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Boa Vontade

XC

Quando Jesus nasceu em Belém, os mensageiros espirituais o saudaram com a frase “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2:14)

O homem de boa vontade é bênção para si e para todos que o rodeiam, pois o maior bem que podemos fazer a nós mesmos, é fazer bem aos nossos semelhantes. Fazer o bem, sem esperar nenhuma recompensa.

Aquele que serve com boa vontade, pelo prazer de ser útil, encontrará em si mesmo mil recursos de progresso e elevação. A grande verdade é que só seremos felizes se estivermos imbuídos dos propósitos de amar e servir. Quando o homem desperta para os reais valores da vida, ele sente maior prazer em dar do que receber. Quem é realmente bom não se julga merecedor de algum prêmio somente por fazer o bem. Ele sabe que ser bom é ser feliz pois ser feliz, é conseqüência natural do ser bom. Em Atos dos Apóstolos (20:35) está escrito: “É mais bem aventurado dar do que receber.”

Quem pouco recebe é quem pouco dá. Essa é também lei divina que podemos chamar de consequencial. A capacidade de receber está na relação com a capacidade de dar.

Plantemos sementes de amor e bondade, sem nos preocuparmos com os resultados futuros.

O beneficiado tem a obrigação de ser grato, mas o benfeitor não tem o direito de esperar gratidão.

Boa vontade é tudo o que realmente é feito de coração, sem segundas intenções.

Vejamos algumas receitas e sugestões ao alcance de todos nós.

· Doar um prato de alimento a quem sofre em penúria;

· Entregar uma peça de roupa aos que gemem de frio;

· Oferecer um livro nobilitante;

· Conter a irritação;

· Evitar a palavra inconveniente;

· Ceder lugar num coletivo a uma gestante ou a pessoa idosa;

· Emprestar algo a quem precisa;

· Atravessar um cego na rua;

· Ajudar a carregar embrulhos;

· Assegurar dois minutos de prosa consoladora aos doentes;

· Remover espontaneamente um perigo na via pública.

Na base de uma ação por dia, teremos o crédito de trezentos e sessenta e cinco boas ações por ano. Se aumentarmos as boas ações diariamente, em breve tempo teremos dificuldades em relacionar a extensão dos bens proporcionados. E nunca nos esqueçamos que a verdadeira caridade não depende dos bens materiais, pois, é feita, sobretudo, pelo coração. O sublime da caridade é realiza-la com o esforço de nossas forças. Dar algo de nós é mais sublime que doar algo que nos pertença. Só pode amar realmente, quem está disposto a servir, por isso o Cristo nos ensinou: “Quem nasceu o maior seja o menor de todos”(Lc 22:26) ou “o filho do homem não veio para ser servido e sim para servir” (Mt 20: 28)

Entretanto, não nos esqueçamos também do inverso, pois todo o mal que aos outros fizermos, duplamente estaremos fazendo a nós pois ninguém pode fazer o mal ao próximo, sem fazer mal a si mesmo.

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