o surgimento de inúmeras patologias de difícil cura. Não podemos esquecer também de orar pelos nossos inimigos espirituais e por nossos obsessores, porque eles se enquadram nas recomendações do Cristo.

Sejamos mais sábios e inteligentes. Não guardemos ódio nem rancor que poderão desestruturar nosso íntimo. Ao invés de ódio, amor, tolerância, compreensão; e sobretudo, muita prece, não apenas para nossos amigos mas também para nossos desafetos.